Daily Archives: 28 de Junho de 2012

Miami: ameaçam de morte a René González. (+Siga a nossa pesquisa)

Programa A Noite Movimenta-se / Edmundo Garcia / Miami

Na terça-feira, 26 de Junho, Edmundo Garcia teve o prazer de ter como convidado no programa “A Noite movimenta-se” o advogado José Pertierra, incansável defensor da causa dos cinco heróis da República de Cuba.

Pertierra resume o conteúdo fundamental dos dois documentos, páginas 8 e 19 respectivamente, que constituem a base do processo arquivado pelo advogado Philip R. Horowitz perante o juiz Joan Lenard para alterar os termos de liberação supervisionada de René González.

Edmundo perguntou aos ouvintes o que eles pensavam sobre a nova solicitação; Ele disse: Eu pedi para dizer se parecia-lhes que René deve retornar a Cuba como cubano, por ter cumprido a sanção e se ofereceu para renunciar a seu outra cidadania, que pertence-lhe, naturalmente, porque ele nasceu em Chicago, ou deve permanecer nos Estados Unidos por mais dois anos e quatro meses, até a segunda declaração que representa a sua liberdade condicional.

Uma visão geral do programa mostra que eram 25 telefonemas dos ouvintes; que podem ser divididos em três categorias:

  • 7 Chamadas que não foram ajustadas para a questão.

  • 16 Chamadas a favor de René González retornar a Cuba. Neste grupo, subcategorias:

      – 1 Chamada de uma pessoa que empunha a razões pragmáticas para economia de orçamento;

      – 2 Chamadas que consideram que é melhor para uma pessoa que pensa como René González vivem fora dos Estados Unidos;

      – E outras 13 chamadas onde argumentos de apoio com o herói cubano, sentimentos de compaixão religiosa e a afirmação de que se ele cumpriu sua pena é apenas o direito de ser concedida.

  • 2 Chamadas em contra de que René González retorne a Cuba. Uma é limitada para expressar o que deve permanecer e cumprir a penalidade; e outra cuja negatividade é muito preocupante, porque os argumentos inclui uma ameaça de morte a René González. Como é mostrado a seguir na versão escrita da chamada (também pode ouvir o áudio original AQUI  

O agressor não quer René González regresse a Cuba precisamente no sentido de uma vingança contra sua vida, perigo que tem sido alertando há algum tempo e que está incluído na proposta actual para o retorno de René. Esta é a chamada:

-OUVINTE:

Que fique, eu quero que ele fique, e enquanto mais sofrimento tenha ele e a família separada melhor para nós, que fique aqui.

-EDMUNDO GARCIA:

Ah e vai viver nos Estados Unidos e pode…

– OUVINTE

Ele não vai a ficar, ele não vai ficar, olha o que aconteceu a Airline Brokers,  pode acontecer a ele, do mesmo modo

-EDMUNDO GARCIA:

Ah, ah, como é interessante…

– OUVINTE:

Ele não é tonto, ele conhece…

-EDMUNDO GARCIA:

Você está reconhecendo que haveria a intenção de fazer-lhe mal

– OUVINTE:

É claro e com prazer, é claro…

-EDMUNDO GARCIA:

Você acabou de dizer que você estaria disposto a que fosse assassinado, não?

– OUVINTE:

Mudar a saúde… Que vai passar o que tem que acontecer… Todo mundo sabe disto.

-EDMUNDO GARCIA:

Você disse que há pessoas aqui que querem ferir-lho e matá-lo.

– OUVINTE:

“Claro, claro…”

Como eu disse no final do programa, será enviada uma cópia da chamada para o advogado de René González.

Mas não é só esta chamada (aliás é covarde, porque evita a palavra “assassinato” e a substitui pela frase “alterar a saúde”, que um apresentador de televisão de Miami tornou de moda para significar a mesma coisa), aqui o problema é toda a atmosfera de manipulação de informações que cercou o caso dos cinco e em particular esta última comunicação do advogado de Horowitz.

Hoje no seu programa das 15 horas pela estação de rádio Mambi Ninoska Lucrecia Pérez Castellón, porta-voz da asa da extrema-direita cubano-americana, sugeriu, sem provas, que o retorno de René González é porque muito caro para o governo cubano manter a segurança de René no sul da Flórida. Isso é reconhecer que há razões para se preocupar sobre a vida de René.

