Venezuela, novos desafios (#Venezuela #eleições)

 

O ano 2012 chega a seu fim e encontra o povo venezuelano debruçado em duas tarefas transcendentais: a discussão do 2º Plano Socialista, para o período 2013-2019 e a eleição, em 16 de dezembro, dos governadores dos 23 estados que formam essa nação e que acompanharão o reeleito presidente Hugo Chávez na continuação de sua gestão política.

 

 

 

Desde meados deste ano, a Venezuela vive imersa no acompanhamento dum processo eleitoral, que terminará em 2013, com a eleição dos governadores estaduais. Não se podem esquecem os planos desestabilizadores gerados a partir de territórios, como o de Zulia, por colocar um exemplo, onde o chefe do governo era oposto ao executivo bolivariano.

 

Por isso, desde 7 de outubro passado, quando foram realizadas as eleições presidenciais nas quais Hugo Chávez obteve a vitória, o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), a maior força política do país e líder da coalizão oficialista Polo Patriótico, entrou em cheio na tarefa de vencer nestas novas eleições, em que também serão eleitos 237 deputados aos Conselhos Legislativos.

 

Os opositores, que se encontram enfraquecidos, após perderem as eleições presidenciais, e por discrepâncias internas, sustentam a seu favor que atingiram quase seis milhões de votos – dois milhões menos que Chávez.

 

Embora Chávez vencesse em 22 dos 24 estados nas presidenciais, isso não significa que a votação de dezembro tenha as mesmas chances a favor dos candidatos oficiais.

 

Nas eleições pouco se fala, até a conclusão do escrutínio. Contudo, alguns sinais indicam a forma em que se poderiam comportar em 16 de dezembro.

 

As excelentes condições socioeconômicas em que chega a nação a esta segunda etapa eleitoral permitem augurar um balanço positivo para o partido no poder, segundo indicam diversas sondagens — com 3% de margem de erro. Uma das mais prestigiosas, o Grupo de Pesquisa Social Século 21 (GIS), que dirige o ex-ministro Jesse Chacón, referiu, no fim de novembro, que “será elevado o número de territórios governados por partidários do presidente Hugo Chávez”. E augurou que, “em 17 de dezembro, a Venezuela amanhecerá com um mapa diferente, que terá mais estados em vermelho (socialistas) do que os atuais”.

 

As previsões do GIS consideram em suas pesquisas, o apoio popular aos programas sociais atuais — como o gigantesco Plano Habitação — mais o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 5,2% no terceiro trimestre, em meio à crise capitalista, e outros muitos sucessos, o qual se espelha nas intenções de voto a favor do PSUV.

 

No passado mês, o Grupo apresentou o estudo “Avaliação Pós-Eleitoral 7 de outubro 2012. Caracterização político eleitoral”, que fez uma radiografia política do estado de opinião popular sobre Chávez e sua administração, o qual se refletiu numa complacência de 66% e 61%, respectivamente.

 

Conforme a outras empresas pesquisadoras, o GIS refletiu em suas diversas análises que os estados governados pelo PSUV e pelo Partido Comunista da Venezuela permanecerão inalteráveis. Eles são Arupe, Aragua, Cojedes, Guárico, Trujillo, Delta, Barinas, Portuguesa, Falcón, Amacuro, Vargas e Yaracuy, onde o presidente arrasou em outubro.

 

A candidatura do ex-ministro de Educação e um dos líderes do PSUV, Aristóbulo Istúriz, em Anzoátegui, um político reconhecido por sua austeridade e prestígio, apagaria os erros da atual administração, e garante — dizem as pesquisadoras — um triunfo bem ganho para os bolivarianos.

 

Há possibilidades de que ganhe o PSUV nos estados de Carabobo, Nueva Esparta, Zulia e Miranda, dado o mau governo da direita nessas regiões. A cidadania espera uma mudança positiva.

 

Uma forte batalha acontece em Miranda, um estado de enorme potencial econômico, importância política e peso demográfico, onde aspira à governação o ex-vice-presidente da República Elías Jaua, tendo como rival Capriles Randoski, que tinha renunciado a esse cargo para candidatar-se ao Palácio de Miraflores.

 

O péssimo trabalho do atual governador de Monagas, ex-aliado do chavismo, passado depois à oposição, fez com que esse setor estivesse dividido perante tal candidato. Portanto, as possibilidades duma mudança são bastante prováveis.

 

Tanto o GIS quanto outros centros de pesquisa e analistas concordam em que há seis estados nos quais é impossível vaticinar quais partidos serão vencedores: Bolívar, Sucre e Mérida, onde os candidatos do chavismo apresentam cada um dois candidaturas por separado, e Amazonas, Táchira e Lara, nas mãos da direita, também com situações especiais, pois suas forças estão fracionadas, enquanto o PSUV mostra figuras de maior atração para o eleitorado.

 

Os inimigos de Chávez também estão divididos em Táchira, enquanto o aspirante oficial é José Gregorio Vielma Mora, que realizou uma eficiente gestão como diretor do Serviço Nacional de Administração Alfandegária e Tributária.

 

Enquanto se trava a batalha pelos governos dos Estados, os venezuelanos discutem e sugerem mudanças ao 2º Plano Socialista da Nação, numa democrática ação sem precedentes nesse país sul-americano, que terminará neste mês, para que o presidente o apresente à Assembleia Nacional com todas as contribuições para sua aprovação, em janeiro próximo.

 

Em escolas, praças, e inclusive caixas habilitadas para esse propósito, colhem-se os critérios da população. Este intercâmbio governo-povo faz parte do denominado Processo Constituinte, o qual dará passagem a um novo momento do processo político dirigido pelo líder bolivariano.

 

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