Daily Archives: 15 de Junho de 2012

CONSERVAS EM SÉRIE: ESTADOS UNIDOS E A PRODUCÇÃO DE “DISSIDENTES” PARA CUBA (II)

Mercenários Cubanos, qual a sua razão última?

Por Robson Luiz Ceron  

É evidente que, por diversas razões, o imperialismo ianque nunca respeitou a soberania do povo cubano em determinar seu próprio destino. Seja pelo caráter ideológico e econômico construído pela Revolução, a perda do bordel de verão da elite estadunidense ou, mesmo, a simples independência política cubana. O fato é que Cuba é um osso atravessado na garganta do império.

E o império nunca se quedou inerte nas tentativas de acabar com a Revolução: Baia dos Porcos, grupos armados na década de sessenta, terrorismo, bloqueio econômico, bloqueio midiático, foram algumas das armas utilizadas para tentar solapar o processo revolucionário.

Os 53 anos de Revolução demonstram a acachapante derrota das estratégias ianques, até aqui.

Porém, o imperialismo não para de tentar concretizar seus intentos e, principalmente nas últimas duas décadas, tem investido recursos na busca da construção de uma “oposição” interna.

Aproveitando-se do fato de Cuba permitir, ao contrário do que eles mesmos dizem, a liberdade de consciência, os imperialistas contratam traidores cubanos e os apresenta ao mundo como “dissidentes”. 

São várias as razões que motivam estes traidores: ambição e mesquinharia, alguma forma de escapar à justiça criminal da Isla(bandido em Cuba vira dissidente político), poder, entre outras.

A razão política-ideológica é, talvez, a menor delas: por isso a mediocridade política revelada por personagens do tipo Yoani Sánchez. Ou alguém tem dúvidas de que os Estados Unidos não apostam um centavo em tê-la em um governo títere?

De fato, a consciência cubana, seu senso-comum estão tão assentados na liberdade, independência e o socialismo, que as contrariedades resultam anódinas. 

Mas, então, qual o objetivo dos mercenários?

Nos parece claro que o objetivo último dos gusanos (como os mercenários são conhecidos na Ilha e que significa, literalmente, vermes) é a invasão de Cuba por tropas, possivelmente, “humanitárias”; o derrube do governo revolucionário e o retorno ao status quo ante, isto é, a Cuba anexada.

Se alguém duvidaria dessa tese até 2010, os fatos ocorridos na Líbia em 2011 e os que se sucedem na Síria hoje, demonstram a atualidade dessa estratégia imperialista de derrocar governos não-alinhados.

Como ocorre nesses países citados, a existência de uma “oposição” interna é de suma importância para ter justificado o ataque das forças imperialistas, mesmo que essa “oposição” tenha vínculos insignificantes com a massa e os desejos dos povos. 

Pouco importa sejam os rebeldes líbios, mulçumanos radicais, ou a oposição “síria” vir da Turquia, alimentada por armas estadunidenses. O importante é a justificar o ataque.

Por isso, não basta revelar a estupidez de uma gusana; não basta revelar que se tratam de personagens medíocres e completamente desconhecidos do público cubano; não basta revelar a ojeriza que o próprio povo cubano tem desses mercenários;  é preciso dizer: a razão última dos mercenários é a invasão militar de Cuba, pois, os imperialistas sabem que por suas próprias razões a Revolução do povo cubano demorará a cair, quiçá (e isso atormenta-os), não cairá.

Solidarios  convencao2009.blogspot.com

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Anexionismo: a chave para entender o bloqueio dos EUA a Cuba

Artigo de Solidarios: http://convencao2009.blogspot.com

Numa breve abordagem vamos tentar contribuir para a compreensão dos primórdios do bloqueio dos EUA a Cuba. E, demonstrar quanta falsidade e hipocrisia há na campanha que tenta convencer o mundo de que as razões do bloqueio radicam no que os EUA chamam de violações de direitos humanos, ausência de democracia, e a existência de uma Revolução Socialista a 145 quilômetros de seu território que atenta contra a segurança nacional do país.

