UM NOVO SOPRO DE ESPERANÇA.

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1 – No paraíso que constitui o Estado insular de Nova Esparta, mais propriamente na Ilha Margarita, na Venezuela, está em curso a XVIIª Cimeira do Movimento dos Não Alinhados, uma organização que integra mais de 120 nações da Terra, o equivalente a dois terços das representações nacionais na ONU.

A Venezuela que assumirá “pro tempore” a Presidência do Movimento, escolheu para a realização da Cimeira um lugar que reúne simultaneamente sinais de respeito para com a Mãe Terra (e por isso um destino turístico privilegiado a sul do colar das pequenas Antilhas) e de respeito para com a humanidade, pelo simbolismo da trajetória histórica, marco das independências modernas na América Latina e testemunho da luta constante em prol da autodeterminação dos povos, das nações e dos estados.

 A ilha de Margarita e os ilhéus adjacentes que constituem Nova Esparta, tem sensivelmente a mesma área de São Tomé e Príncipe (um pouco mais de 1.000 km2)

Dificilmente a Venezuela poderia escolher melhor local para acontecimentos internacionais como este que, como suporte estrutural, conta com o esplêndido Centro de Convenções Hugo Chavez, em Porlamar, a maior cidade do arquipélago. 

A XVIIª Cimeira, prova de vida e de esperança do MNOAL, é testemunho de que os mentores e seguidores de Francis Fukuyama (outro dos “filósofos” neoliberais “refletores” dos interesses da aristocracia financeira mundial nas universidades norte-americanas de feição), estão completamente equivocados.

O MNOAL face a esse equívoco, é a inteligência coletiva que além do mais percebe bem o papel das “revoluções coloridas”, das “primaveras árabes” e de outras formas de manipulação e ingerência que têm sido distendidos contra cada um dos seus componentes, procurando tirar partido das vulnerabilidades das economias periféricas nos processos correntes de globalização.

Sob o ponto de vista sócio-político e económico não se está a assistir ao “fim da história” e ao “último homem”, pois as imensas desigualdades provam precisamente o contrário: o imperialismo seguindo a trilha neoliberal e em plena globalização, não é um mito, é um exercício nutrido de permanentes “práticas de conspiração” desrespeitando a Mãe Terra e toda a humanidade.  

O capitalismo neoliberal produtor da hegemonia unipolar “distingue-se” pelos imensos desequilíbrios ambientais em curso, pelo fim de muitas espécies animais e vegetais, pelo aquecimento global que vai provocando incontroláveis incêndios, tempestades avassaladoras e chuvas diluvianas, pelas injustiças históricas e sociais, pelo envenenamento das relações internacionais com a disseminação do caos e do terrorismo… 

Na Cimeira do MNOAL a humanidade geme todas as suas dores e aponta o dedo às causas, num concerto a uma só voz que é preâmbulo das soluções que os povos do sul procuram para tantos problemas, tendo como meta a agenda da ONU para 2030!…

Os concertos de paz constituem por si um garante no caminho e nos dois lados do Atlântico Sul reconhecem-se avanços na Colômbia, como nos Grandes Lagos, algo que favorece os relacionamentos comuns entre Angola e Cuba em contenciosos tão distintos. 

2 – A XVIIª Cimeira do MNOAL, no momento em que o Irão entrega a Presidência “pro tempore” à Venezuela, em resposta aos desafios comuns que se colocam face ao comportamento da hegemonia unipolar e à concentração da riqueza nas mãos de 1% da humanidade, tem como temas fulcrais a necessidade de respeito para com a Mãe Terra, a incessante busca da paz e sua consolidação, a defesa da autodeterminação, da independência e da soberania dos povos, das nações e dos estados, bem como a necessidade premente da humanidade pautar pela unidade e pela solidariedade, ou seja, uma agenda que se assume com os olhos do sul e particularmente com os olhos dos progressistas latino americanos e de todo o mundo, para fazer frente ao domínio daqueles que utilizam os fenómenos globais com o exclusivo fim de aumentar o seu domínio sobre os demais. 