E há mais, uma vez que o meu programa terminou na quarta-feira, pelos microfones da Estação “La poderosa de Miami”, de 6.70 am, Ramón Saúl Sánchez Rizo, associado a extrema-direita cubano-americana, dedicou uma hora inteira para difamar o impecável herói cubano René González e também para difamar da minha pessoa, por ter realizado o programa que eu descrevi anteriormente.

Com intimidação, acomodando uma justificação para o que poderia acontecer, Sanchez teve o cinismo de dizer que se René González aconteceu-lhe alguma coisa foi porque tinha sido preparado pelo governo cubano.

Todas essas sugestões de vingança, acompanhadas desde o início de uma justificação, devem ser colocadas no aviso para as autoridades americanas, e em especial para o juiz Joan Lenard, René González está em perigo e não pode se mover porque para a sua segurança exige que não tenha licença de condução para que não seja achado. Seu regresso a Cuba é necessário e tem muitos argumentos a favor, incluindo a protecção da sua própria vida.

Artigo de Aucaencayohueso

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Aproximar mundos; desmistificar Cuba

Amanda Cotrim, Especial para o Blog da Mi

Jornalista Amanda Cotrim promove seminário para contar sobre viagem a Cuba

‘Aproximar mundos; desmistificar Cuba’ é o tema do seminário. Contar sobre minha experiência foi o caminho encontrado para aproximar esses dois lugares tão distintos e, ao mesmo tempo, tão semelhantes (Brasil e Cuba)

Amanda Cotrim, Especial para o Blog da Mi

Em minha primeira viagem internacional, tive como destino Cuba (e não poderia ser diferente). Com o apoio do Ministério da Cultura do Brasil, fui para a Ilha estudar cinema, na Escola de Cinema e TV de Cuba, que fica em San Antonio de los Baños, no interior da província Havana, capital do país.

O curso teve duração de quinze dias, mas eu dobrei esse número e fiquei um mês em Cuba. Apesar do pouco tempo, pude conhecer, de fato, o que nem tudo a teoria é capaz de abarcar.

No primeiro momento, quando “pisei” no aeroporto José Martí, meus músculos enrijeceram por completo. Estava em Cuba. A primeira certeza disso foi o cheiro: a Ilha tem cheiro.

Apesar de ir estudar cinema, estava com meu gravador e minha máquina fotográfica nas mãos, dispostas a recolher o máximo de material possível para realizar uma grande reportagem. Nessas horas o “espírito” de repórter fala mais alto. Cumpri com o que prometi a mim. Trouxe de Cuba grandes histórias.

Também pude me revoltar ao perceber que fui completamente enganada sobre Cuba. Primeiro, a Ilha não é uma ilha. Segundo, em Cuba a liberdade de expressão não só existe como se manifesta com muita naturalidade. Não é por menos que gravei (com gravador mesmo) com alguns cubanos conversas sobre política, cultura, saúde, imprensa, entre outros.

Pude conhecer um hospital cubano, pois, infelizmente, tive problemas de saúde na ilha. Entraram grãos de areia no meu olho, durante um passeio na praia, e eu acabei pegando conjuntivite. O tratamento que recebi em Cuba foi rápido e fácil. Pude conhecer um pedacinho do bolo tão invejado e admirado pelo mundo: a saúde cubana.

Pretendo ressaltar que os Cubanos não são ET´s: eles amam, brigam, dançam, comem porcaria (salgados, refrigerantes, etc), fumam, bebem, falam palavrão, se irritam, amam, tomam cerveja e gostam MUITO de cinema! (risos). A diferença dos cubanos está num campo que não se atinge de um dia para o outro: os valores. Esses que só foram transformados porque, na prática, houve um mudança estrutural, na economia, na política e, consequentemente, na sociedade.

 Meu objetivo com o seminário, na Fábrica Flaskô, é esse:  Aproximar mundos; desmistificar Cuba. Contar sobre minha experiência foi o caminho encontrado para aproximar esses dois lugares tão distintos e, ao mesmo tempo, tão semelhantes (Brasil e Cuba). O seminário contará com  apoio de imagem, vídeo e áudio.