Por Fernando Mousinho*

As verdadeiras razões vamos encontrá-las na própria construção do império norte-americano, forjada à custa da brutal violência exigida pela sua política anexionista. Anexionismo este que é também a chave para entendermos as motivações que levam o povo cubano a defender com amor e heroísmo a soberania e a independência do país.

Após a Declaração de Independência (1776), George Washington torna-se o primeiro presidente dos EUA. No século 19, o país expande seu território até o oceano Pacífico por meio da compra de possessões, de guerras e conquistas, inclusive de áreas indígenas.

Em 1803, a Louisiana é comprada da França. Em 1819, a Flórida é comprada da Espanha. Em 1823, o presidente James Monroe anuncia a “Doutrina Monroe”, assim sintetizada: “América para os americanos”. Entre 1846 e 1848, na guerra contra o México, os EUA ampliaram seu território em um quarto, enquanto o México perdeu aproximadamente metade do seu. Fato este que gerou grande controvérsia moral dentro dos Estados Unidos. Conquistaram as regiões que compreendem os atuais Estados americanos da Califórnia, Nevada, Texas e Utah. Anexaram o Novo México e áreas dos Estados do Arizona, Colorado e Wyoming. Novas migrações para o oeste, de 1850 a 1890, dizimaram inúmeras tribos indígenas matando mais de um milhão de índios. A conquista se estende até o Alasca, comprado da Rússi

O Havaí é anexado em 1898; no mesmo ano, na guerra contra a Espanha, são conquistados territórios no Caribe (Guantânamo, em Cuba, e Porto Rico) e no Pacífico (Filipinas e Guam). Em 1903, os EUA provocam a independência do Panamá (que fazia parte da Colômbia) para obter mais facilmente a posse da Zona do Canal, entre o Atlântico e o Pacífico.

À Doutrina Monroe, é associada a doutrina do “Destino Manifesto”. Esta pregava serem os EUA destinados por Deus para conquistar e ocupar os territórios situados entre o Atlântico e o Pacífico. Marcos ‘legais’ que nortearam e estimularam a política expansionista do país no continente.

Dentro desse contexto Cuba é tratada com especial atenção. Em 1767, portanto uma década antes das 13 colônias inglesas declararem sua independência, Benjamin Franklin observou a necessidade de colonizar o Vale do Mississipi: … “para ser usado contra Cuba o México”. Um anexionismo anunciado, só comparável à fanfarronice de “Búfalo Bill”. Sim, ele mesmo, o caçador de índio dos filmes de faroeste.

Em 1805, em nota ao ministro da Inglaterra em Washington, o presidente Thomas Jefferson expressou oficialmente seu interesse de apoderar-se de Cuba: “Em caso de guerra entre Inglaterra e Espanha, os Estados Unidos se apoderariam de Cuba por necessidades estratégicas de defender Louisiana e a Florida”.

Em 28 de abril de 1823, o secretário de Estado, John Quincy Adams (posteriormente presidente) envia instruções escritas ao ministro dos EUA na Espanha: … “Estas ilhas, Cuba e Porto Rico, por suas posições locais, são apêndices naturais do continente norte-americano, e uma delas, a ilha de Cuba, quase a vista de nossas costas, vem a ser, por muitas razões, de transcendental importância para os interesses políticos e comerciais de nossa União. É quase impossível resistir à convicção de que a anexação de Cuba à nossa República Federal será indispensável para a continuação da União”.

O pensamento anexionista dos EUA pode ser resumido na teoria da “fruta madura”: … “Porém, há leis de gravitação política como há as de gravitação física. E assim, como uma fruta separada de sua árvore por força do vento não pode, ainda que queira, deixar de cair no chão, Cuba, uma vez separada da Espanha e vedada a conexão artificial que as ligam, e incapacitada de manter-se por si só, tem que gravitar, necessariamente, em direção à União Norte-americana, que, em virtude da própria lei, lhe será impossível deixar de admiti-la em seu seio.”

Em 18 de abril de 1898, o Congresso norte-americano, sem consultar as legitimas autoridades civis e militares que representavam o povo de Cuba em armas, autorizou a intervenção armada dos EUA na Guerra Hispano Cubana.

Em 17 de julho de 1898, as tropas norte-americanas, sob o comando do General Shafter, ocuparam a cidade de Santiago de Cuba.

