Empresários norte-americanos contra o bloqueio: “Não podemos continuar com uma política que não funciona”

GRANMA INTERNACIONAL /PARA o presidente da empresa norte-americana Chicago Foods International, Paul Johnson, as vendas dos Estados Unidos a Cuba são cada vez mais difíceis. Embora este empresário norte-americano, assíduo participante da Feira Internacional de Havana, venda seus produtos no mercado cubano, há quatro anos, sente-se insatisfeito devido às restrições impostas a este intercâmbio limitado, com um regime de pago inconveniente para a Ilha.

A limitada possibilidade de comprar alimentos continua regida por regulamentações muito estritas, sujeitas a um complexo mecanismo de licenças que opera, da mesma forma, para as viagens dos empresários norte-americano, a assinatura de contratos, transporte e pagamento destas transacções.

Em adição, o Gabinete de Controle de Activos Estrangeiros, do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos (OFAC) tem a faculdade de cancelar estas licenças, sem prévio aviso e sem argumentos explícitos, detalha o texto.

Isto, unido à proibição de transacções direitas com a Ilha para os bancos norte-americanos, o impedimento à nação caribenha de pagar as importações em dólares norte-americanos, a limitação dos navios de entrarem no território norte-americano depois de descarregarem em Cuba e outras medidas, influiu negativamente no volume das vendas à Ilha.

Desde 2008, quando a Empresa Cubana Comercializadora de Alimentos (Alimport), importou dos Estados Unidos mercadorias num valor aproximado de US$ 800 milhões, estas compras diminuíram 50%, pois Cuba foi obrigada a buscar outros mercados internacionais de maior concorrência.

“O tema mais importante aqui é o cash (dinheiro). Cuba pode comprar a outros países com crédito e aos Estados Unidos não. Há um pequeno grupo no meu país que controla a política exterior e isso não pode continuar acontecendo”, admitiu Paul.

“Temos falado sobre o tema, durante muitos anos, e ainda não encontramos uma solução. Cuba deseja comercializar em igualdade de condições, mas o problema é que os EUA examinam o assunto a partir de pontos de vista errados. Nesta época, disse, necessitamos maiores alianças”.

O empresário argumentou que o primeiro passo é educar os norte-americanos sobre a Ilha, sua sociedade e as pessoas. “Por exemplo, em Chicago não sabem muito sobre Cuba e os incentivos que este país oferece. Quando eu digo, vou para a Feira de Havana e estou vendendo produtos lá, isso é uma surpresa para todos. É incrível, mas ninguém sabe que podemos fazê-lo”.

A Chicago Foods criou uma organização chamada Illinois American Trade Association, com a qual tenta unir os empresários para aproximar-se mais da nação caribenha.

“Eu sou de Chicago. Lá estamos tentando agrupar produtores para juntos construirmos uma política direita de comercialização entre o Illinois e Cuba.

Temos um fórum para falar sobre o tema, um site na Internet, com 14 pontos que têm a ver com esse objectivo.

Isso será possível?

“Na vida há mais desafios que sucessos, mas temos que tirar um moral das vitórias para prepararmos  e enfrentar os problemas que possam surgir. Possivelmente haja mais obstáculos, mas temos que manter a mente positiva e trabalhar, temos a energia necessária e temos que utilizá-la positivamente. O que sim está claro é que não podemos continuar com uma política que não funciona. É necessário mudar”. (Livia Rodríguez Delis)

Categories: BLOQUEIO VS CUBA, CUBA - ESTADOS UNIDOS, ECONOMIA, POLÍTICA, Relações Estados Unidos Cuba, SOCIEDADE, TERRORISMO VS CUBA | Etiquetas: , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

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