Animais de grande porte podem desaparecer.

Os animais de grande porte estão na lista de espécies em risco de extinção por serem as espécies que mais sofrem com as mudanças ambientais, alertou ontem a União Internacional para a Conservação da Natureza.

É o caso da girafa, que entrou em Dezembro passado na lista de animais em risco de extinção, elaborada pela União Internacional para a Conservação da Natureza.
A girafa faz agora parte de um grupo ocupado por outros gigantes da fauna, como os elefantes e os orangotangos. A alta procura de espaço e alimento faz com que as suas populações diminuam drasticamente com a perda do habitat, considerada hoje a principal ameaça à sobrevivência da vida selvagem.
“Os animais maiores são uns dos primeiros a começar a desaparecer. Os grandes carnívoros, como a onça, precisam de muitas presas.
A área que procuram para viver é muito grande. Com a perda do habitat, as populações ficam reduzidas”, explica Mariana Napolitano, coordenadora no Brasil do Programa de Ciências do WWF, uma organização não governamental internacional que actua nas áreas da conservação, investigação e recuperação ambiental.
Um estudo publicado na revista Bioscience, em Julho, mostra que a maioria dos grandes mamíferos terrestres, como a girafa e o elefante, sofre com declínios nas suas populações e habitats. O artigo aponta que 59 por cento dos maiores carnívoros, com mais de 15 quilos, estão ameaçados de extinção, assim como 60 por cento dos maiores herbívoros, com mais de 100 quilos.
O cenário é tão crítico para a biodiversidade animal que cientistas dizem que estamos a viver um novo evento de extinção em massa. Segundo pesquisa publicada em 2015 na revista Science Advances, o ritmo médio de desaparecimento de vertebrados está “até 100 vezes maior do que o padrão, mesmo considerando que a nossa estimativa tende a minimizar as evidências”. Os pesquisadores afirmaram utilizar uma estimativa conservadora e que a taxa – a maior observada desde a extinção dos dinossauros – pode ser ainda maior.
As actividades ligadas à expansão humana são de longe as maiores causadoras de stress na natureza. Segundo Max Fancourt, da União Internacional para a Conservação da Natureza, esses factores afectam cada grupo de animais de forma distinta.

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