Serviço:

O quê: Seminário Cuba (participação gratuita)

Quando: Sábado, 30 de junho de 2012, às 16h

Onde: Fábrica Flaskô- Rua Marcos Dutra Pereira, 300, Jardim Bandeirantes, Sumaré (SP)

Contato: (19) 3864.2624


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UM LONGO COMPASSO DE ESPERA (II)

Imagem da Lua (1º plano) e da Terra (à distância) recolhida a partir duma sonda norte americana enviada para observar e estudar a superfície lunar.

Artigo de Martinho Júnior.

Luanda, Angola

5 – O Brasil tem sido entre os emergentes um dos mais empenhados em relação às questões ambientais e uma das razões de suas legítimas preocupações é a Amazónia, o maior pulmão tropical do planeta.

África deveria estar muito mais atenta às preocupações que se levantam em relação aos pulmões tropicais: a bacia do Congo, é o segundo maior do planeta e as situações correntes de delapidação das florestas são similares, mas com meios distintos de intervenção em defesa do ambiente.

Efectivamente, as preocupações do Brasil em relação à Amazónia, apesar de tudo, têm conduzido à produção duma outra consciência da situação específica, o que não acontece em África, onde a bacia do Congo tem sido atingida por uma delapidação sem precedentes, em especial nos dois Kivus (a guerrilha de Laurent Kabila e do Che foram precisamente a sudeste dessa área crítica, entre o rio Congo e o lago Tanganika).

África corre portanto mais riscos ainda de delapidação da região florestal tropical vital para o continente e para o mundo que a América do Sul em relação ao Amazonas!… 

6 – Vinte anos depois Raul realça a justiça do alerta de Fidel, confirma qual o “modos operandi” em relação aos desafios e riscos correntes e sintetiza juntando algumas impressões de ordem estatística ao Manifesto de há 20 anos antes :

“O que pôde ter sido considerado como alarmista, hoje é uma realidade irrefutável. A incapacidade de transformar modelos de produção e consumo insustentáveis atenta contra os equilíbrios e a regeneração dos mecanismos naturais que sustentam as formas de vida no planeta.

Os efeitos não podem ser ocultados. As espécies desaparecem a uma velocidade cem vezes mais rápida do que as indicadas nos registos fósseis; mais de cinco milhões de hectares de florestas perdem-se cada ano e cerca de 60 por cento dos ecossistemas estão degradados.

Apesar do que representou a Convenção da Nações Unidas sobre a Mudança Climática, as emissões de dióxido de carbono aumentaram 38 por cento entre 1990 e 2009. Agora vamos para um aumento da temperatura global que vai pôr em risco, em primeiro lugar, a integridade e a existência física de numerosos Estados insulares em desenvolvimento e produzirá graves consequências em Países da África, Ásia e América Latina.

Um profundo e detalhado estudo realizado nos últimos anos por nossas instituições científicas, coincide no fundamental com os relatórios do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática e confirma que no presente século, de se manter as actuais tendências, produzir-se-á uma paulatina e considerável elevação do nível médio do mar no arquipélago cubano. A referida previsão inclui a intensificação dos eventos meteorológicos extremos, como os ciclones tropicais e o aumento da salinização das águas subterrâneas. Todo isto terá sérias consequências especialmente nas nossas costas, pelo que já iniciamos a adopção das medidas correspondentes.

Este fenómeno teria, igualmente, fortes implicações geográficas, demográficas e económicas para as ilhas do Caribe, que também devem encarar as iniquidades dum sistema económico internacional que exclui aos pequenos e mais vulneráveis.

A paralisação das negociações e a falta de um acordo que permita parar a mudança climática global são um nítido reflexo da falta de vontade política e a incapacidade dos países desenvolvidos para actuarem conforme as obrigações derivadas da sua responsabilidade histórica e sua posição actual.

Aumenta a pobreza, cresce a fome e a desnutrição e aumenta a desigualdade, agravada nas últimas décadas como consequência do neoliberalismo.

Durante estes vinte anos lançaram-se guerras de novo tipo, concentradas na conquista de fontes energéticas como a acontecida no 2003 com o pretexto das armas de exterminação maciça que nunca existiram, e a que recentemente se produziu no norte da África. Às agressões que agora se vislumbram continuar contra países do Oriente Médio somar-se-ão outras, com o objectivo de controlar o acesso à água e a outros recursos em vias de esgotamento. Deve se denunciar que tentar uma nova partilha do mundo, vai desencadear uma espiral de conflitos de incalculáveis consequências para um planeta já gravemente inseguro.