Em 10 de dezembro de 1898, Espanha e os Estados Unidos assinam o Tratado de Paz, no qual a Espanha renuncia a todo o direito de soberania e propriedade sobre Cuba. Entregando-a, portanto, ao governo norte-americano.

Em cinco de dezembro de 1899, o presidente Mckinley, em sua mensagem ao Congresso Norte-americano declarou: “Cuba ficará ligada a nós por vínculos de intimidade e força”. Os EUA governam Cuba até sua independência, em 1902. Mas conservam até 1934 o direito de intervir nos assuntos internos da ilha, graças à Emenda Platt, introduzida à força pelos EUA na Constituição cubana. Com a abolição da Emenda Cuba passa de protetorado a neocolônia dos EUA. Esta é a situação encontrada pela Revolução, e m 1959.

Se a posição geográfica de Cuba é de grande importância estratégica para os propósitos geopolíticos dos EUA, com relação à Espanha não foi diferente. A Espanha fez de Cuba a base de onde partiam suas incursões militares de conquista da América Central e da América do Sul. Além do mais, Cuba é historicamente considerada a “chave do Golfo”. Portanto, um entrave para os propósitos anexionistas dos EUA de ser proprietário de um ‘mediterrâneo’ no continente, onde ele trafegaria livre e absoluto do Atlântico ao Pacífico.

Esta rápida retrospectiva já bastaria tanto para explicar, como para legitimar a necessidade da Revolução Cubana de 1959 e sua vitalidade hoje. Mas é bom lembrar que, os EUA, a maior potência econômica do mundo, não podem falar de direitos humanos quando no seu território sobrevivem 30 milhões de miseráveis. Falar de democracia, muito menos. Um país que, dividido em classes sociais, as eleições se restringem a um bipartidarismo onde os partidos que se revezam no poder, ‘um da Boing e o outro da Texaco’, são ambos representantes de uma só classe, a burguesa. Portanto, uma democracia biburguesa. Onde está a representação popular e dos trabalhadores? Uma democracia onde se estima que parcos 30% dos cidadãos são “eleitores ‘regulares’ em pleitos nacionais e estaduais”.

Que moral tem para falar de democracia e de direitos humanos um país que mantêm há mais de 100 anos uma base militar em território cubano, onde, recentemente, foi instalado um centro de tortura de presos sem processo formal? Que protege a máfia cubana-americana em seu território da Flórida, bem como suas ações terroristas contra Cuba. Como por exemplo, a explosão do avião da Cubana de Aviação, em 1976, quando morreram 73 pessoas, na maioria jovens atletas cubanos e estrangeiros, e cujo protagonista, o cubano-venezuelano Posadas Carriles, desfila livremente nas ruas de Miami. Ao todo são 681 atentados terroristas em território cubano, que redundaram na morte de 3.478 pessoas. E os centenares de planos para assassinar o Comandante Fidel Castro? E a prisão dos Cinco cubanos antiterroristas?

Sem falar no desumano boqueio que já dura mais de 50 anos. O objetivo é asfixiar de todas as formas Cuba e promover o genocídio de mais de 11 milhões de seres humanos. Uma violência que tem custado à ilha mais de US$ 750 bilhões, apesar da Assembleia Geral da ONU deliberar, em 20 sessões consecutivas, pelo seu fim.

Nesse sentido são lúcidas as palavras do deputado e ex-embaixador cubano no Brasil, Jorge Lezcano Pérez: “muito antes de Marx e Engels desenvolveram a teoria científica do marxismo e Lenin estabelecer o Primeiro Estado Obreiro e Camponês do mundo, desde os tempos em que Cuba era Colônia da Espanha, e, portanto, não era ainda uma nação livre, soberana e independente, e 192 anos antes do triunfo da Revolução Cubana, os EUA já haviam manifestado seu propósito de incluir nosso país entre seus estados preferidos, o que revela as verdadeiras raízes da cobiça de Cuba pelos Estados Unidos”.

Portanto, esta evidente que as acusações de que em Cuba não há democracia nem respeito aos direitos humanos, é apenas um pretexto, uma forma encontrada pelos EUA para encobrir seus reais propósitos de anexar Cuba ao seu território.

