34º FESTIVAL INTERNACIONAL DO NOVO CINEMA LATINO-AMERICANO (#cuba #festival #cinema)

Cuba va por premios Coral a festival de nuevo cine latinoamericano

NÃO só os filmes em concurso conformam o Festival de Cinema de Havana. Seu programa também inclui a cinematografia universal. Também poderia considerar-se um macro encontro das artes, especialmente da música e das artes plásticas.

Mas com certeza, tal como noutros festivais, temos cá a presença de cineastas, atores e atrizes, e de outras especialistas que fazem cinema: roteiristas, diretores de fotografia, produtores, muitos dos quais ministram palestras e workshops magistrais.

Para os cineastas do continente e de outras latitudes, o Festival de Havana tem um encanto singular. Segundo o cantor e autor argentino Fito Paez “é o único lugar do mundo onde milhares de pessoas se reúnem, em salas como o Yara ou o Karl Marx, para assistirem um filme. Um rito que se mantém e que é muito bonito”.

Nesta ocasião, o autor de Yo vengo a ofrecer mi corazón e de Mariposa technicolor, veio para reforçar o que anos atrás afirmara um dos grandes diretores latino-americanos, Eliseo Subiela (Hombre mirando al sudeste, El lado oscuro del corazón, e neste ano, fora de concurso, Paisajes devorados): o primeiro teste dos meus filmes é o publico cubano.

Ainda com dificuldades nas salas de cinema, milhares de pessoas acodem às existentes, 13, que neste ano projetam os mais de 500 filmes programados nas diversas seções.

Assim aconteceu, no sábado 8 de dezembro, quando Annette Benning e Lisa Cholodenko apresentaram, no cinema La Rampa, seu filme The Kids Are All Right (Os miúdos estão bem), com o qual Benning foi indicada para sua quarta candidatura ao Oscar; Being Julia (Adorável Julia – 2005); American Beauty (Beleza Americana – 2000) e The Grifters (Os imorais 1991) e seu segundo Globo de Ouro (Adorável Julia).

Benning e Cholodenko tiveram depois um encontro com cineastas e jornalistas, no salão 1930 do Hotel Nacional que, além duma anunciada “aula magistral”, foi uma troca perguntas e respostas sobre aspectos essenciais da atuação e da direção.

A atriz rememorou seus inícios no teatro, e por tal motivo seu amor ao texto e à profundidade, até que compreendeu a diferença com o cinema, onde começou — disse — a amar a câmara e tudo o que pode comunicar através dela. “O que mais interessa é o momento em que câmara está ligada, esse é o momento mágico”.

Cholodenko, de sua parte, compartilhou sua experiência de passar primeiro muito tempo aperfeiçoando o argumento, sendo o próximo passo um casting para um filme.

Elas são membros da Junta de governadores da Academia das Artes e das Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos e viajaram como integrantes duma delegação, liderada por seu presidente, Haw Koch.

“A Academia implementa vários projetos, não só o Óscar — comentou Cholodenko — por isso estamos aqui, para contatar com criadores de outros países, onde há muitos talentos, esta tem sido uma viagem muito interessante”.

Benning, que lidera o Grêmio de Atores, acrescentou que outro projeto da Academia é seu vínculo com diversas cinematecas, para a salvaguarda dos filmes. Revelou que “colaboramos com a cinemateca de Cuba” e afirmou que “uma das razões pela qual estamos aqui é porque queremos fortalecer nossas relações com os cineastas cubanos, quaisquer que sejam as políticas que, de alguma maneira, interferem nesta possibilidade de intercâmbio e de trabalho em parceria, queremos superar estas distâncias”.

Precisamente, o tema da salvaguarda do patrimônio fílmico trouxe a Havana uma delegação do Instituto do Audiovisual (INA) da França, liderado por seu diretor, Mathieu Galle.

Em junho passado, o INA e o Instituto da Arte e Indústrias Cinematográficas (Icaic) assinaram um acordo para a preservação das cópias, em 35 milímetros, e sua conversão a formato digital de alta definição, da coleção do Noticiário Icaic Latino-Americano, obra audiovisual do cineasta cubano Santiago Alvarez (1919-1998).

A primeira fita entregada está incluída num lote inicial de 250, dum total de 1490 emissões semanais do audiovisual, produzidas e exibidas entre junho de 1960 e julho de 1990, uma coleção declarada Patrimônio da nação cubana e inscrita, em 2009, no Registro da Memória do Mundo da Unesco.

A MÚSICA E AS ARTES PLÁSTICAS, TAMBÉM PROTAGONISTAS

A música teve significação especial neste Festival, primeiro com a projeção, na inauguração, do documentário Silvio Rodríguez. Ojalá, do espanhol Nico García, uma aproximação à figura do autor de temas emblemáticos como Óleo de mujer con sombrero, Dias y Flores e Ojalá,

Através de Sara González, Chucho Valdés, Víctor Casaus, Omara Portuondo, e outros artistas e amigos, vão descobrindo-se diferentes facetas de Silvio, profeta na própria terra.

Depois veio o concerto especial, no teatro Karl Marx, do argentino Fito Páez que, além do mais, fez a estréia mundial do DVD El amor después  del amor. Veinte años, um filme de uma hora e vinte minutos para celebrar — reiterou — as duas décadas do álbum homônimo.

Fito Páez sempre esteve envolvido com o Festival de Havana, desde sua estreia, em 1993,de La balada de Donna Helena, que obteve menção. Depois, retornou em 2001 com sua obra-prima em longa-metragem, Vidas privadas, e em 2007 apresentou , ?De quién es el portaligas?

Como intérprete, marcou presença em importantes filmes argentinos como Sur, de 1988 e El viaje, 1992, ambos de Fernando Pino Solanas, e De eso no se habla, 1993, de Maria Luisa Bemberg.

Quanto às artes plásticas, duas exposições chamam a atenção. Na galeria Servando Cabrera , Cartel em cartel, do brasileiro Fernando Pimenta, referência obrigada para falar do cinema brasileiro, para o qual criou centenas de cartazes. A exposição inclui 30 cartazes, com a ajuda duma multimédia, onde se podem apreciar mais de 500 cartazes.

A segunda exposição é a do artista porto-riquenho Antonio Martorell, Velando, mamá, velando, onde combina elementos afins ao cinema, e que coincide com o painel Cem anos de cinema em Porto Rico, e com a amostra homenagem, com mais de 40 títulos.

Fonte: Granma

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