A despesa militar cresceu nestas duas décadas à astronómica cifra de 1,74 milhões de dólares, quase o dobro que em 1992, o que arrasta à corrida aos armamentos a outros estados que se sentem ameaçados. A dois decénios do fim da Guerra Fria, contra quem usarão estas armas?

Deixemos as justificações e egoísmos e busquemos soluções. Esta vez, todos, absolutamente todos, pagaremos as consequências da mudança climática. Os governos dos países industrializados que actuam desta forma não deveriam cometer o grave erro de achar que poderão sobreviver um pouco mais às custas de nós. Seriam imparáveis as vagas de milhões de pessoas famintas e desesperadas do Sul para o Norte bem como a revolta dos povos perante tanta indolência e injustiça.

Nenhum hegemonismo então será possível. Que pare a pilhagem, que pare a guerra, avancemos para o desarmamento e destruamos os arsenais nucleares.

Temos a urgência duma mudança transcendental. A única alternativa é construir sociedades mais justas, estabelecer uma ordem internacional mais equitativa, baseada no respeito ao direito a todos; garantir o desenvolvimento sustentável às nações, especialmente do Sul, e colocar os avanços da ciência e a tecnologia ao serviço da salvação do planeta e da dignidade humana.

Cuba aspira a que se imponham a sensatez e a inteligência humana sobre a irracionalidade e a barbárie”.

7 – O respeito pela Mãe Terra, os direitos humanos vistos pelo prisma do equilíbrio, da solidariedade e da paz, o aprofundamento da democracia por via da cidadania e da participação, o amor por esta nossa “casa comum”, respondem aos desafios correntes e, quanto mais tarde o sentido da vida for apreendido pela consciência humana alargada, mais riscos correrão o planeta, a imensa diversidade biológica e a humanidade.

O exemplo da Revolução Cubana inclui a previsão e a planificação geo estratégica a partir do conhecimento físico-geográfico e humano, isto é, o esforço é de facto um esforço de vanguarda que corresponde à natureza dos desafios fora da tão perturbadora lógica capitalista e dos danos que ela tem acarretado.

É assim que se compreende a vontade da Revolução Cubana e do Povo Cubano no que diz respeito à cidadania, à participação, ao aprofundamento da democracia e à paz, tudo isso enquanto elementos revolucionários, efectivamente de vanguarda (inclusive pela acumulação das suas experiências) em relação ao todo global, tal como a orientação do conhecimento científico e tecnológico respondendo à prioridade homem e natureza, enquanto elementos do renascimento civilizacional possível que de forma premente se impõe.

8 – A via progressista que tem sido implementada cada vez mais pelas forças exponenciais da América Latina, tendo a Revolução Cubana e a ALBA como sua expressão maior em relação aos fenómenos correntes que dizem respeito ao homem e ao planeta, interessa a África em função do subdesenvolvimento crónico que subsiste e às necessidades dum renascimento que corresponda à situação e inventário físico-geográfico do continente.

O conhecimento científico relativo às questões físico-geográficas em especial no que diz respeito à água e às florestas, tal como em relação às questões humanas, é uma inadiável para o continente, por aquilo a que conduz: a possibilidade duma planificação sustentada e integrada, geo estratégica, no âmbito da “Visão 2050”! 

Foto:

 

Imagem da Lua (1º plano) e da Terra (à distância) recolhida a partir duma sonda norte americana enviada para observar e estudar a superfície lunar.

Consultas:

– Confira os documentos produzidos nas plenárias da Cúpula dos Povos – http://cupuladospovos.org.br/2012/06/confira-os-documentos-produzidos-nas-plenarias-da-cupula/

 

– Declaração de 2800 cientistas sobre a situação do planeta – http://dowbor.org/2012/04/declaracao-de-2800-cientistas-sobre-a-situacao-do-planeta.html/ 

– Declaração final da cúpula dos povos na Rio+20 – http://cupuladospovos.org.br/2012/06/declaracao-final-da-cupula-dos-povos-na-rio20-2/

– “Construamos uma Arca de Noé que nos salve a todos” – http://pagina–um.blogspot.com/2010/08/construamos-uma-arca-de-noe.html

