Daily Archives: 18 de Junho de 2012

Estranho a Havana

Artigo de Aucaencayohueso

Estranho a Havana.

Por Gisella Ronquillo

E eu sei que eu tenho que ir para trás – não é como ou quando ou com quem ou com que prata – porque esta cidade Espalhou sobre ou a mim um feitiço com conseqüências imprevisíveis e irreversíveis para o meu coração. 

Quero revisitar as vielas pavimentadas de Havana Velha, atirar-me fotos com as antigas igrejas e os restos de suas muralhas e chegar ao seus portais para pechinchar o preço dos chaveiros,  e cartões postais de Che Guevara com comerciantes  bronzeados. 

Posso voltar a andar na rua  23rd, tomar um gelado desconhecido com o sorvete de Coppelia e jogar: quem oha para  mais bustos de gesso do Apóstolo cubano José Martí nos cantos. 

E eu preciso caminhar lentamente o Malecon para sentir a brisa do mar no meu rosto e imaginar que nada, nada, nada, é impossível enquanto as ondas do Caribe empurram e protegem tudo e todos, até mesmo de mim. 

Eu quero, eu tenho e eu preciso, acima de tudo, olhar nos olhos de seu povo.

Os amigos que fiz lá, habaneros ou “Palestinos”(1), que os quais compartilhe dias, tardes e noites tentando resgatar o jornalismo das garras dos grupos de poder “Hegemônicas” e “burguesas” (palavras pouco esotéricas que eu ainda não entendo) e nossos próprios egos de seres infalíveis.

Em  seus olhos – hallé a transparência e a força que só geram compromisso com causas nobres (qualquer que seja a esquerda ou as direita, ou as suas variantes incoerentes) e a solidariedade com os seus pares.

Eu encontrei a alegria de viver cada dia com a certeza de que as coisas vão melhorar (embora não seja verdade) e a paz daqueles que acreditam que eles estão certos. 

Junto com eles,  Habana Vieja,  a rua 23 ou o Malecon, estrangeiros em trânsito, descobrimos a Cuba de verdade, não a que nos vendem os poderes com palavras esotéricas , nem a mídia”corrompida” como disse um Presidente, que tem ido um par de vezes para Havana mas el não vai sentir falta dele como eu.

(1)    Palestinos: habitantes da região leste de Cuba, que vão viver na Capital, Havana

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Jardins do Rei: Reconhecimento ambiental para Hotéis do Norte de Cuba

Fonte: PL

Os Hotéis Tryp Clube Cayo Coco e Meliá Cayo Coco, localizados no destino turístico cubano Jardins do Rei, receberam o reconhecimento ambiental por sua integração ao meio e o cuidado à natureza.

Tal distinção outorga-a o Ministério de Ciência, Tecnologia e Médio Ambiente (CITMA) pelo cumprimento de normas medio-ambientais encaminhadas a contribuir ao saneamento ambiental, em função do desenvolvimento turístico.

Celso Pazos, delegado do CITMA em Cego de Avila, ressaltou a Prensa Latina que ambas instalações hoteleras mantêm um sustentado trabalho na proteção e manutenção dos recursos naturais, na luta contra a contaminação e na preservação da flora e a fauna.

O hotel Meliá Cayo Coco, construído em 1998, com 250 habitações e Canadá como seu principal mercado, é exemplo, já que desde o desenho de seu projeto se trabalhou em uma zona da parcela que contribuísse a preservar os valores naturais durante a construção e exploração do inmueble.

Para seu edificação não teve movimento de terra, senão a vegetação do lugar se integrou à instalação, suas cabanas se realizaram sobre pilotes para evitar a compactação do terreno e a jardinería é totalmente de plantas autóctone da zona, ademais, se manteve a faixa da duna em estado natural.

Enquanto, o hotel Tryp Cayo Coco, por ser dos primeiros que se construíram em Jardins do Rei, não se teve muito em conta o regulamento ambiental, mas a habilidade e conhecimento de especialistas mudaram por completo seu meio, segundo os experientes.

