Romper o muro de silêncio em torno aos Cinco

FONTE: GRANMA INTERNACIONAL

MEMBROS da brigada internacional solidária “Pelos caminhos do Che”, que visitou recentemente Cuba, explicaram as ações realizadas em seus países, com o objetivo de romper o silêncio da mídia, criado em torno do caso dos Cinco lutadores antiterroristas, presos nos Estados Unidos.

No Acampamento Internacional “Julio Antonio Mella”, perante a presença de Olga Salanueva e Elizabeth Palmeiro, esposas de René González e Ramón Labañino, a centena de integrantes proveniente de vinte nações dos cinco continentes relatou suas experiências de luta para devolver à Ilha os também presos Antonio Guerrero, Fernando González e Gerardo Hernández.

O integrante da Associação Grega-Cubana, Arvanitis Stamatis, comentou ao Granma Internacional que seu país vive uma situação econômica sem precedentes, pelo qual as mobilizações de protestos abundam no panorama nacional e, contudo, se mantêm ações solidárias de apoio à nação caribenha, à revolução e à libertação dos Cinco, como coleta de assinaturas, o envio de cartas e cartões-postais à sede do governo, em Washington, pedindo ao presidente Barack Obama indulto incondicional para os heróis cubanos.

Na agenda da organização grega se destaca que no dia cinco de cada mês se convocam protestos e manifestações em frente da embaixada dos Estados Unidos, com o objetivo de reclamar seu retorno, além de promover declarações acerca do tema.

Em Medellín, Colômbia, — disse Ramón Jaramillo Correa — ativistas de organizações de solidariedade com Cuba se reúnem também no dia 5 de cada mês, na praça Fernando Botero, lugar de lazer de nacionais e estrangeiros, onde entregam volantes sobre o amanhado processo judiciário que condenou os Cinco. Acrescentou que, às 5h00 da tarde, convocam os pedestres a enviarem cartões-postais, missivas e mensagens eletrônicas à Casa Branca, exigindo a libertação imediata dos Cinco.

Como é sabido, os Cinco cubanos se infiltraram em organizações anticubanas nos Estados Unidos para desarticular planos terroristas. Estes planos deixaram mais de 3 mil mortos e 2 mil deficientes na Ilha, em meio século.

Keith Headland, da Austrália, expressou que em seu território a imprensa silencia o tema e com o propósito de romper o cerco da mídia promoveram um percurso de um dos familiares dos Cinco por várias cidades australianas.

O jovem equatoriano Fabián Paredes Venegas ilustrou que em seu país funciona, em nível nacional, a Coordenadoria de Solidariedade com Cuba e nela foi criado um Comitê pela Libertação dos Cinco, que busca maior presença na mídia. Ainda, formou-se uma brigada internacionalista para levar ao cume das montanhas de maior altitude uma bandeira cubana e o rosto dos Cinco cubanos. Já ascenderam aos cumes do Cayambe e do Chimborazo, a uma altura de mais de 6 mil metros, que teve grande repercussão na mídia. Prepara-se uma nova ascensão ao vulcão Cotopaxi, com mais de 6.300 metros acima do nível do mar.

De acordo com René Francisco Ortiz, em El Salvador é um desejo formar estes comitês nos doze departamentos do país e já contam com o apoio do Parlamento; daí se incentiva o uso das redes sociais na Internet, para que maior número de pessoas adiram ao reclamo mundial.

Olga Salanueva, esposa de René González, um dos Cinco obrigado a permanecer mais três anos nos EUA, sob liberdade supervisionada, falou da importância da pressão internacional fruto da solidariedade para obter sua liberdade. Lembrou, também, que Gerardo Hernández Nordelo não teve sua sentença modificada e continua condenado a duas sanções de prisão perpétua mais 15 anos, sendo privado, ainda, das visitas de sua esposa Adriana Pérez, a quem o governo dos Estados Unidos não outorgou vistos para entrar no território estadunidense.

Elizabeth Palmeiro, esposa de Ramón Labañino, também dialogou com os assistentes, acerca da ausência na mídia dum dos julgamentos mais longos da história americana, e acrescentou: “O maior inimigo de nossos familiares é esse muro de silêncio que rodeia o caso”.

O encontro solidário concluiu com uma Declaração, assinada unanimemente pelos ativistas, que finaliza assinalando: “Irmãos: Mais cedo ou mais tarde, vocês estarão junto a este povo corajoso

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