Médicos cubanos em Angola: na luta contra a malária e a diabetes.

FONTE: ANGOP

  1. Benguela/ Médicos cubanos traçam estratégias para redução da malária 
  2. Luanda / Familiares de pessoas diabéticas devem colaborar no tratamento para obtenção de bons resultados 

1. Uma equipa de técnicos e médicos cubanos reuniu-se nesta sexta-feira, em Benguela, para avaliar e traçar estratégias para o combate à malária durante os próximos meses.

Em entrevista à Angop, a responsável provincial da equipa cubana, Maria de Los Angeles Serrano, considerou importante o encontro, visto que a equipa está a realizar o trabalho de luta anti-vectorial a nível provincial, aplicando produtos biológicos, com a finalidade de eliminar as larvas que são as principais causas da transmissão da malária e melhorar a saúde da população.

Sem avançar dados de casos de malária na província, Maria Los Angeles adiantou que o produto aplica-se nas águas paradas e de consumo, visto que por vezes as pessoas reservam a água por muito tempo.

Por seu turno, o administrador municipal de Benguela, Leopoldo Muhongo, louvou a acção da equipa cubana, uma vez que nesta fase chuvosa a tendência é de aumentar as doenças como a malária, diarreicas agudas e respiratórias.

Enalteceu o trabalho que o Executivo angolano tem estado a fazer em parceria com o governo cubano, que visam ajudar a encontrar soluções para diminuir o número de casos de malária que diariamente dão entrada nas unidades hospitalares.

Participaram igualmente no encontro supervisores dos dez municípios da província de Benguela

2. Os familiares de pessoas com diabetes devem acompanhar melhor este pacientes de modo a ajuda-los a seguir melhoro tratamento, aconselhou a médica Cubana Dayse Navarro.

Em declarações à Angop, no quadro do congresso da Clínica Girassol, que encerrou sexta-feira, após dois dias de trabalhos, a especialista acrescentou que o auto-controlo da doença é um ponto essencial e que o paciente tem que estar sensibilizado para a importância de cumprir a medicação.
 
Porém, frisou que o sucesso do tratamento deve ser medido, não apenas pelos valores de glicemias, mas também pelos comportamentos apresentados na família, no grupo de amigos, na escola e no trabalho.
 
“Embora tenha um custo muito baixo, o doente muita das vezes, não faz o tratamento, ele tem que saber que se não cumprir, há o risco de complicações, conduzindo a limitações a nível do seu trabalho e da sua vida e, até, podendo leva-lo á morte”, afirmou.
 
Para si, além da educação, o programa nacional da diabetes em Cuba, dá primazia ao diagnóstico precoce da doença e das possíveis complicações micro e macro vasculares, onde para isso é necessário disponibilidade, o conhecimento e a habilidade dos profissionais que tratam os doentes com diabetes.
 
Adiantou que para manter os níveis glicêmicos dentro de uma amplitude normal, o paciente precisa enfrentar uma série de desafios. Deve mudar seus hábitos de vida, gerenciar sua doença 24 horas/dia, executar várias tarefas diárias, como tomar medicamento (comprimidos orais e/ou injecção de insulina), cuidar da alimentação e praticar exercícios físicos.
 
No caso do diabetes tipo 1, o tratamento actual requer múltiplas mensurações da glicemia capilar, várias injecções diárias de insulina ou administração de uma bomba de infusão de insulina, atenção constante ao que é comido e a actividade física praticada.
 
Segundo a médica, as novas abordagens terapêuticas para todos os tipos de diabetes exigem não apenas um maior envolvimento por parte dos pacientes, mas também das pessoas que lhes fornecem apoio social.
 
A adesão ao tratamento pode ser definida como a extensão na qual os comportamentos da pessoa correspondem às recomendações dos profissionais de saúde.
 
No caso específico do diabetes que requerem um tratamento complexo, a adesão engloba muitos comportamentos de naturezas diferentes, sob a perspectiva comportamental, ao invés de classificar o indivíduo como aderente ou não, deve-se analisar o contexto no qual os comportamentos de adesão ocorrem ou não.
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