– Um planeta à beira do precipício – http://paginaglobal.blogspot.com/2012/01/um-planeta-beira-do-precipicio.html

– A alternativa do renascimento africano – http://paginaglobal.blogspot.com/2012/01/alternativa-do-renascimento-africano.html

– “Visão 2050” para o mundo e SADC – I – http://paginaglobal.blogspot.com/2012/06/visao-2050-para-o-mundo-e-sadc-i.html

– “Visão 2050” para o mundo e SADC – II – http://paginaglobal.blogspot.com/2012/06/visao-2050-para-o-mundo-e-sadc-ii.html

 

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Angola e Cuba mantêm excelentes relações de cooperação

O presidente da Assembleia Nacional do Poder Popular da República de Cuba, Ricardo Alarcón de Quesada, considerou “excelentes” as relações bilaterais mantidas pelos parlamentos de Angola e de Cuba, bem como as relações entre os dois estados.   

Ricardo de Quesada teceu tais considerações à imprensa, momentos após a sua chegada a Luanda, para uma visita oficial de trabalho de quatro dias a Angola.

“As relações entre os nossos parlamentos são excelentes, sempre nos apoiamos mutuamente nas mais distintas reuniões parlamentares internacionais, …, temos vários acordos rubricados e desta vez vamos rubricar mais um protocolo de cooperação”, revelou.

De acordo com o parlamentar cubano, a sua vinda a Angola surge na sequência de um convite formulado, em Novembro de 2011, pelo presidente da Assembleia Nacional, António Paulo Kassoma, a quando da sua deslocação aquele país. 

O chefe do poder legislativo cubano aproveitou a ocasião, para manifestar a sua satisfação pelo desenvolvimento que o país atingiu nos últimos anos.

“Eu vinha cá com muita frequência há mais de vinte anos, hoje vejo que Angola é um país completamente livre e próspero”, concluiu.

Durante a sua permanência em solo angolano o chefe do parlamento cubano deverá encontrar-se com os ministros da Educação, Mpinda Simão, e da Indústria, Joaquim David, além de proferir uma palestra, no Palácio dos Congressos, subordinada ao tema “Cuba opções e perspectivas”.          

O programa prevê, entre outras actividades, a deposição de uma coroa de flores no monumento erguido em memória ao primeiro presidente da República de Angola, António Agostinho Neto.

Constam ainda da agenda, uma visita de cortesia ao Governo Provincial de Luanda e deslocações a base da SONILS, a Zona Económica Especial de Viana, a Centralidade do Kilamba e ao memorial a batalha de Kifangondo.

 
Fonte: ANGOP
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Bases norte-americanas em África: para combater o terrorismo ?

Mais Bases Militares em África.

O dia 15 de Junho terminou em Washington um Fórum sobre o crescimento e as oportunidades económicas. Obama apresentou a nova estratégia para África para reforçar a “ segurança e a democracia no continente”, que foca quatro pontos:

  • Reforço das instituições democráticas

  • Estímulo ao investimento

  • Dar prioridade à segurança e à paz

  • Promover o desenvolvimento.

O dia 14 o Washington Post anunciava a expansão das bases aéreas norte-americanas no Continente  que já sumam 6: Burkina Faso, Mauritânia, Djibouti, Etiópia, Quénia, ilhas Seychelles e planeiam abrir uma outra em Sudão do Sul.

Para, Bronwyn Bruton, especialista em África e vice-directora do Centro de Investigação Atlantic Council disse que estas não são nada de novo, existem desde o ano 2007 e segundo ela, expandem-se para “ garantir a protecção” dos Estados Unidos frente a uma nova guerra mundial ou contra o terrorismo, desta forma os Estados Unidos pretendem adoptar uma acção preventiva, envolvendo alguns países africanos:

 “As bases no Burkina Faso e na Mauritânea são utilizadas para espionagem do grupo radical islâmico Al-Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI), enquanto as bases no Uganda são utilizadas para tentar deter membros do Exército da Resistência do Senhor e o seu líder Joseph Kony. Por outro lado, os aviões que partem de Djibuti, da Etiópia, do Quénia e das ilhas Seychelles são utilizados para espionar a milícia somali Al-Shebab.”

A verdade?