Os componentes do MNOAL têm vindo a sofrer todo o tipo de ingerências por parte da hegemonia unipolar, o que subverte a possibilidade de relações internacionais justas e mais equilibradas, ao mesmo tempo que dificulta a emergência necessária na luta contra o subdesenvolvimento e por um desenvolvimento sustentável. 

As intervenções produzidas nesta Cimeira num momento crucial para o planeta e para a humanidade, revitalizam o Movimento dos Não Alinhados que se aproxima das emergências multipolares, conferindo um novo sopro de esperança, que confirma a dialética do materialismo histórico. 

3 – Para a América Latina progressista este sopro é um sinal de mobilização para fazer face a mais processos de desestabilização em curso na América, em África e na Ásia, processos esses que estão a ser lançados dando sequência à disseminação do caos e do terrorismo, mas também à ingerência que colige os interesses das oligarquias agenciadas pela globalização capitalista neoliberal de acordo com os parâmetros da hegemonia unipolar.

Na América o incremento duma convulsão retrógrada manipulada por aqueles que pretendem a todo o custo manipular em proveito da aristocracia financeira mundial, está a atingir países como as Honduras, o Paraguai, a Argentina, o Brasil, ou a própria Venezuela, assim como instituições como por exemplo o MERCOSUL…

O sopro de esperança revitalizadora desta Cimeira visa dar luta a esta última mobilização do império que teima em continuar a tratar o seu “pátio traseiro” reeditando uma nova “Operação Condor” nos moldes possíveis do século XXI. 

Ciosos de paz, do aprofundamento das democracias, de luta em prol do desenvolvimento sustentável, da integração e da solidariedade, os progressistas americanos unem-se e cerram fileiras, não perdendo de vista as causas que colocam em perigo a Mãe Terra. 

Em África, as denúncias contra o colonialismo e o terrorismo multiplicam-se com o dedo apontado na mesma direção. 

Persiste o colonialismo marroquino no Sahara e o neocolonialismo avança, tirando partido das fragilidades africanas num continente em que a água interior é alvo de disputas sangrentas atiçadas pelas manipulações e ingerências que chegam do exterior, por via do exercício da hegemonia unipolar.

No continente asiático a Arábia Saudita, as outras monarquias arábicas e os falcões de Israel, sustentam o terrorismo do Paquistão à Síria, passando pelo Iémen, pelo Afeganistão, pelo Iraque, pela Palestina e ameaçando alastrar o caos e o terrorismo a outros estados, entre eles o Irão que agora cessa a Presidência no MNOAL.

No MNOAL a crítica faz-se em relação por isso a alguns dos seus componentes arábicos, vassalos da hegemonia unipolar e seu recurso para semear tensões, conflitos e guerras. 

O arco de crise tem sido de tal ordem que África está também envolvida nessa sangrenta saga, da Líbia à Somália, passando pelo Mali, a Nigéria, os Camarões, o Chade… 

4 – A Cimeira do MNOAL comprova que o que une os povos, as nações e os estados do sul, é a ideologia muito mais que a geografia (lembrando uma preocupação publicamente manifestada por várias vezes pelo Presidente Agostinho Neto, fundador de Angola e um dirigente esclarecido que foi do próprio MNOAL), numa dialética que identifica quais são as causas produzidas no âmbito e a partir do império e agora da hegemonia unipolar, causas que envenenam a vida no planeta e os relacionamentos humanos dentro das sociedades e a nível internacional. 

A cultura da paz torna-se assim vital e é a maior das batalhas que os povos do sul estão a travar no caminho longo de sua própria vitalidade, correspondendo aos padrões mais amplos do desenvolvimento sustentável e universais dos direitos humanos!

Martinho Júnior.

PÁGINA GLOBAL BLOGSPOT – http://paginaglobal.blogspot.com/; https://www.facebook.com/groups/1515567782043991/

 

 

Categories: ANGOLA, ÁFRICA, CUBA, INDEPENDÊNCIA, Uncategorized | Tags: , , , | Deixe um comentário

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