Na década de 60, tempos de tímida familiarização de alguns sortudos angolanos (não necessariamente gente “assimilada” ou de uma estirpe rodeada de privilégios no arco da lógica colonial) com os bens fetiches resultantes da Revolução Industrial – o automóvel, a geleira, o rádio, o gramafone, etc. – muitos escutaram “Guantanamera”, a canção de Joseíto Férnandez armada a partir de versos de José Marti. Aquele foi, de modo indirecto e amiúde sem sabê-lo, o primeiro contacto de todos com Cuba e Fidel Castro!

Continuar a ler