Fidel foi exemplo de humildade e patriotismo.

 

28 de Novembro, 2016, Luanda

O ministro da Defesa Nacional, João Lourenço, considera o comandante Fidel Castro, falecido sexta-feira, aos 90 anos, um exemplo de humildade, humanismo, patriotismo e de internacionalismo em defesa da causa do povo cubano, dos latino-americanos e africanos, com Angola como o exemplo mais emblemático.

Numa mensagem de condolências, João Lourenço afirmou que o momento é de profunda dor e consternação e, em nome do Ministério da Defesa Nacional, das Forças Armadas Angolanas e do seu próprio, curva-se perante a memória de Fidel Castro e apresenta às Forças Armadas Revolucionárias de Cuba e ao povo cubano sentidos pêsames.
A solidariedade que Cuba brindou à luta dos povos colonizados, em especial ao povo angolano, foi também destacada pelo Presidente da República e Comandante-em-Chefe das Forças Armadas Angolanas, tão logo tomou conhecimento da morte do líder revolucionário.
José Eduardo dos Santos enviou uma mensagem ao Presidente cubano na qual considera Fidel Castro uma figura ímpar de transcendente importância histórica que marcou a sua época pelo papel que desempenhou no seu país e nas grandes transformações da humanidade, em prol da liberdade, justiça social e desenvolvimento dos povos.
Após sublinhar a inesquecível contribuição de Cuba, sob a liderança de Fidel Castro, na defesa e manutenção da soberania e integridade territorial de Angola, na resistência à agressão do então regime racista sul-africano, o Presidente José Eduardo dos Santos manifestou profunda consternação e transmitiu as suas profundas condolências ao homólogo Raúl Castro Ruz, ao Governo, ao povo cubano e à família enlutada.
Pedro Mutindi, governador do Cuando Cubango, considerou a morte do antigo Presidente de Cuba, Fidel de Castro, uma grande tragédia que abala o povo angolano, o mundo socialista e o povo heróico cubano. O governador reconheceu que através das suas ideias determinantes, as tropas cubanas combateram junto das então Forças Populares de Libertação de Angola (FAPLA) até à proclamação da Independência, a 11 de Novembro de 1975, e a derrotar os exércitos invasores do então regime de apartheid sul-africano, facto que permitiu a independência da Namíbia. Pedro Mutindi sublinhou que o MPLA e o povo angolano consideram sempre todas as acções do comandante Fidel Castro, que estarão sempre vivas nesta sociedade.
O governador João Baptista Kussumua considerou o ex-Presidente de Cuba uma das pessoas mais influentes do século XX, pela sua capacidade de luta pela autodeterminação dos povos. Numa cerimónia de honras fúnebres ao Comandante- em-Chefe da revolução cubana, organizada pelos seus compatriotas residentes na província do Huambo, o governador realçou que o mundo perdeu um grande líder, que também se bateu pela causa dos angolanos.
“Não somos só companheiros, mas verdadeiros irmãos, porque qualquer pessoa que derrama o seu sangue pelo outro é um fiel amigo. Foi exactamente o que se passou em Angola, onde muitos filhos de Cuba lutaram para a conservação da nossa Independência”, destacou, sublinhando que Fidel foi um verdadeiro irmão dos angolanos, defendendo os seus mais nobres anseios, desde os primórdios da independência. Kussumua realçou também o papel de Cuba na formação de quadros angolanos em vários domínios, com destaque para os sectores da saúde e educação. Na cerimónia foram lidas mensagens dos Antigos Estudantes em Cuba (Caimaneros) e da reitoria da Universidade José Eduardo dos Santos (UJES), pelo seu reitor Cristóvão Simões, e da comunidade cubana em serviço na província.
João Ernesto dos Santos “Liberdade” também lamentou a morte de Fidel Castro, que considera uma das figuras carismáticas da história política do seu país, que desde muito cedo sacrificou a sua vida em defesa do bem-estar do povo cubano.
O governador do Moxico acrescenta que o líder cubano soube defender a luta dos povos colonizados e a sua transcendência internacional levou à defesa da integridade territorial de Angola, tornando-se uma referência incontornável em África e no mundo. Por esta razão, expressa a sua “profunda dor e consternação”.
A Associação Clube dos Combatentes e Amigos da Batalha do Cuito Cuanavale  manifestou-se consternada pela morte do antigo Presidente cubano. Na mensagem assinada  pelo  seu presidente executivo, Justino Morais Damião, a Associação ressalta as qualidades humanas e intelectuais do líder da revolução  cubana, onde se destaca a prontidão em prestar ajuda a outros países.
O jornal cubano Granma convoca a todos os leitores, dentro e fora de Cuba, para que compartilhem a  sua história pessoal sobre Fidel Castro, opiniões, anedotas, encontros, impressões e tudo o que os tenha unido a este homem de estatura universal.

 

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