Ali especialistas do Centro de Investigações de Ecossistemas Costeros de Cayo Coco empreenderam um trabalho para recuperar a lagoa localizada embaixo do lobby que provocava incomodidade aos turistas e melhoraram as condições ambientais.

Agora circula a água do lago e o dragado dum canal permite uma intercomunicação com o mar, o que ajuda ao reciclagem do líquido.

Pertencente ao grupo hotelero Cubanacán e administrado pela corrente espanhola Sol Meliá, o hotel Tryp Clube Cayo Coco, categoria quatro estrelas, localiza-se entre uma lagoa natural costeira e uma extensa faixa de mar de águas azul turquesa.

JARDINES DEL REY

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Cuidado com os amanheceres tranquilos.

Nota ao leitor do escritor Emilio Comas, autor do livro: “De Cabinda a Cunene…”

Em 1976, eu estava participando como combatente na guerra em Angola.  O impacto emocional e psicológico deste evento refletiu-se, como era esperado, em minha criação literária e, portanto, apareceu em 1983 o título “De Cabinda um Cunene…”, com uma visão geral rápida e talvez um pouco superficial da guerra, mesmo com alguns capítulos escritos em Angola próprio, no calor dos acontecimentos.

Agora, 36 anos depois, novamente eu falo sobre o tema, mas posso fazê-lo com uma perspectiva diferente, procurando mais profundidade analítica, reflexão e universalidade , olhar para a guerra, como o conceito e a pensar o homem comum que deve enfrentar suas circunstâncias ainda como eles são.
Estou escrevendo minha experiência pessoal do evento em outro livro novo sem título ainda, que não apenas abordará a questão da guerra, se apresenta como um evento extraordinário com respeito ao conteúdo, e vai ser a terceira vez que eu falo deste assunto e talvez o último.

“Cuidado com os amanheceres tranquilos” é um testemunho  que visa tornar-se em voz de um coletivo particular na guerra o qual sente-se confuso, mal informado, fora de contexto e esticado em suas emoções pelo enorme significado que representa o  conflito.

Fonte: Aucaencayohueso

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Deixar as gentes cubanas mostrar ao mundo o que eles podem fazer.

Post de:  Cuba Jornal  http://cubajournal.blogspot.com / 20 May 2012 

Aberto a Cuba

Visitei a Cuba há algumas semanas, e fui surpreso encontrar não só que uma maravilhosa ilha, mas de coraçaõ bondoso, feliz, resiliente, e o mais importante, pessoas simples que  trabalham muito e mantém o  sentido da dignidade.

Um dos nossos leitores disse-nos “as modificações são lentas, mas eles são implacáveis.” Você pode ver aquelas modificações em todo lugar: casas de venda por proprietários individuais; mercados de artesãos (empresários prometedores); salas do aluguel a turistas (usando a Internet para anunciar); e tanto mais.

Para os Cubanos-Americanos  no Congresso (dos Estados Unidos) para dizer que Mariela Castro Espin “estenderá a propaganda comunista para promover o regime do seu pai” é absurdo (“Castro daughter’s U.S. visit stirs backlash,” Orlando Sentinel, Friday).

Sinto que é tempo de levantar o embargo (1) e deixar a gente cubana mostrar o mundo o que eles podem fazer, se é dada meia possibilidade.

Danielle T. Abbott, Cocoa, Florida

Letters to the Editor, Orlando Sentinel

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O Império dos Drones (1)

O BOSQUE EM FLOR

Artigo de Rui Peralta

Da Hipocrisia como politica

No alto do seu pedestal e através do rosto e da voz da Secretária Hillary, os USA avisam os restantes governos de que estão a ser observados e cuidadosamente analisados na forma como cumprem com a aplicação dos direitos humanos. É curioso, sendo os USA o principal prevaricador da Carta dos Direitos Humanos, venha desta forma arvorar-se no seu principal guardião. É evidente que os governos aliados, como o Bahrein, a Arábia Saudita, Israel ou os bonequinhos tipo marretas (a miss Piggy, o Cocas, o Bogas, o monstro das bolachas e outros) da OTAN não se encontram nesta lista orwelliana.