Nem Espionagem para proteger os seus interesses,

nem apoiar os governos Africanos contra o terrorismo.

A presença militar e política em África a longo prazo persegue o objectivo de ficar estabelecido geopolítica e economicamente na área.

O renomado pensador e pesquisador egípcio Samir Amin, concluí que o sistema capitalista entrou numa fase em que a disparidade centro-periferia manifesta-se na vantagem do capitalismo em cinco claros monopólios:

a) O monopólio de controlo da tecnologia;

b) O monopólio do acesso a recursos naturais;

c) O monopólio dos fluxos financeiros internacionais,

d) O monopólio da comunicação;

e) O monopólio das armas de destruição em massa.

A capacidade dos moradores do Norte baseia-se na identificação de necessidades politicas-sociais – económicas dos países africanos e procurar dar-lhes o produto mascarado na igualdade de interesses para alcançar:

  • A criação de sistemas democráticos e dos direitos humanos.

  • A abertura económica com estabilidade financeira conduzida por programas do Fundo Monetário Internacional (FMI).

  • A entrega da gestão dos assuntos sociais, a chamada sociedade civil e a iniciativa individual dos actores sociais.

O papel dos organismos, organizações internacionais e regionais

A Lei de Crescimento e Oportunidade de África (AGOA):

Aprovada em 2000 sob a administração Clinton tornou-se um instrumento de chantagem por meio dos quais países capitalistas com interesses hegemónicos influenciam na tomada de decisões dos países africanos.

Conselho Empresarial da África:

Os membros desta organização privada, com sede nos Estados Unidos são conhecidos e influentes corporações transnacionais: General Motors, Coca-Cola, ATT, móvel, H.J.Heinz, IBM, Owens Corning.

Regularmente enviaram a seus representantes para os países africanos em busca de oportunidades de negócios e tem inserido com sucesso na região, obtendo margens de lucro que estão entre as mais altas do mundo. Sinal dos interesses que o continente gera nestas gigantes dos monopólios

FMI:

Instrumento da política exterior dos Estados Unidos que acentua a deformação das economias africanas, subdesenvolvimento crónico e uma dívida externa crescente que representa um verdadeiro obstáculo ao desenvolvimento africano.

Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e o National Endowment for Democracy (NED):

  •  Fornecer apoio logístico e financeiro para grupos anti-governos

  • Projectar programas para intervir nos problemas de saúde e educação da população

  • Oferecer bolsas de estudo de Universidade para a formação de parlamentares e líderes políticos, assim, intervir na construção de novas forças de oposição e o acompanhamento das eleições presidenciais em diferentes países.

  • Promoção de conhecidos africanistas e investigadores sociais afro descendentes das mais notáveis universidades e centros de pesquisa norte-americanos para postos de embaixadores em importantes Estados da região. Tudo isso com base na estratégia de empurrar as sociedades africanas no sentido de processos políticos ‘democráticos”

O real interesse

¿ Envolver-se mais no processo político interno do continente africano sob o argumento de  que ‘ África deve ser ajudada, não só porque a democracia é boa para o continente africano, mas porque é bom para os Estados Unidos ter aliados democráticos ao redor do mundo”?

R/ Não

O real interesse dos Estados Unidos concentra-se em benefícios económicos que trariam o controle e a exploração dos seus recursos naturais: petróleo, madeira, bacias hidrográficas, diamante, ouro e outros minerais raros que são usados para o desenvolvimento de novas tecnologias de comunicação como o coltan.

Más de todos esses recursos naturais identificados, somente u óleo significa uma verdadeira prioridade para ‘segurança nacional’ dos Estados Unidos no século XXI.

O óleo é crucial para a economia dos EUA para ser a fonte das duas quintas partes da oferta total de energia no país – superando qualquer outra fonte – e porque oferece a maior parte do combustível para transporte.

Além disso, o óleo é indispensável para a manutenção da política belicista americana estendida, que possui uma vasta frota de tanques, aviões, helicópteros e barcos no Teatro de operações militares.

A base geológica dos Estados Unidos está em fase de esgotamento e tem sido explorada em sua totalidade.

A escassez de energia e o consequente aumento do custo de produção de electricidade a partir de gás natural foram uma das causas da crise de energia da Califórnia em 2000-2001.

