A Poluição ideológica promovida por Cuba e perseguida pelos Estados Unidos *****(#Cuba #Estadosunidos #Angola)

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Por: José Manzaneda / AUCA EN CAYO HUESO

Até a recente supressão da chamada “autorização de saída” em Cuba, os meios de comunicação têm repetido muitas vezes, que o governo cubano colocava sérios obstáculos para viajar a sua cidadania (1).

No entanto, estes mesmos meios de comunicação têm raramente mencionado que Estados Unidos a cidadania – com poucas excepções – é proibida de viajar para Cuba, sob penalidades de até  $65.000 usd  (2). Esta proibição foi praticamente total até 1999, ano em que o presidente Bill Clinton adoptou o chamada “people to people”(3) de viagem. Desde então, alguns grupos de professores, jornalistas, representantes de igrejas, grupos culturais e organizações sociais foram autorizadas para determinados viagens não turísticas  à ilha.

Mas o objectivo do governo norte-americano não era o intercâmbio cultural ou académico com Cuba. As Viagens de “People to people” foram aprovadas com a intenção política explícita de : de tentar influenciar a sociedade cubana e gerar mudanças políticas, por meio de “iterações significativas” de viajantes com a população (4). Ou seja, o governo dos EUA tem inserido essas viagens em sua estratégia de “mudança de regime” para Cuba.

Curiosamente, o governo cubano não só não se opus as visitas, mas que, nos últimos anos, tem-las facilitado e estimulado (5).

Mas a “poluição ideológica” que perseguiu a administração norte-americana não foi alcançada, e o George W. Bush, em 2003, eliminou tais viagens. Oito anos mais tarde, no início de 2011, Barack Obama voltou para autorizar e no primeiro ano cerca de 10.000 pessoas foram capazes de viajar legalmente para Cuba (6).

Em meados de 2012, os políticos da extrema-direita cubana-americana no partido republicano atuaram contra estas viagens, até p+ procurar a suspensão temporária de concessão de novas licenças. Marco Rubio senador pela Florida  denunciou que se haviam tornado viagens de turismo simples, e só serviam para permitir ao estado cubano ter  dólares e, mesmo, tinha revertido o objectivo inicial, já que os visitantes estavam retornando “doutrinados” pela revolução cubana (7).

Embora  não foram definitivamente eliminados, Marco Rubio tem obtido do governo de Obama a implementação de normas mais rígidas para essas viagens.

Desde maio deste ano, o escritório de controle de activos estrangeiros (OFAC), o departamento do Tesouro, por exemplo, requerem um plano detalhado de cada viagem a Cuba, com a justificação do impacto que vai gerar cada actividade ou visita lá na sociedade cubana (8). Impõe  como uma exigência, para o licenciamento da viagem, a inclusão em cada grupo de uma pessoa “segurança” de funções, para evitar qualquer contacto com representantes do governo cubano (9).

Vários professores norte-americanos denunciaram outros mecanismos de controlo adidos por suas universidades, com a intenção de evitar esses possíveis problemas legais com o governo. Por exemplo, a obrigação de ser questionados por advogados da Universidade antes e após a viagem e assinar uma declaração juramentada (10).

Além disso, as viagens “people to people”, desde a sua criação, estão sujeitos a limites de despesa diária na ilha, e os viajantes são proibidos de adquirir qualquer lembrança ou produto turismo cubano (11).

Todas essas imposições e restrições, gera perguntas inevitáveis.
Um: se o governo dos EUA está tão confiante na superioridade dos seus valores, porque eles precisam de um tal sistema de controlo sobre aqueles que – supostamente – são “embaixadores” de seu conceito de democracia?
E dois: se a média e os políticos em Miami argumentam que a realidade de Cuba é tão absolutamente insuportável, por que tentam impedir as viagem destas pessoas que, após seu retorno, poderiam ser em primeira mão os transmissores de os horrores conhecidos (12)?

A resposta a estas perguntas é óbvia: porque a realidade de Cuba é completamente distinta da cena dantesca que procuram desenhar uns e outros. Os viajantes descobrem, por exemplo, que não são rejeitados por ser norte-americanos e que caminham pelas ruas da ilha, a qualquer momento, com mais segurança do que em qualquer outro país na região; e que, longe de encontrar uma população isolada e desinformada, eles sabem que é um povo bem educado, que  expressa abertamente críticas e insatisfação e que – com um  alto nível político – falam sobre qualquer tema da realidade global (13).

Eles tem carências materiais   muito visíveis, mas nada parecido com a miséria e a fome que tinham narrado para eles; descobrem que qualquer família, mesmo viva  numa montanha, tem acesso universal à saúde e à educação; e eles são impactados pela imensa riqueza cultural do país, que se concretizou – por exemplo – em milhares de músicos de qualquer estilo, ansiosos por fazer intercâmbios culturais  com os norte-americanos.

É verdadeiramente curioso. O governo dos Estados Unidos, que envia seus cidadãos a “poluir a democracia” para o povo cubano,coloca aos seus enviados para todos os tipos de controlos. Enquanto isso, o governo cubano, que – supostamente – deve tentar impedi-lo, faz todo o possível para que sua  população tenha diálogos com os “poluidores ideológicos”. Alguém explica este paradoxo?

Categories: BLOQUEIO VS CUBA, CONTRA REVOLUÇÃO EM CUBA, CONTRA-REVOLUÇÃO EM MIAMI, CUBA - ESTADOS UNIDOS, CULTURAIS, EDUCAÇÃO, ESTADOS UNIDOS, Relações Estados Unidos Cuba, SOCIEDADE, TERRORISMO VS CUBA, TURISMO | Etiquetas: , , , , | Deixe um comentário

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