 

Outra proclamação imperial feita pela voz da dama Clinton foi o apoio “claro e inequívoco” aos cidadãos activistas em qualquer região do globo, que eles não estão sozinhos, o Grande Irmão está do seu lado. Obviamente que esta mensagem não é para os cidadãos que protestaram em Chicago contra a cimeira da OTAN, nem para os activistas cidadãos que formam o Occupy Wall Street, nem para todos os activistas cidadãos que globalmente protestam, mas que não são protestos fundados, criados e manipulados pelos States. E é assim que 1300 cidadãos activistas do Ocuppy Wall Street foram detidos em Nova Iorque, desde o início dos protestos, 700 em Brooklyn e 90 em Chicago, durante a cimeira da OTAN.

 

Nos USA alguns destes “cidadãos activistas” são catalogados como “Extremistas Internos” ou “Terroristas Domésticos”, pelos serviços de segurança. E é fácil entrar na lista, aliás extensa, ao que parece. Basta apoiar a causa palestiniana, ou ser amigo de Cuba, ou contestar a política externa norte-americana em sítios quentes (Iraque, Afeganistão, Síria, Irão, Venezuela, Colômbia…). Por exemplo em Chicago 3 jovens foram presos e condenados ao pagamento de 1,5 milhões de USD cada, por transportarem material antiamericano (?) e porque as polícias da Florida e de New Hampshire (estados de onde os jovens vinham) já os tinha indiciado em outras marchas, pelo que ao serem localizados nos protestos pela polícia de Chicago, constando o seu nome e fotos na base de dados da lista dos extremistas internos, forma detidos, julgados e processados. Como este existem outros exemplos e seria uma lista extensa.

 

Esta é a situação dos direitos humanos nas terras dos guardiões dos mesmos. Entretanto a América dos Direitos Humanos (a outra é a dos pobres e não tem direito a estes direitos) continua a violar as soberanias do Paquistão, do Afeganistão e do Iémen, enviando drones, forças especiais e no Afeganistão 150 mil soldados cuja missão principal parece ser a de matar inocente, principalmente mulheres, crianças e os mais velhos das aldeias. Mas em qualquer um destes países tudo o que seja festas, funerais, jogos de futebol infantil, casas de aldeões, são os alvos favoritos das legiões dos direitos humanos de Washington. O Ministro dos Assuntos Externos do Paquistão, Moazzam Ali Khan, numa entrevista concedida a um jornal paquistanês, condenou de forma veemente estas acções, considerando-as uma “violação á integridade territorial do Paquistão (…) contrárias ao direito internacional (…) absolutamente ilegais (…) e inaceitáveis”.

 

Os USA coordenam o fluxo de armamento e equipamento para o Exercito Sírio Livre. A justificação da administração norte-americana para esta interferência são os direitos humanos. No entanto se lermos com atenção os relatórios da ONU ficamos a saber que os grupos armados sírios não são mais respeitadores dos direitos humanos que o governo sírio. Os grupos armados torturam prisioneiros, assassinam e raptam civis. Na Líbia a OTAN, sob indicações de Washington, violou a resolução da ONU que declarava a proibição de sobrevoar os céus líbios, realizando ataques aéreos contra instalações governamentais líbias e permitindo o suporte da CIA aos grupos armados. Quantas vidas entre os civis custaram essas operações? Perante o princípio VI das normas de Nuremberga é crime de guerra praticar uma guerra de agressão, que foi o que os USA e a OTAN fizeram na Líbia. Mas não se iludam. Não foi nada disso e as normas de Nuremberga não são para serem aplicadas aos guardiões da democracia.

