Vacina do ébola testada na Rússia

 

Uma nova vacina contra o Ébola está em fase de testes pré-clínicos na Rússia, informou na terça-feira a directora do Serviço Federal de Controlo Veterinário e Fitossanitário do país, Anna Popova.

JORNAL DE ANGOLA

Os especialistas do centro estatal de pesquisa científica Vector intensificaram os seus esforços para desenvolver a vacina, devido à actual epidemia em África, explicou, ao mesmo tempo que excluiu a possibilidade de o vírus chegar a território russo, uma vez que as autoridades tomaram todas as medidas para garantir segurança epidemiológica da população.
A África Ocidental vive actualmente um novo surto da doença, cuja taxa de mortalidade pode chegar a 90 por cento. Este ano, mais de 725 pessoas morreram na Guiné, Serra Leoa e Libéria. A Organização Mundial de Saúde (OMS) afirma que esta é a pior epidemia desde a descoberta da doença, em 1976. De acordo com Popova, há especialistas russos a trabalhar nesta questão.

Novo medicamento

Até haver uma vacina eficaz, um medicamento experimental pode ter salvo da morte dois norte-americanos infectados com o vírus do Ébola.
As histórias do médico Kent Brantly, que entretanto já regressou aos EUA, e da missionária Nancy Writebol, que voltou na terça-feira para o país natal, ambos ao serviço da organização humanitária Samaritan’s Purse, aumentam a esperança de que possa haver uma cura para a epidemia. Em comunicado, a Samaritan’s Purse revela que Brantly and Writebol receberam, cada um, ainda na Libéria, uma dose do medicamento e que o médico também recebeu uma transfusão de sangue de um rapaz de 14 anos que sobreviveu à doença graças aos seus cuidados.
“O jovem e a sua família quiseram ajudar o médico que lhe salvou a vida”, explica Franklin Graham, presidente da associação, que acrescenta que todos “agradecem a Deus pelo facto de os voluntários estarem vivos e já terem acesso aos melhores cuidados de saúde do mundo”. Segundo informações exclusivas da CNN, uma hora depois de lhe ter sido administrado, por via intravenosa, este serum, a condição de saúde de Kent Brantly melhorou drásticamente, com a respiração a tornar-se mais fácil e as erupções cutâneas a desaparecerem. Um dos seus médicos, citado pela cadeia televisiva dos EUA, afirma mesmo que a evolução foi “milagrosa”.
A cadeia televisiva  norte-americana adianta que o fármaco experimental em questão é Mapp e foi desenvolvido por uma empresa de biotecnologia, a Mapp Biopharmaceutical Inc, com sede no estado norte-americano da Califórnia. Embora o tratamento nunca tivesse sido testado em humanos, os dois voluntários foram informados de que o mesmo tinha mostrado resultados promissores em macacos e, sem outras hipóteses, decidiram arriscar.Com efeito, revela a mesma fonte, documentos da companhia, dão conta que quatro macacos infectados com o vírus sobreviveram depois da administração deste medicamento 24 horas após a infecção, e que dois outros também resistiram mesmo sendo tratados apenas 48 horas depois de contraírem o vírus.
Um macaco não tratado, por seu lado, morreu após cinco dias de exposição ao Ébola. O tratamento em causa consiste na administração, contra a infecção, de “anticorpos monoclonais”, ou seja, que utilizam proteínas transformadas para prevenir que o vírus alastre a novas células e que já foram, também, utilizados para o combate a outras doenças, entre as quais o cancro.
Apesar do sucesso observado – pelo menos, até ao momento – nestes dois casos, os especialistas internacionais alertam para a importância de serem tomadas decisões em consciência e de o mundo não se deixar levar pelo desespero que está a ser desencadeado por este surto de Ébola.

Fases precoces

Gregory Hartl, da Organização Mundial de Saúde, através de um comunicado ao público, chamou a atenção para o facto de “as autoridades não poderem começar a utilizar fármacos não testados no decurso de um surto por várias razões”.
Uma posição semelhante foi assumida pela organização de Médicos Sem Fronteiras. “É importante manter em mente que a administração em larga escala de tratamentos e vacinas que estão ainda em fases muito precoces de desenvolvimento tem uma série de implicações científicas e éticas”, frisaram os responsáveis, em comunicado.
Os casos de Brantly e Writebol são apenas dois dos exemplos do surto brutal que está a espalhar-se pela Libéria, Serra Leoa e Guiné, e que tem infectado centenas de pessoas a uma velocidade nunca antes vista, o que constitui grande preocupação.

 

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