ESVAZIANDO MENTIRAS: O PROGRAMA CUBANO DE LUTA CONTRA A MALÁRIA NA ÁFRICA. (II)

LABIOFAM integra Grupo Internacional de Trabalho para o Controle de Vetores

Um Grupo de Trabalho de Controle de Vetores se reúne, com caráter anual, há seis anos, na sede da Organização Mundial da Saúde, em Genebra, Suíça, visando avaliar o cumprimento das atividades e estratégias desenhadas na área de controle vetorial, assim como analisar e discutir novas estratégias de trabalho a serem implementadas nos países afetados por doenças de transmissão vetorial.

Pela primeira vez, o Grupo Empresarial LABIOFAM participou neste encontro. Dois especialistas coordenadores de um Programa de Controle Vetorial na África, Mavy Hernández e Roberto Sanchéz, expuseram no conclave suas experiências.

Durante várias jornadas foram analisados diferentes temas, e deles é destaque a utilização de mosquiteiros impregnados e a reciclagem dos inseticidas para evitar o fenômeno da resistência fisiológica nos vetores adultos. Também se tiveram em conta o manejo dos criadouros de larvas e a necessidade de um trabalho integrador que inserir junto aos meios técnicos a informação e participação comunitária.

Neste âmbito, os especialistas cubanos mostraram os resultados da cooperação, da instituição a qual representam, na luta contra a malária em Angola e Gana, através do controle vetorial. Em sua fala, ambos os especialistas ampliaram sobre o método de controle que implementam com suas alternativas de tratamento consoante as condições eco- epidemiológicas e hábitat do vetor.

Do mesmo jeito, ofereceram pormenores sobre os métodos de aplicação aérea e terrestre dos biopraguicidas e a necessária participação da comunidade para o êxito destes projetos.

Outros países como Sudão , Quênia e Tanzânia expuseram experiências similares com o uso de larvicidas integrados em seus programas nacionais.

Na reunião, foi reconhecida Angola como único país que obteve um bom resultado no controle da malária pelas estratégias que neste sentido foram implementadas.

Para o Grupo Empresarial LABIOFAM, este contato de trabalho com organizações e instituições internacionais envolvidas no controle vetorial resultou uma maneira efetiva para conhecer como e onde se projetam as estratégias que regem os programas de controle mundial da malária. O encontro ofereceu a hipótese de sermos incluídos nesse grupo, inclusão que nos obriga a aumentar o rigor científico-técnico dos nossos especialistas e programas em termos de controle vetorial .

Bactivec® e Griselesf®. Caminho comum no controle vetorial.

Uma das principais questões que arrosta o controle de vetores transmissores de doenças tropicais é o uso indiscriminado de inseticidas químicos, os que vêm provocando o aparecimento e propagação de resistência (Organização Mundial da Saúde, 1992). Durante duas décadas, 54 espécies de mosquitos do gênero Anopheles se reportaram como resistentes ao DDT, 28 aos órgãos fosforados e 19 aos carbamatos e piretróides. Na atualidade esta cifra se incrementa.

O uso irracional e excessivo de químicos, sua alta toxicidade e uma adiada permanência no meio ambiente afeta os ecossistemas e a vida humana. Por estas razões, nos últimos anos se vêm trabalhando na procura de métodos alternativos, entre os que se encontra a luta biológica.

Entre os métodos de controle biológico, a aplicação de bactérias esporegêneas foi recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para contribuir à não afetação do meio ambiente, pois são inócuas para o homem e a fauna acompanhante, de fácil aplicação, baixo custo e altamente eficazes contra larvas de culicídeos e simuliídeos, vetores de agentes causais de doenças como a malária, o dengue e a oncocercose , entre outras.

Tomando como antecedentes pesquisas realizadas, o Grupo Empresarial LABIOFAM desenvolve dois biolarvicidas que contêm como princípio ativo as bactérias Bacillus sphaericus cepa 2362 no Griselesf® e o Bacillus thuringiensis, variedade israelensis no Bactivec®. Ambos os produtos agem sobre as larvas de mosquitos dos gêneros Anopheles, Culex, Mansonia, Psorophora, e algumas espécies de aedes e simúlidos, sem afetar a saúde humana nem organismos benéficos como os peixes e outros hidrobiontes.

A doutora em Ciências Biológicas, Grisel Montero Lago, que se desempenha como especialista na Sucursal de Controle Biológico de Vetores de LABIOFAM na capital cubana,  desenvolveu a tecnologia para a produção destes biolarvicidas que faz parte de um projeto com suporte financeiro auspiciado pela OMS.

O Griselesf® possui a característica de permanecer no meio por um período de entre 3 e 6 meses, em dependência das características bioecológicas dos criadouros, enquanto que o biolarvicida que responde ao nome comercial Bactivec®,é constituído por esporos e cristais endotóxicos, possui uma formulação que se caracteriza por ter uma ação rápida, entre as 24 e 48 horas depois de sua aplicação. Esse comportamento faz recomendável seu uso em situações de emergência.

 “O uso operacional destes biolarvicidas, de demonstrada efetividade na luta anti- vetorial —refere a Doutora— permitiu seu registro em numerosos países da Ásia, África e da América Latina”.

FONTE:

  • ECURED

  • LABIOFAM SITE

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