A locomotiva da economia mundial está preso em um complexo cruzamento no sector da energia, porque ele já consumiu uma parte de suas reservas e importa agora 54% das suas necessidades de energia: 48% vem do Hemisfério Ocidental, 30% do Golfo Pérsico e 15% na África, indicadores que, segundo as previsões, podem aguçar em 60% em 2025.

Ao mesmo tempo, estima-se que nos próximos dez anos, Estados Unidos vai se tornar um grande importador de gás natural, tirando a Japão como o maior importador mundial dessa fonte de energia, porque a demanda está crescendo a uma taxa equivalente a dois terços da taxa de crescimento de toda a economia.

O que os países africanos devem prever

No novo cenário global da ‘luta contra o terrorismo’, qualquer situação de conflito, a instabilidade e os golpes de estado que destroem instituições Civis e governamentais africanas, criando um ambiente caótico e desordenado será percebida como uma fonte de preocupação e uma ameaça para a ‘segurança nacional’ dos Estados Unidos.

“ O Processo de desestabilização da África subsariana poderia favorecer o estabelecimento e a dinâmica das organizações terroristas prováveis operar no meio do caos, contra as instituições e os interesses dos EUA na região”.

Esta é a máscara, já sabemos que temos por trás deste riso angustiado e generoso fingido.


Vea o Artigo:
La penetración de los Estados Unidos en el África Subsahariana / Leyde E. Rodríguez. Profesor de Teoría Política Internacional en el Instituto Superior de Relaciones Internacionales “Raúl Roa García” (Cuba).


Fontes:

Rebelion

The Washington Post

Cubadebate

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Africa Contra a Poliomielite: Angola realiza última campanha de vacinação.

Luanda – Angola vai realizar, nos dias 29, 30 de Junho e 01 de Julho do ano em curso, a última campanha de vacinação contra a pólio, numa altura em que o país completa um ano sem o vírus e garantir a interrupção do vírus da poliomielite.

Nesta senda, o Governo angolano e seus parceiros terão que vacinar mais de seis milhões de crianças em risco de serem infectadas pelo vírus da pólio e contrair a paralisia flácida, caso os índices de cobertura de vacinação de rotina não forem aumentados e o saneamento do meio melhorado.

Para garantir a interrupção do pólio vírus e proteger as crianças, o Governo de Angola apela às famílias, comunidades, administradores municipais e governos provínciais de todo o país, a renovar o compromisso para aderir a estas jornadas, vacinando todas as crianças menores de cinco anos de idade.

Desde 2011, Angola está a implementar com sucesso um Plano Nacional de Emergência para interromper a transmissão do vírus da pólio, baseado no reforço da vacinação de rotina, na realização de campanhas nacionais aceleradas contra a poliomielite de qualidade e no reforço das actividades de vigilância epidemiológica.

Para consolidar os resultados de interrupção do vírus da pólio, o Governo renovou o compromisso de imunizar todas as crianças e, para tal, está a reforçar a vacinação de rotina, sobretudo nos municípios de alto risco e vai realizar a última campanha nacional de vacinação nos dias 29, 30 de Junho e 1 de Julho.

Dados oficiais indicam que o número de casos de pólio em Angola diminuiu drasticamente de 33 casos registado em 2010, para apenas cinco casos em 2011. O último caso de pólio vírus selvagem no país foi detectado em Julho de 2011, no município de Quimbele, província do Uíge.

Apesar disso, é necessário vacinar todas as crianças menores de cinco anos para que Angola seja definitivamente livre da pólio.

Para o sucesso da próxima campanha de vacinação contra a pólio, conta-se com o maior envolvimento das Administrações Municipais em todos os aspectos que contribuam para melhoria da qualidade dos resultados, tais como a planificação dos recursos financeiros, humanos e materiais e acompanhamento do processo, bem como o envolvimento das comunidades na mobilização, aceitação dos vacinadores em suas casas e controlo das crianças não vacinadas a nível das suas localidades.

A última campanha de vacinação contra a poliomielite a nível nacional marca a renovação do compromisso de todos os actores sociais para erradicar a pólio em Angola, através do maior engajamento das famílias, das comunidades e das administrações locais no reforço da vacinação de rotina de todas as crianças até um ano de idade e das actividades de vigilância das paralisias flácidas agudas (PFAs) em todo o território nacional.

Fonte: Angop

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