Reservas provadas de petróleo em #Angola são de 12 biliões 667 milhões de Barris (#Petróleo #Pré-Sal #offshore #Biocombustíveis #Sonangol)

Fonte: Angop

O Ministro angolano dos Petróleos, Botelho de Vasconcelos, disse terça-feira (09) em Hamburgo (Alemanha) que as reservas provadas e prováveis de petróleo no país estão estimadas em 12 biliões e 667 milhões de barris, em função das descobertas recentemente realizadas, tanto em águas rasas, como em águas profundas e ultra-profundas.

Ao falar na sessão reservada a Angola, no 7º Fórum de Energia Germano-Africano, iniciado segunda-feira e encerrado terça-feira, Botelho de Vasconcelos sublinhou que acresce uma nova extensão exploratória, o “Pré-Sal”, com um sistema petrolífero activo, nomeadamente duas descobertas, uma no Bloco 23, denominada Azul e outra com o nome de Cameia, no Bloco 21.

O ministro enfatizou que as prioridades para o período de 2013/2017 se prendem em manter um equilíbrio entre as reservas e a produção, mediante a licitação de blocos e a aplicação de novas tecnologias de exploração e produção, e concluir os projectos de desenvolvimento inerentes em curso, nomeadamente os satélites do Kizomba no Bloco 15 entre outros.

Promover o investimento na pesquisa e produção de gás natural e desenvolvimento da indústria de gás natural, dar início à produção de LNG, terminar a actual fase de teste da fábrica, incrementar a formação de angolanos com vista a sua integração no quadro de trabalho do sector e encorajar e incrementar o conteúdo nacional, em segmentos do sector petrolífero, mediante parcerias de empresas nacionais e estrangeiras.

Este programa, referiu o ministro, oferece um amplo leque aberto ao investimento privado estrangeiro e a uma cooperação frutuosa e mutuamente vantajosa, tanto económica como no domínio da formação e da investigação.

“Poderíamos, para o efeito, estabelecer uma plataforma bilateral de intercâmbio para as nossas relações económicas, de que os hidrocarbonetos – incluindo o gás fariam parte. A ela juntaríamos diversos aspectos da formação, investigação e os biocombustíveis”, disse.

Na sua intervenção, perante uma plateia de mais de 150 pessoas, com destaque para empresários, políticos, académicos, representantes de empresas prestadoras de serviços e jornalistas, Botelho de Vasconcelos recordou que ao ascender a independência, em 11 de Novembro de 1975, Angola produzia cerca de cento e setenta e cinco mil barris de petróleo/dia.

Esta produção provinha da Bacia do Kwanza, em terra, entre outros do campo Benfica, onde a primeira descoberta de petróleo ocorreu em 1955, e de águas rasas, da Bacia do Baixo Congo.

A exploração em águas rasas situou-se no offshore (mar) de Cabinda, Bacia do Baixo Congo, onde foi descoberto o campo Limba em 1966, que entrou em produção em 1968. A exploração em águas profundas teve início em 1993, também na Bacia do Baixo Congo onde, em 1996, houve a primeira grande descoberta comercial, com o campo Girassol. Mas a produção começou em 1999 pelo campo Kuito, no Bloco 14.

Nesse mesmo ano de 1999, teve início a exploração em águas ultra profundas da Bacia do Baixo Congo e, em 2002, ocorreu a primeira descoberta comercial de petróleo. A produção de petróleo em Angola vem de 8 Blocos marítimos e concessões terrestres, e é actualmente superior a um milhão e setecentos mil barris por dia, “mas prevemos produzir dois milhões de barris/dia, em 2014”.

O 7º Fórum Internacional de Energia Germano-Africano abordou questões relacionadas as energias renováveis, o petróleo e gás natural, as novas tecnologias no sector energético, a electricidade, transmissão e distribuição, a formação de quadros, projectos no Upstream (exploração, desenvolvimento, produção e transporte) e no Downstream (distribuição e comercialização), fornecimento de energia nas zonas rurais e as oportunidades empresariais e de investimento, entre outros.

Durante a sessão reservada a Angola, o director Nacional dos Petróleos e Biocombustíveis, Amadeu Azevedo, fez uma dissertação sobre o Upstream do sector, pesquisa, produção e os processos de contratação. Fez também uma retrospectiva da actividade petrolífera no pais que datam de 1910.

Além do ministro dos Petróleos, participaram no 7º fórum sobre Energia Germano-Africano, o ministro da Energia e Águas, Joao Baptista Borges, o Embaixador de Angola na Republica da Alemanha, Alberto Neto, e altos responsaveis do Ministério dos Petroleos e da Sonangol.

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