 

Assassinar oponentes estrangeiros é uma das normas diplomáticas preferidas do ocidente. Os ingleses iniciaram o processo e os norte-americanos aprenderam e desenvolveram-no. São conhecidas as instruções do PM inglês Anthony Eden ao seu ministro do exterior, sobre Nasser, durante a crise do Suez em 1956: “I want him murdered”. O Secret Intelligence Service tentou então várias formas de assassinar Nasser, embora sem êxito e a CIA ensaiou bem com Fidel Castro, centenas de tentativas, todas elas infrutíferas.

 

Na última semana de Maio deste ano um tribunal da Malásia declarou Bush, Cheney, Rumsfeld e 5 dos seus conselheiros, culpados de crime de guerra. A notícia mal passou e o tribunal malaio continua á espera. De Washington nem uma palavra e pelos vistos o tribunal malaio vai esperar, sentado, enquanto não compreender que os crimes de guerra são “apenas” uma forma de diplomacia na Nova Ordem Mundial.

 

A Lista de assassinatos

 

E eis que alguns funcionários norte-americanos, com a consciência pesada e a sofrerem de eventuais pesadelos perturbadores do sono, confessaram em diversas conversações – anonimato garantido – com a Associated Press a existência de uma lista de assassinatos selectivos. Preocupados com as implicações que isso teria em termos jurídicos e conscientes da gravidade do facto, falaram da facilidade com que John Brennan, o conselheiro do contra terrorismo na administração Obama.

 

Brennan lidera uma equipa fechada, com grandes poderes, que compila listas de potenciais objectivos e faz circular nomes pelo Departamento de Estado nas reuniões semanais da Casa Branca. O Pentágono passou para segundo plano neste novo esquema de segurança. O almirante Mullen, chefe do estado-maior conjunto limita-se a um papel de subordinado, sendo o Pentágono apenas um dos participantes no processo. Esta equipa de Brennan decide quais os terroristas a serem objecto de atentados, por drones ou por incursão, estabelecendo um novo procedimento para os objectivos dos militares e da CIA.

 

Recordam-se da era de Bush? A Lei Patriota, as escutas telefónicas sem mandato judicial, as aberrantes comissões militares, absolutamente anticonstitucionais…Tudo isso é agora absolutamente normal, são relíquias obsoletas de uma era passada, inocente, se considerarmos como as coisas funcionam agora na Cassa Branca. A administração Obama, chamada a um tribunal federal para prestar declarações sobre estas listas de morte, recusa-se a comparecer, alegando que são assuntos de segurança de estado. Isto é grave. Nem Reagan, nem os dois Bush o conseguiram fazer. Talvez seja este o “We can” a que o Premio Nobel da Paz de 2009 se referia, quando ainda era candidato às eleições presidenciais.

 

Os Apóstolos da Morte

 

Uma coisa é certa. Os eleitores norte-americanos nas próximas eleições, em Novembro, não vão apenas eleger um presidente . Vão eleger, também, um assassino em chefe. Em vão foram os esforços dos pais fundadores da nação norte-americana para controlar um dos seus maiores pesadelos, deixando ao Congresso as questões da segurança. Mas os filhos bastardos fizeram orelhas moucas e o resultado está á vista.

 

Ser presidente dos USA tem agora mais trabalho. Não é só decidir quem se vai matar. É também dar os nomes aos drones, às operações e a toda uma série de sórdidos pormenores. Obama completou Bush e superou-o, em todos os sentidos. Iniciou uma nova era nas administrações norte-americanas: a era dos drones. É claro que isto vem de longe, não nasceu na cabeça de Obama e dos seus iluminados. O estado-assassino é uma velha figura na história do imperialismo americano. Veja-se os exemplos de Kennedy, que mandou assassinar Fidel Castro (sem êxito) e que assinou a pedido dos franceses o assassinato de Patrice Lumumba, para além de assinar a morte de um lambe-botas que não queria ser afastado, o sul-vietnamita Ngo Dinh Diem (que não entendeu bem qual era o seu lugar de lacaio), ou a Operação Phoenix, aprovada por Lyndon Johnson, instrumento de assassínios em massa no Vietnam, para só citar duas administrações.