Enquanto isso, a epopeia do povo cubano segue em frente. Depois da guerra da independência e combates pela libertação nacional e superadas as marcas do passado neocolonial, a Revolução reafirma sua disposição de seguir a rota traçada por José Martí e Fidel Castro. Garantir a soberania, o bem estar popular, o progresso social, a liberdade e a realização plena da pessoa humana. Ou seja, preservar e aperfeiçoar o socialismo é a palavra de ordem.

Na atual conjuntura é dever de todo cidadão do mundo rechaçar o belicismo global dos EUA. Bem como denunciar sua infame cruzada propagandística contra Cuba, lutar pela libertação dos Cinco Heróis e pelo fim do bloqueio.

*É assessor técnico da Liderança do PSB na Câmara dos Deputados.

Artigo de http://convencao2009.blogspot.com

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Uma aventura de três séculos com Cuba no centro

“O texto de Limia é, sem dúvida, atraente para quem se importa para as ambições das grandes potências em torno desta ilha do Caribe que ainda têm de lutar duramente para se defender contra um império que nos tempos que  este livro mostra ainda não havia nacido”

Em 8 de junho foi apresentado no Castelo da Real Força  o  livro Cuba entre três impérios: Pearl, chave e Antemural  do historiador Ernesto Limia.

No prefácio a este trabalho o poeta e ensaísta Juan Nicolás Padrón, descreve como “uma história diferente da cobiçada Cuba,  debatida entre o Império Espanhol medieval, o impulso e apetite pelo poder da França e as ambições racionais e capitalistas da Inglaterra”.

Para Padrón, em seus cinco capítulos com trinta e três itens como parágrafos, “um leva a outro sem rupturas, com uma continuidade da história e alguns acontecimentos  pouco conhecidos a partir de fontes variadas e diversos pontos de vista, para construir uma história que fica na memória porque ele pode ser lido como um romance de aventura“.

Um livro que começa na Espanha dos reis católicos e termina com o primeiro político americano que falou sobre Cuba: Benjamin Franklin, pouco depois  de que Havana retornara das mãos dos inglêses para os espanholes em troca pela a Península da Flórida.

Fonte:

http://www.cubarte.cult.cu

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Realidade Virtual nas mãos erradas (II)

A objectiva realidade virtual

A AMPLA CIDADE

ARTIGO DE RUI PERALTA

Existe uma nova arma no ciberespaço: o Flame. É uma arma inovadora e eficaz. Apodera-se das imagens nos écrans dos computadores e regista o sinal áudio dos ordenadores infectados. Peritos em segurança informática são unanimes em reconhecer que o Flame é o software malicioso mais completo de sempre. O Flame foi descoberto pelos laboratórios Kaspersky, uma empresa de segurança informática, que está na fase inicial de análise do software e que até agora só compreende algumas funções do Flame. Parece que serão necessários alguns anos até que se possa saber o que o programa pode fazer, tal é o seu volume e complexidade.

O que se sabe até ao momento é que o Flame pode propagar-se através de um dispositivo USB, Bluetooth ou outros dispositivos conectados a uma rede. Nas máquinas infectadas o Flame aguarda pela activação de programas determinados, controlar as imagens dos écrans e activar o microfone interno, permitindo registar conversas e interceptar correio eletrónico, chats ou restante tráfico na rede. Pode, ainda, comprimir estes dados, encriptá-los e reemiti-los aos ordenadores que estejam designados como postos de comando e controlo, independentemente da sua posição geográfica.

Alexander Gostev, chefe da equipa de análise e investigação da Kaspersky, considera que o Flame redefine o conceito de guerra e espionagem informática. A Kaspersky afirma que o Flame vive nas redes informáticas há pelo menos dois anos, sendo o Próximo Oriente o foco da sua atenção, embora possa ser encontrado a nível mundial. Segundo os peritos este software só poderia ser criado por um Estado e só existem 5 candidatos com conhecimentos técnicos e práticos para o fazer: USA, Israel, Rússia, China e India.

