#Angola: papel crucial na paz e #segurança do continente ()#Africa #CEEA #SADC)

Fonte: Jornal de Angola

O vice-presidente do Conselho Executivo do Centro de Estudos Estratégicos de Angola (CEEA), brigadeiro Manuel Correia de Barros, realçou em Pequim o “grande papel estratégico” do seu país para a paz e a segurança em África.

Esta apreciação do oficial general faz parte da sua comunicação “A importância estratégica de Angola para a paz e segurança em África”, apresentada há dias numa conferência, na capital chinesa, dedicada à celebração dos 30 anos do estabelecimento das relações sino-angolanas.

O brigadeiro, que falava à elite chinesa, corpo diplomático e estudantes universitários angolanos e chineses, citou o ministro angolano das Relações Exteriores durante a 66ª sessão da Assembleia-Geral das Nações Unidas, a 26 de Setembro de 2011.

“A experiência de Angola em paz e segurança deve ser vista no amplo contexto da resolução de conflitos, ao permitir a aplicação da emblemática Resolução 435 de 1978, do Conselho de Segurança, que levou à independência da Namíbia e criou as condições para a coexistência pacífica numa região que sofreu uma hostilidade extrema e constituía uma ameaça permanente à paz mundial”, disse, na ocasião, o chefe da diplomacia angolana. Correia de Barros lembrou que o fim da guerra em Angola foi um processo conduzido de uma forma original e efectiva, concluindo que a nível continental o país pode jogar um papel importante na prevenção, detecção, gestão e resolução de conflitos, bem como no processo de reconstrução e reconciliação.

O brigadeiro alertou que este papel de Angola deve ser jogado em concordância com os seus parceiros. “Devem verificar que os princípios, ideias e experiências em cooperação de segurança coincidem com os das organizações das quais Angola é membro”, sublinhou.

Correia de Barros rejeitou qualquer tese que aponte Angola, por si só, como principal trunfo estratégico na arena africana, até porque o seu país tem apenas 1,7 por cento da população total de África, ocupa 4,11 por cento do território africano, regista 3,7 por cento do PIB do continente e possui umas Forças Armadas que representam apenas 4,6 por cento das africanas.

O brigadeiro recorreu a um dos discursos do Presidente José Eduardo dos Santos à Nação para lembrar que Angola mantém a vocação de ser um factor de paz, estabilidade e desenvolvimento, não só nas sub-regiões de que é membro, como a SADC, CEEAC e o Golfo da Guiné, mas também noutro âmbito, ao ajudar países com os quais mantém profundas ligações históricas e de amizade.

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