IIIª GUERRA MUNDIAL.

Foto de Martinho Júnior.    Por Martinho Júnior

 (Com fotos dos combates em Alepo, a maior cidade síria).

… Muito provavelmente será durante décadas um estado de guerra permanente com intensidade variável, geograficamente “rolante” e atingindo o tecido urbano das cidades do Terceiro Mundo, como acontece já no Afeganistão, no Iraque, na Líbia, na Síria, no Iémen…

Este “ensaio” do Pentágono é revelador pelo seu próprio modelo de focagem prospetiva: será em grandes cidades onde se travarão as guerras de maior intensidade, num universo caótico, desestruturado e desestruturante, aproveitando as desigualdades e os desequilíbrios, introduzindo a ingerência por via da exploração manipulada sobre os contraditórios sócio-políticos “no terreno”!

Este é um modelo virado para as emergências, que sintomaticamente estão a ser levadas a cabo também por via capitalista e com muitos impactos de características neoliberais, concentrando as comunidades em grandes metrópoles urbanas, afins aos processos capitalistas globalizantes e aos “mercados” de opção, com um vazio cada vez maior no campo (nas vastas áreas rurais) e sem hipóteses de disseminação humana por vastos territórios.

A hegemonia unipolar está a trabalhar deliberadamente (e a estimular), por via da globalização neoliberal e em função dos métodos gerados na aplicação de sua doutrina, na concentração das comunidades em grandes metrópoles que em emergência são qualificados de “polos de desenvolvimento” e nós de comunicações, pelo que o Pentágono nesse âmbito pode facilmente prever o “aproveitamento” militar futuro do exercício unipolar num universo concentracionário como esse, conforme podemos observar em direto e já hoje em Alepo.

Por isso não é por acaso que unidades especiais vão amiúde fazendo “operações cirúrgicas” nos países-alvo, que são já “cobaias” do que o Pentágono está a prever para 2030!

Não é por acaso que o Pentágono possibilitou a publicidade deste vídeo: a sua divulgação significa manter um pau, constantemente erguido sobre a cabeça dos eventuais alvos!… Imagine-se quanto isso reflete uma previsão da conveniência do domínio dos 1% sobre o resto da humanidade, ou seja, a certeza da continuação da disseminação do caos e do terrorismo!

Assim o Pentágono vê o mundo em 2030
Publicado em 14 de outubro de 2016 por Redação

Filme secreto, usado em treinamento militar, é revelado. EUA preveem que, em 15 anos, metrópoles estarão devastadas e caóticas. E querem preparar-se para guerrar nestas condições extremas.

Que as guerras promovidas pelos EUA neste século devastam cidades, inviabilizam países e instalam situações de caos permanente, já se sabia. Porém o site The Intercept, de Glenn Greenwald, acaba de obter uma informação chocante. Este cenário de desumanização brutal é o que o Departamento de Defesa (“Pentágono”) — órgão que coordena as forças armadas norte-americanas — prevê, de forma “inevitável”, para as metrópoles do mundo todo, já em 2030.

A distopia está expressa num vídeo de cinco minutos publicado acima, e revelado ontem graças a um requerimento baseado na Lei de Liberdade de Informação dos EUA. Não se trata de fantasia especulativa, mas de material didático. A peça foi parte de um curso oferecido, no começo deste ano, pela a Universidade de Operações Especiais Conjuntas (JSOU, na sigla em inglês) do Pentágono. Intitula-se Megacities: Urban Future, the Emerging Complexity, ou “Megacidades: o Futuro Urbano, a Emergente Complexidade”.

Em The Intercept, o jornalista Nick Turse faz uma breve resenha. Segundo o vídeo, em menos de quinze anos as grandes cidades do mundo “serão um amálgama de cenários como os dos filmes Fuga de Nova York e Robocop — com toques de Warriors e Divergent”.

Sucedem-se cenas de ruas entulhadas de lixo, vândalos mascarados, e tropas de choque enfrentando manifestantes. “O crescimento ampliará o divisão crescente entre ricos e pobres”, diz o narrador. A descrição do futuro inclui cidades dominadas por “redes criminosas”, “infraestrutura precária”, “tensões religiosas e étnicas”, “favelas miseráveis”, “lixões abertos”, “esgotos transbordantes”.

A preocupação do Pentágono, expressa com clareza no filme é o despreparo das tropas norte-americanas para lidar com este tipo de cenário. Um porta-voz do Pentágono afirmou a The Intercept que o objetivo da produção foi “iluminar os desafios da operação nos ambientes das mega-cidades”.

O próprio vídeo afirma, aos participantes do curso, no tom de uma superpotência que parece acreditar apenas na força bruta como meio de manter seu poder: “Mesmo nossa doutrina de contra-insurgência, testada nas cidades do Iraque e montanhas do Afeganistão, é incapaz para enfrentar a futura realidade urbana (…) Enfrentamos um desafio que exige redefinir nossa doutrina de maneira radicalmente nova e diferente”

Foto de Martinho Júnior.
Foto de Martinho Júnior.
Foto de Martinho Júnior.
Foto de Martinho Júnior.

 

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