É um programa incrivelmente sofisticado, com 20 megas, 20 vezes mais volumoso que o Stuxnet, a arma digital que infectou o programa de enriquecimento de uranio do Irão em 2009. Tal como o Stuxnet o Flame foi depositado em milhares de ordenadores do Próximo Oriente, mas ao contrário do Stuxnet, o Flame está programado para evitar a propagação de forma indiscriminada, atacando os seus alvos com precisão. A Symantec, outra empresa de segurança informática, referiu ter detectado o Flame na Áustria, Rússia, Hong Kong e Emiratos Árabes Unidos. Segundo os seus peritos o carácter modular deste software leva a considerar que os seus criadores têm a intenção de manter o projecto durante um largo período de tempo. Além do mais foi observado que o Flame retira-se por si dos bancos de dados depois de controlados, como se deixassem de ter interesse, mantendo-se noutros. Propaga-se sem necessidade de intervenção humana, criando canais clandestinos e desactivando-os, sem qualquer intervenção que não seja a da sua prévia programação. Para a Symantec o Flame permite aos seus autores modificarem a funcionalidade e a conduta de um elemento, sem terem com que se preocupar com a adaptação.

O Flame foi descoberto pelos laboratórios Kaspersky, quando estes faziam averiguações na Ásia Ocidental, a pedido da União Internacional de Telecomunicações (UIT). Por sua vez a CrySysLab, empresa assessora da UIT, com sede na Universidade de Tecnologia e Economia de Budapeste, Hungria, publicou um relatório em que suporta a hipótese de que o Flame foi desenvolvido por um organismo governamental, atendendo á sua complexidade e forma de actuação. Considera-o um aperfeiçoamento sofisticadíssimo do Stuxnet e do Duqu, outro célebre software malicioso, que segundo os peritos foi desenvolvido pela mesma equipa do Stuxnet.

No entanto a ONU iniciou investigações sobre o Flame e pelo que parece aponta o dedo á Agencia Nacional de Segurança (NSA) norte-americana, pelo menos se forem observados os pedidos de inquérito e as chamadas á Comissão Internacional de inquérito feitas a especialistas da NSA, cujo nome já estava ligado ao Stuxnet e ao Duqu. O chefe da equipa de segurança informática e combate á ciberespionagem da ONU, Marco Obiso, considera que, apesar da actual fase de investigação ser ainda indefinida, os dados recolhidos até agora pela sua equipa e pela UIT, Symantec e Kaspersky (que estão a fornecer dados á ONU, inseridas que foram na investigação internacional em curso) implicam de alguma forma a NSA e o governo norte-americano.

Também este é o parecer de Roger Cressey, actualmente um especialista independente, mas que foi o chefe do staff da Equipa de Protecção às Infraestruturas Presidenciais Criticas, durante a presidência de George W. Bush, que afirmou recentemente que apenas os USA têm capacidade para desenvolver tal software, talvez com algum apetrechamento israelita e indiano, mas que nem a Rússia, China, India ou Israel, sozinhos, conseguiriam desenvolver esta arma.

As suspeitas sobre os USA agravaram-se depois do New York Times ter publicado um trabalho do seu correspondente David Sanger, que forneceu provas confirmativas que o Stuxnet foi usado pela administração Obama no ataque cibernético ao projecto nuclear do Irão. A operação secreta foi denominada Jogos Olímpicos e que foram realizados vários ataques cibernéticos á central iraniana de Natanz. O último ataque deixou 5 mil centrifugadoras para o enriquecimento de uranio fora de serviço. O Irão minimizou os estragos, oficialmente, embora tenha reconhecido que foi vítima de uma ataque cibernético. O que é um facto é que na central de Natanz a Siemens continua a substituir as centrifugadoras a reequipar a unidade. O Stuxnet foi criado ainda durante a administração Bush, mas o seu desenvolvimento só foi completado durante a actual administração.

Bom, vou interromper aqui o tema, para dar continuidade ao tal pergaminho que descobri dentro de uma garrafa que encontrei na praia, intitulado “Ausência”. A segunda folha estava assim:

“É bom despertar de um sono profundo, ter um sonho para contar ao mundo. É bom sentir teu corpo nu, sensual e a tua alma despir num beijo matinal. Ter um sonho para contar ao mundo…É bom… Luther King teve um sonho, JFK teve um sonho, Malcom X teve um sonho (e muitos pesadelos) até o Estaline, Papá dos povos, sonhava e o Adolfo e o Mussolini, Franco, Salazar, Pinochet, Mugabe, todos sonham.

