Cuba regista novos avanços contra a SIDA (#Cuba #VIH-SIDA #Angola #Sida)

Sida

Granma /

CUBA comemorou o  1º de Dezembro — Dia Mundial de Luta contra o HIV-Aids — com vários sucessos facultativos e humanos, entre os quais se incluem o fim da transmissão materno-infantil e por transfusões de sangue e/ou derivados, que deixaram de ser um problema de saúde na Ilha.

Assim foi informado ao Granma Internacional pela directora do Centro Nacional de Prevenção das Doenças Sexualmente Transmissíveis e HIV-Sida, doutora Rosaida Ochoa, do Ministério de Saúde Pública.

Citando a chefe do Departamento de Doenças Sexualmente Transmissíveis do próprio Ministério, doutora Maria Isela Lantero, em entrevista publicada no semanário Trabajadores, a doutora Ochoa lembra que se conseguiram avanços na integração do trabalho de prevenção e controle das infecções de transmissão sexual e o HIV-Sida, em todos os escalões de atendimento.

Pela segunda vez em dez anos, disse, Cuba registou  em 2012, um número menor de novas pessoas diagnosticadas a respeito do ano precedente, ano em que também já se tinha registado uma diminuição nesse aspecto.

Em seu encontro com o GI, a funcionária de Saúde confirmou que, em 2012, pôde ser estabilizada a incidência do vírus em adolescentes e jovens.

Entre as razões para estes avanços se incluem uma adequada utilização dos recursos humanos, tanto profissionais quanto voluntários, o aperfeiçoamento do trabalho inte-setorial e a decisão política do governo cubano.

A doutora Ochoa acrescentou que Cuba continuou recebendo valioso apoio material e assessoria técnica de instituições do Sistema da ONU, nomeadamente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), como veículo do Fundo Mundial de Luta contra o HIV/Sida, a Malária e a Tuberculose ; as Organizações Mundial e Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS), o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e a Unicef.  “Agradecemos profundamente este apoio que tão útil é a nosso país”, acrescentou a especialista.

Igualmente, ressaltou o alto valor das acções que se desenvolvem no atendimento primário de saúde com os grupos mais vulneráveis: os homens que têm sexo com outros homens, os jovens de um ou outro sexos, a população transexual e as mulheres, com a assessoria do Centro de Prevenção das DSTs e HIV-Sida  e do Centro Nacional de Educação Sexual para as populações.

Um factor que contribui à diminuição no número de novas infecções é o aumento no fornecimento e acesso público a preservativos.

E acrescenta a doutora Ochoa que as sucessivas campanhas de informação pública conduziram a um aumento na percepção de risco de contrair o vírus e também para reduzir sensivelmente — um fato de profundo sentido humano — as manifestações de estigma e discriminação às pessoas com HIV.

Estatísticas oficiais informam que em Cuba foram diagnosticadas com HIV ao redor de 17 mil pessoas, das quais mais de 14 mil estão com vida e outras oito mil estão sob tratamento. Delas, 85% tem idades entre 15 e 49 anos.

A doutora Ochoa refere que as relações sexuais desprotegidas são a via principal de transmissão do vírus em Cuba. Oito em cada dez infectados são homens que tiveram relações com pessoas do próprio sexo.

As boas notícias que referem as autoridades sanitárias cubanas se acrescentam às oferecidas na sede da ONU pelo director geral do Unaids, Michel Sidibé que, por ocasião da data, divulgou notáveis avanços registados na diminuição do ritmo de infestação do HIV nalguns países africanos, nos últimos 12 meses.

“Neste Dia Mundial de Luta contra o HIV/Aids, em 1º de Dezembro, o Unaids contabiliza 36 milhões de infectados no mundo”, disse Sidibé.

Também por ocasião da data, o director geral da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Guy Ryder, lançou em Genebra uma campanha internacional para promover os direitos das pessoas com HIV e recusar qualquer discriminação social e trabalhista contra eles.

Por sua vez, o assessor técnico principal do PNUD para os projectos em Cuba do Fundo Mundial, doutor Carlos Cortés, manifestou ao GI o prazer com que essas instituições internacionais acolhem os avanços que a Ilha regista  nessa importante área da saúde. “Estamos muito satisfeitos pelo exemplo cubano: demonstra que é possível enfrentar com sucesso o HIV/Sida e respeitar os direitos dos portadores”, disse.

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