 

No passado os presidentes yankees davam o dito por não dito e contavam histórias convincentes às instituições federais, tribunais, Congresso, Senado e eleitores, que os ilibavam desses actos. Mas na era iniciada por Obama já não é preciso contar histórias (Bush deve torcer-se de inveja). A presidência imperial legitimou o direito de matar.

 

Fontes

Paul Craig Roberts; Washington’s Hypocrisies; http://www.paulcraigroberts.org
Tom Engelhardt; Praying at the Church of St. Drone; http://www.tomdispatch.com
Robert Scheer; Hope burning; http://www.truthdig.com
Jo Becker and Scott Shane; Secret ‘Kill List’ Proves a Test of Obama’s Principles and Will; New York Times – 29/05/2012
Chicago Journal – 23/05/2012
Pakistani Daily Times – 25/05/2012
New York Daily News – 17/11/2011
Washington Post – 15/05/2012
Associated Press – 21/05/2012
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Estados Unidos: um passeio pelo paraíso na terra (II)

As favelas do país mais rico do mundo (pobreza nos Estados Unidos)

Uma quantidade recorde: 46,2 milhões de habitantes dos Estados Unidos são pobres, de acordo com os dados do ano de 2010  pelo Census Bureau naquele país. Este é o número mais alto já recolhido pela Agência desde o início para exercer as suas funções em 1959.

As Estatísticas que revelam o colapso são múltiplas e uniformemente ruins. Em termos percentuais, a taxa de pobreza é o mais elevado desde 1993: 15,1%. No ano 2000, a figura foi 11,7%.

Enquanto isso, a renda anual familiar média caiu 2,3%, chegando a US$ 49.445.  Para os Estados Unidos.UU. uma família pobre é aquele que tem um salário anual de US$ 22.314 ou menos. Se é uma pessoa, o montante anual deve ser igual ou inferior a US$ 11.139.

Por outro lado, o número de pessoas sem seguro de saúde ultrapassa os 50 milhões de pessoas.

Analistas acreditam que estas são mais do que alarmante,estas quantidades foram aguardadas , porque segundo eles, a pobreza sempre aumenta em tempos de recessão, e isso tem sido a mais ampla desde a grande depressão de 1929 e profunda.

Razões

Sheldon Danziger, diretor do Centro Nacional de Pobreza da Universidade de Michigan, disseram a BBC mundo algumas das possíveis causas desses resultados.  “Nossos índices de pobreza são mais elevados do que no Canadá e alguns países do Norte da Europa por duas razões: a primeira é que 30 anos os salários reais de quem não tem um diploma de ensino médio caiu significativamente, especialmente para aqueles que trabalham na construção”, disse Danziger.

“Em segundo lugar, nossas políticas sociais fazem pouco para aumentar os salários dos trabalhadores em tempos de boom econômico, ou para ajudar os desempregados durante as recessões”, acrescenta.  Outro fato que destaca Danziger é que 21% das crianças nos Estados Unidos.UU. eles são pobres. Segundo ele, esta é uma porcentagem semelhante do ano de 1965.

“A maioria deles não tem acesso ao ensino superior, então é mais provável que eles continuam a ser pobres quando forem adultos”, acrescentou.

Entre os hispânicos

O nível de pobreza entre os hispânicos provou para ser bastante mais elevados do que os brancos não-hispânicos: 26,6% em relação a 9,9 por cento.  Sua renda média anual é de US$ 37.800, enquanto mais de 30% deles não têm nenhum seguro de saúde. Nem público nem privado.