Mas acordar sozinho, não estar lá o corpo com que sonhámos, os beijos com que nos deliciámos…Sonhos de pele e carne sempre deliciosos mas dolorosos despertares…O outro não está… Então levantamo-nos e urinamos longamente. Passamos água pelos olhos e se fumarmos fumamos um cigarro. E se a maré estiver cheia, ficamos por ali, fumando, a apreciar o verde da outra margem e o verde circundante, as flores, os sons do rio, do mar do outro lado da foz… Sentirmos o rio a passar… Respirar fundo e beber café. Olhar o rio mergulhando nele com pensamentos e recordar bons momentos.

Parou de escrever e mergulhou o olhar no rio, ficando absorto nos seus pensamentos durante longos momentos. Gostava daquela esplanada, junto ao rio, no meio de um verde luxuriante, relaxante. Bebeu mais um café e continuou a escrever.”

Interessante este pergaminho. Mas vou voltar ao tema de hoje. As redes de espionagem já não são aquilo que foram. Da fatalmente sedutora Mata Hari (Margaretha Geertruida Zelle), até ao pedido de extradição de Julian Assange (WikiLeaks), passou um século. A sedução deixou de ser uma arma eficaz para roubar informação e passou a ser uma estratégia de encarceramento de periodistas incómodos.

Surgiu recentemente no FBI uma unidade que intercepta comunicações on line, inclusive as conversações realizadas por sistema de voz IP, tipo Skype, por exemplo. A unidade denomina-se Domestic Communications Assistance Center (DCAC) e vigia mensagens consideradas suspeitas. Por outro lado a NSA desenvolveu um sistema de vigilância que obedece a palavras determinadas (terrorismo, comunismo, fundamentalismo) e suas variantes, utilizadas nas redes, nos correios eletrónicos, telemóveis e sistemas de voz.

No fundo estamos em presença de uma guerra pluridimensional que começa entre a nossa liberdade como indivíduos versus o Controlo dos estados, que engloba os nossos direitos colectivos contra as forças que nos querem explorar e que pretende sujeitar as nações que habitamos a uma pretensa Nova Ordem Internacional. É este o significado da nova guerra no ciberespaço: um combate pela individualidade, uma guerra de classes e uma luta pela soberania. Só nos resta combater, resistir e vencer. Na Terra, no Mar, no Céu, no Espaço Sideral, no Ciberespaço, seja onde for, em qualquer ponto do espaço e do tempo, cientes da continuidade da luta e armados com a certeza da vitória. Sempre!

 

Fontes

Mark Clayton; Beyond Stuxnet. Massively complex Flame malware upsante for cyberwar.http://www.csmonitor.com

http://www.rebelion.org

http://www.lewrockwell.com

Miguel Jorge; Obama ordeno el ataque de Stuxnet contra Iran http://alt1040.com

Agenda Digital; La seguridad en Internet. Ciberespionaje, libertad y control.www.agendadigital.telam.com.ar

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Realidade Virtual nas mãos erradas (I)

“Washington constrói uma central gigante para ciberguerra”

A Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos, “em secreto” cosntrui no Estado de Utah, uma planta com sofisticada tecnologia para monitorar a Internet e outros meios de comunicação. 

Em uma comunidade pequena e sonolenta de West Estados Unidos, onde a maioria dos seus habitantes são mórmons, a comunidade de inteligência está levantando o centro de espionagem maior que o mundo já conheceu até agora.

A cidade, Bulffdale, escolhida para o enclave possui 7.000 habitantes.

 “O Ciberespaço tornou-se um novo campo de batalha. Ele adquiriu uma importância semelhante aos outros, terra, mar, ar e espaço. Claramente temos de defendê-lo e fazelo operativo” Carroll f. Pollett, director da Agência de Defesa, Sistemas de Informação (DISA).

