Continua tributo a Fidel no cemitério Santa Ifigenia.

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SANTIAGO DE CUBA.— O povo de Santiago de Cuba e inúmeras pessoas que visitam a cidade continuam prestando tributo ao Comandante-em-chefe da Revolução Cubana Fidel Castro Ruz, no cemitério patrimonial Santa Ifigenia, onde foram depositadas suas cinzas, em uma singela cerimônia, na manhã de domingo, 4 de dezembro.

A partir da tarde do próprio dia 4 de dezembro viu-se uma longa fila de pessoas que vêm, muitas delas com flores nas mãos, passar diante do túmulo, em silêncio, devagar.

Às sete horas da manhã de 5 de dezembro, quando se reiniciou o plantão de honra, esperavam os estudantes do pré-universitário Rafael María de Mendive, onde Fidel fez seus estudos primários e muitos deles colocaram suas mãos abertas à altura da testa, quando passaram diante dele, da mesma forma que reverenciamos Che Guevara.

Outros tiram fotos e uma auréola sagrada paira no lugar.

Onel Alejandro Madruga Fernández, estudante da nona série da escola Hugo Chávez, em Havana, viajou com a avó e a tia pela dor tão forte que sentiu, «para estar este último momento junto a ele, porque é como um pai para todos os cubanos e sinto o compromisso de seguir seu exemplo», assegurou.

«É meu dever, devo estar aqui, porque então estaria incompleta, disse à ACN Marlis Tabares, trabalhadora da casa de cultura 28 de Enero depois de ter-lhe oferecido uma flor.

«O túmulo está à altura da sensibilidade e a simplicidade de Fidel como um grão de milho, onde cabe toda a glória do mundo, com uma pedra da Serra Maestra onde ele fez história, ao lado do conceito de Revolução que juramos seguir e junto a seus companheiros de luta», expressa Marlis, também diretora do projeto cultural Príncipe Enano.

Luis Cabrera, embaixador da Nicarágua em Cuba, coincidiu com que «é empolgante o lugar onde estão suas cinzas, ao qual se chega com muito respeito, porque todos somos Fidel e é dever de todo revolucionário, de todo homem e mulher progressista no mundo aproximar-se, pois Fidel é Revolução, é paz, é solidariedade, é o amigo que merece agradecimento de todo o povo da Nicarágua por seu apoio incondicional e seu espírito está a partir daqui, apoiando e guiando o continente por caminhos de paz», acrescentou

A homenagem se estenderá até as cinco da tarde de cada dia.

Cada 30 minutos revezam-se os homens que fazem o plantão de honra, no túmulo de Fidel e no de José Martí, que são soldados, sargentos e oficiais da Unidade da Guarda de Honra, com sede no campossanto, museu a céu aberto fundado em 1868, com a Elegia a José Martí no fundo, composta por Juan Almeida Bosque.

 

 

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