Em 2010, um porta-voz da oorganização  Pão para o Mundo (BFW, por sua sigla em inglês) explicou à BBC mundo que uma das causas da pobreza dos hispânicos foi a área e as indústrias em que trabalham. Além disso, o nível de desemprego nos sectores da construção e serviços é muito maior que a média geral, disse na época.  Nos últimos meses, a taxa de desemprego nos Estados Unidos.UU. continuou acima de 9%.

De qualquer forma, de acordo com as perspectivas do centro nacional de pobreza, da Universidade de Michigan, a taxa global de pobreza retorno aos níveis de 2000 (11,7%) terá no mínimo cerca de seis ou sete anos.

Fonte: http://www.edmontonspanish.ca/news/?p=231

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Colaboração de Cuba na África: Perto de 200 médicos cubanos chegarão brevemente a Angola

 

Postado por Robson Ceron em: Solidarios

Perto de 200 médicos cubanos chegarão brevemente a Angola, no âmbito da cooperação bilateral existente entre Cuba e este país africano.

A informação foi prestada nesta sexta-feira, em Luanda, pela embaixadora de Cuba em Angola, Gizela Rivera, à margem de uma cerimonia alusiva ao 53º aniversário da Agência Latinoamericana de Notícias, (Prensa Latina) que hoje se assinala.

De acordo com a diplomata, que falava à imprensa, a cooperação bilateral estende-se em vários domínios, com destaque para a saúde, com a presença de um elevado número de técnicos cubanos que trabalham nessa área, em todas as províncias de Angola, assim como na educação.

Destacou o projecto de alfabetização de adultos levado a cabo pelo Ministério da Educação, denominado “Sim eu Posso”, o qual conta com a colaboração de especialistas cubanos nesta matéria. Os mesmos estão a transmitir a sua experiência aos professores angolanos.

Questionada sobre a vinda recente de 60 médicos que foram colocados nos hospitais municipais de Cacuaco, Zambizanga e Viana, a diplomata cubana afirmou que vão pôr em prática todo o conhecimento adquirido, no sentido de contribuírem para a melhoria do nível de saúde da população angolana. 

“Como vós sabeis, em Cuba nós adoptamos o sistema de saúde preventiva, no intuito de educar a população a evitar uma série de patologias, e neste contexto os técnicos de saúde formados no nosso país estão preparados para trabalhar em qualquer parte onde sejam enviados”, realçou.

Referiu, por outro lado, que vai trabalhar durante a sua missão para a diversificação da cooperação para outra áreas, com vista a contribuírem para o desenvolvimento de Angola.

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Estados Unidos: um passeio pelo paraíso na terra (I)

Fonte: Diário Liberdade

Artigo: 10 factos chocantes sobre os EUA

Estados Unidos – Diário Liberdade – [António Santos] Maior população prisional do mundo, pobreza infantil acima dos 22%, nenhum subsídio de maternidade, graves carências no acesso à saúde… bem-vindos ao “paraíso americano”.


Artigo muito elucidativo de António Santos, colaborador do Diário Liberdade nos Estados Unidos.


10 Factos Chocantes Sobre os EUA

  1. Os Estados Unidos têm a maior população prisional do mundo, compondo menos de 5% da humanidade e mais de 25% da humanidade presa. Em cada 100 americanos 1 está preso1.

A subir em flecha desde os os anos 80, a surreal taxa de encarceramento dos EUA é um negócio e um instrumento de controlo social: À medida que o negócio das prisões privadas alastra como gangrena, uma nova categoria de milionários consolida o seu poder político. Os donos destes cárceres são também na prática donos de escravos, que trabalham nas fábricas no interior prisão por salários inferiores a 50 cêntimos por hora. Este trabalho escravo é tão competitivo, que muitos municípios hoje sobrevivem financeiramente graças às suas próprias prisões camarárias, aprovando simultaneamente leis que vulgarizam sentenças de até 15 anos de prisão por crimes menores como roubar pastilha elástica. O alvo destas leis draconianas são os mais pobres mas sobretudo os negros, que representando apenas 13% da população americana, compõem 40% da população prisional do país.