No jargão militar, o ciberespaço é chamado “quinto campo de batalha”. O centro vai abrigar a mais recente tecnologia projetada para interceptar, armazenar, decodificar e analisar a complexa rede de comunicações do globo. O segredo construtivo veio à luz por uma investigação do jornalista James Bamford, especialista em inteligência, de Threat Level.

A Agência Nacional para a segurança dos Estados Unidos Estados Unidos especializada em comunicações e criptoanálise, tem por mais de três décadas de espionagem a controversa rede Echelon, baseada em satélites ao redor do planeta. A monstruosidade custou quase US $ 2 bilhões e esperado este concluída em 2013.

A Central tomará informações coletadas por satélites – particularmente a rede Echelon-dados das agências no exterior e de comunicações interceptadas em observatórios do mundo, para, em seguida, depurar, analisar e determinar o que seja relevante para a NSA com sede em Maryland. O projeto tem suas origens numa iniciativa que empurrou para o NSA durante o governo de George w. Bush, após 11/S, que ficou conhecido como “Vento estelar”

Esta actividade de espionagem foi tão controversa e perigosa para os próprios americanos que o Parlamento  acabou cancelando-la naquele momento.

Além dos controles para manter a segurança interna, os serviços de inteligência norteamericanos agora apontam para acabar com os contínuos Cyber ataques chinêses que sofreram agências do governo e empresas, militares e comerciais.

Hoje, nesta grande guerra tecnológica implantada pelas potências, onde o roubo industrial tornou-se um feito diário os grandes inimigos  para EE.UU.  são a China e a Rússia e em menor medida, Coreia do Norte e Irã.

Para os  especialistas, la batalha no  ciberespacio esta numa nova e perigrosa  fase, onde o desenvolvimento tecnológico vai ser fonte de  fuente de poder e control.

“Estamos a uma pequenha distancia do total Estado”, disse o ex integrante da  NSA William Binney. E as suas palavras fazem-nos pensar em que  não comprendemos em tempo o que naquele momento disse  Ray Bradbury: “Não prtendo descrever o futuro; tento preverlo”.

Fonte: Aucaencayohueso

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Genes associados com a forma mais comum da enxaqueca

Investigadores europeus e australianos indicaram que eles tinham localizado quatro novos, que enfatiza a natureza hereditária do mal. As variantes genéticas foram identificadas no genoma de 4800 pacientes de enxaqueca sem aura’ (sem sinais neurológicos: distúrbios visuais, por exemplo), a forma que assume três de cada quatro ataques de enxaqueca.

Estas variantes genéticas não foram encontrados, no entanto, no controle de grupo de 7000 pessoas livres da doença, disseram os pesquisadores.

O estudo também confirmou a existência de outros genes susceptibilidade dois, um trio de genes identificados em um trabalho anterior. A Enxaqueca afeta aproximadamente um em cada seis mulheres e um em cada oito homens e é a principal causa de absenteísmo do trabalho.

os Novos genes identificados neste estudo reforçam o argumento segundo o qual a disfunção das moléculas responsáveis pela transmissão de sinais entre as células nervosas no cérebro contribui para o aparecimento da enxaqueca, disseram os pesquisadores.

Além disso, dois destes genes reforçam a hipótese de um possível papel das veias e, portanto, alterações no fluxo sanguíneo.

Fonte: Infomed Cuba

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Desaconsejan uso da televisão em crianças de menos de três anos

As crianças não devem assistir a televisão antes de três anos de idade e, em seguida, os pais tem de fixar um tempo máximo de uma hora e meia cada dia para o efeito, disse um especialista britânico.

Durante a Conferência de pediatria e saúde da criança, que se reúne na cidade de Glasgow, o psicólogo Alic Sigman, sublinhou a necessidade de limitar videojogos na infância, no momento em que criticou as invasões da mídia nas casas.

“A tecnologia deve ser uma ferramenta, não um peso para as famílias ou um risco para a saúde”, salientou Sigman, enquanto ele criticou o que tem sido chamado paternidade passiva ou a tendência de usar meios eletrônicos como babás.  

Existe uma relação directa entre o sedentarismo tecnológico e o aumento da obesidade infantil, diabetes, déficit de atenção, problemas cognitivos e alteração do sonho de crianças, disse o especialista.

