Pérolas recuperam título.

 

Irrepreensível e célebre é o que se pode dizer da exibição da Selecção Nacional sénior feminina de andebol, na vitória de ontem, no Pavilhão Arena do Kilamba, sobre a similar da Tunísia, por 36-17, no jogo da final da 22ª edição do Campeonato Africano das Nações (CAN), disputado de 28 de Novembro até ontem.

Com o parcial de 16-7 ao intervalo, as Pérolas de África apresentaram um andebol de outra galáxia e tudo fizeram para não defraudar as expectativas dos cerca de 12 mil espectadores, que se deslocaram ao pavilhão para ver brilhar a selecção mais titulada do continente na conquista do 12º troféu. Angola abriu o activo por intermédio da ponta esquerda Joelma Viegas “Cajó”.
Com contra-ataques letais liderados por Natália Bernardo, a Tunísia desapareceu no jogo e não tinha opções para travar o ímpeto ofensivo das anfitriãs.
Decorrido o primeiro quarto do primeiro tempo, o “sete” nacional vencia por 9-3, com o parcial de 6-0. Dez minutos foi o tempo que as magrebinas ficaram sem visar a baliza defendida por Teresa Almeida “Bá”. Natália Bernardo, Joelma Veigas, Isabel Guialo e Juliana Machado comandaram o ataque, ao passo que Liliana Venâncio, Albertina Kassoma e Magda Cazanga montaram o bloqueio defensivo.
Na segunda parte, Angola continuou com a mesma intensidade alta. No minuto sete, a ponta Juliana Machado colocou os espectadores em delírio, ao terminar com eficácia uma jogada que contou com assistência primorosa da meia-distância Isabel Guialo. Com 15 minutos jogados, o placar registava 9-28, ou seja, a Tunísia marcou dois golos contra 12 de Angola. A guarda-redes, Basm Sfar, apercebeu-se que nada podia fazer para ajudar a equipa, mesmo em situação de superioridade numérica. Sirine Farhani, Manel Kouki e Amal Hamrouni eram as jogadoras mais inconformadas.  Aos 22 minutos, Natália Bernardo, capitã das Pérolas, protagonizou o melhor golo da partida, numa situação de contra-ataque. Mohamed Sghir, treinador da Tunísia, conformado com o resultado, deixou a equipa jogar como podia, enquanto Filipe Cruz assistia tranquilamente ao descalabro das tunisinas. Angola cumpriu a meta de não consentir mais de 20 golos por partida no campeonato.
Ficha Técnica – ANGOLA-Teresa Almeida “Bá” (GR), Neide Barbosa (GR), Aznaide Carlos (2), Isabel Guialo (4), Magda Cazanga (2), Vilma Neganga (0), Lurdes Monteiro (1), Luísa Kiala (0), Janeth Santos (1), Juliana Machado (4), Joelma Viegas (4), Dalva Perez (2),  Natália Bernardo (7), Carolina Morais (2), Albertina Kassoma (5), Liliana Venâncio (2). Treinador: Filipe Cruz
TUNÍSIA – Samiara Arfaoui (GR), Maroua Dhaouadi (2), Fatma Bouri (1), Sanda  Chekir (2), Amal Hamrouni (3), Bouyheimina Amiche (0), Basm Sfar (GR), Fatma Sfar Ben (4), Rakia Rezgui (0), Nesrine Hamza (0), Ines Khouildi (2), Saida Rejeb (0), Ines Jaouadi (1), Sirine Farhani (0), Manel Kouki (1), Takoua Chabchoub (1).
Treinador: Mohamed Sghir.
Arbitragem: Yasmina Elsaied /Heldy Elsaied. Assistência: 12 mil espectadores sentados.

8 de Dezembro, 2016.

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