  1. 22% das crianças americanas vive abaixo do limiar da pobreza2.

Calcula-se que cerca de 16 milhões de crianças americanas vivam sem “segurança alimentar”, ou seja, em famílias sem capacidade económica de satisfazer os requisitos nutricionais mínimos de uma dieta saudável. As estatísticas provam que estas crianças têm piores resultados escolares, aceitam piores empregos, não vão à universidade e têm uma maior probabilidade de, quando adultos, serem presos.

  1. Entre 1890 e 2012 os EUA invadiram ou bombardearam 149 países3.

São mais os países do mundo em que os EUA intervieram militarmente do que aqueles em que ainda não o fizeram. Números conservadores apontam para mais de 8 milhões de mortes causadas pelos EUA só no século XX. E por detrás desta lista escondem-se centenas de outras operações secretas, golpes de Estado e patrocínio de ditadores e grupos terroristas. Segundo Obama, recipiente do Nobel da Paz, os EUA têm neste momento a decorrer mais de 70 operações militares secretas em vários países do mundo. O mesmo presidente, criou o maior orçamento militar norte-americano desde a Segunda Guerra Mundial, batendo de longe George W. Bush.

  1. Os EUA são o único país da OCDE que não oferece qualquer tipo de subsídio de maternidade4.

Embora estes números variem de acordo com o Estado e dependam dos contratos redigidos pela empresa, é prática corrente que as mulheres americanas não tenham direito a nenhum dia pago antes nem depois de dar à luz. Em muitos casos, não existe sequer a possibilidade de tirar baixa sem vencimento. Quase todos os países do mundo oferecem entre 12 e 50 semanas pagas em licença de maternidade. Neste aspecto, os Estados Unidos fazem companhia à Papua Nova Guiné e à Suazilândia com 0 semanas.

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  1. 125 americanos morrem todos os dias por não poderem pagar qualquer tipo de acesso à saúde5.

Se não tiver seguro de saúde (como 50 milhões de americanos não têm), então, tem boas razões para recear mais a ambulância e os cuidados de saúde que lhe vão prestar, que esse inocente ataquezinho cardíaco. Com as viagens de ambulância a custarem em média 500€, a estadia num hospital público mais de 200€ por noite, e a maioria das operações cirúrgicas situadas nas dezenas de milhar, é bom que possa pagar um seguro de saúde privado. Caso contrário, a América é a terra das oportunidades e como o nome indicam, terá a oportunidade de se endividar até às orelhas e também a oportunidade de ficar em casa, fazer figas e esperar não morrer desta.

  1. Os EUA foram fundados sobre o genocídio de 10 milhões de nativos. Só entre 1940 e 1980, 40% de todas as mulheres em reservas índias, foram esterilizadas contra sua vontade pelo governo americano6.

Esqueçam a história do Dia de Acção de Graças, com índios e colonos a partilhar placidamente o mesmo peru à volta da mesma mesa. A História dos Estados Unidos começa no programa de erradicação dos índios. Tendo em conta as restrições actuais à imigração ilegal, ninguém diria que os fundadores deste país foram eles mesmo imigrantes ilegais, que vieram sem o consentimento dos que já viviam na América. Durante dois séculos, os índios foram perseguidos e assassinados, despojados de tudo e empurrados para minúsculas reservas de terras inférteis, em lixeiras nucleares e sobre solos contaminados. Em pleno século XX, os EUA puseram em marcha um plano de esterilização forçada de mulheres índias, pedindo-lhes para colocar uma cruz num formulário escrito num língua que não compreendiam, ameaçando-as com o corte de subsídios caso não consentissem ou, simplesmente, recusando-lhes acesso a maternidades e hospitais. Mas que ninguém se espante, os EUA foram o primeiro país do mundo a levar a cabo esterilizações forçadas ao abrigo de um programa de eugenia, inicialmente contra pessoas portadoras de deficiência e mais tarde contra negros e índios.