Ele disse que diversos estudos mostram como o uso abusivo da tecnologia gera um comportamento compulsivo em crianças.

“Menos é se a criança ou adulto pode ser considerado realmente viciado em tecnologia”, diz Sigman. “O importante é que temos vindo a assistir que o abusos das tecnologias leva a uma dependência que não é saudável”, sublinhou.

Fonte: Infomed Cuba

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A justiça norte-americana com sua banda translúcida e o equilíbrio sempre em favor dos interesses do Império

“O maior confisco de armas para um terrorista nos Estados Unidos. torna-se uma medida excessiva”

Robert Ferro, residente na Califórnia e confessado terrorista de origem cubano, foi condenado em 2007 para 65 meses em uma prisão federal por posse ilegal de armas, no seu acórdo, o Tribunal de Justiça ratificou foram: 1,679 armas de fogo; 87.983 unidades de munição, 3 foguetes e muitas espingardas, todas no valor de $ 2,5 milhões de us. Robert disse ser um membro do grupo terrorista Alpha 66 e o arsenal estava destinado a fazer um ataque ao  presidente Fidel Castro Ruz.

O Tribunal confirmou: “o que entendemos como o maior confisco civil de armas de fogo na história estadounidense… em posse ilegal de um criminoso condenado.” “Isso é uma ordem de confisco contra centenas de armas colecionáveis por US $2,55 bilhões.” Um tribunal federal de recursos da Califórnia ratificou o confisco e avalia, FAZA O FAVOR DE SENTAR-SE ou você vai cair de maravilha …… Se a medida era “excessiva”, pois algumas das armas de fogo eram para colecção! e a concluir… será entregues a um museu.

¿ Será possível ler como uma referência no armeiro no museu onde ponam as armas de fogo:

“armas confiscadas as quais  seriam usadas para assassinar o presidente Fidel Castro Ruz”?

A justiça norte-americana com sua banda translúcida e o equilíbrio sempre em favor dos interesses do Império.

Artigo de Tudoparaminhacuba.

Fontes:

Aucaencayohueso

Cubadebate

Cambios en Cuba

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Conservas em série: Estados Unidos e a producção de “dissidentes” para Cuba (I)

Outro mais para dentro que cabem mais

(El Duende em Miami)

Um médico cubano do sobrenome Ferrer  que desde tempos  atrás  quis emigrar com sua família aos Estados Unidos,  alcançou sua finalidade.  Foi feito  “Dissidente”, ele arranjou vários escândalos em um parque de “El Vedado” causando prenderam-lhe, para capturar a atenção da imprensa estrangeira e a aprovação da Secção dos  Estados Unidos em Cuba.

Aceitado como “Dissidente válido”, receve o visto norteamericanoamericano e temoslo ali, mais fresco do que uma alface, pronto para sair de Cuba o 28 de julho para se reunir com a sua família, na “terra da liberdade”, como diz a frase banal, como repetido pelos cubanos que chegam para Miami da ilha.

O tal Ferrer não vai ver mais seu nome nos jornais.  Não vai ser mais notícia em o Miami Herald nos canais da televisão,  no País de Madrid. Ele terminou seus quinze minutos de fama dos quais falava  o artista Andy Worhol. Mas o homem conseguiu o que ele queria brincando com os norteamericanos.  Não será o último a montar a mesma história.

E da sua  “dissidência” que? Já  em breve ou tal Ferrer nao se lembrara disso. (Nota do Blogue TPMC, pregunte também a mãe de Orlando Zapata)

O duende amigável disse ao novo emigrante cubano: “Entre que encaixam mais”. Abençoado seja o envenenado Cordeiro, eles vão tee de dizer lá.

Este artigo publicado em Aucaencayohueso por El Duende em Miami, vem como um anel para o dedo a alguns enlatados “dissidentes” produzidos pelo governo norte-americano. 

Tudo para a mesma fama, rápida e fugaz e provocar nos meios de comunicação o efeito desejado e visto verde para a entrada ao país do fabricante. 

Compradores compulsivos, aconselha-se sempre verificar a data de expiração no fundo  do embase, porque eles são vendidos em mau estado e voce podera ter  uma insuperavei  ingestão.

Fonte: Aucaencayohueso

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