  1. Todos os imigrantes são obrigados a jurar não ser comunistas para poder viver nos EUA7.

Para além de ter que jurar que não é um agente secreto nem um criminoso de guerra nazi, vão-lhe perguntar se é, ou alguma vez foi membro do “Partido Comunista”, se tem simpatias anarquista ou se defende intelectualmente alguma organização considerada “terrorista”. Se responder que sim a qualquer destas perguntas, ser-lhe-á automaticamente negado o direito de viver e trabalhar nos EUA por “prova de fraco carácter moral”.

  1. O preço médio de uma licenciatura numa universidade pública é 80 000 dólares8.

O ensino superior é uma autêntica mina de ouro para os banqueiros. Virtualmente todos os estudantes têm dívidas astronómicas, que acrescidas de juros, levarão em média 15 anos a pagar. Durante esse período os alunos tornam-se servos dos bancos e das suas dívidas, sendo muitas vezes forçados a contrair novos empréstimos para pagar os antigos e ainda assim sobreviver. O sistema de servidão completa-se com a liberdade dos bancos de vender e comprar as dívidas dos alunos a seu bel-prazer, sem o consentimento ou sequer a informação do devedor. Num dia deve-se dinheiro a um banco com uma taxa de juro e no dia seguinte, pode-se dever dinheiro a um banco diferente com nova e mais elevada taxa de juro. Entre 1999 e 2012, a dívida total dos estudantes americanos ascendeu a 1.5 triliões de dólares, subindo uns assustadores 500%.

  1. Os EUA são o país do mundo com mais armas: para cada 10 americanos, há 9 armas de fogo9.

Não é de espantar que os EUA levem o primeiro lugar na lista dos países com a maior colecção de armas. O que surpreende é a comparação com o resto do mundo: No resto do planeta, há 1 arma para cada 10 pessoas. Nos Estados Unidos, 9 para cada 10. Nos EUA podemos encontrar 5% de todas as pessoas do mundo e 30% de todas as armas, qualquer coisa como 275 milhões. E esta estatística tende a se extremar, já que os americanos compram mais de metade de todas as armas fabricadas no mundo.

  1. São mais os americanos que acreditam no Diabo que os que acreditam em Darwin.10

A maioria dos americanos são cépticos; pelo menos no que toca à teoria da evolução, em que apenas 40% dos norte-americanos acredita. Já a existência de Satanás e do inferno, soa perfeitamente plausível a mais de 60% dos americanos. Esta radicalidade religiosa explica as “conversas diárias” do ex-presidente Bush com Deus e mesmo os comentários do ex-candidato Rick Santorum, que acusou os académicos americanos de serem controlados por Satã.

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Construcção da empresa mista venezuelana-cubana Cacau da ALBA

A construção da empresa mista venezuelana-cubana Cacau da ALBA para o processamento de grãos e elaborar chocolate, localizada em Carúpano, estado de Sucre, encontra-se em 45 por cento. Será a maior planta chocolateira do país com grandes módulos, um para elaborar massa, manteca, licor, barras de chocolate, e cacau em pó; outro, para processar o grão, assinalou o presidente da entidade, Edgar Rivas

Estão chegando a porto venezuelano as estruturas, os painéis e tetos. Quanto à máquinaria, em sua maioria está construída, as estruturas metálicas também e só falta a montagem. A primeira área de trabalho estará em funcionamento no próximo setembro e a segunda em junho do 2013.

A informação acrescenta que as matérias primas para elaborar os produtos serão trazidas dos estados de Miranda, Sucre e Aragua e num princípio, a fábrica precisará cerca de 4,000 toneladas de grãos de cacau ao ano.

“A execução da planta dependerá diretamente do cultivo que se faça nos campos do país. Por esta razão, paralelo à construção da planta estamos trabalhando em aumentar a superfície de colheita de cacau”, ressaltou um  funcionario.

Fonte PL

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