Apoio à segurança fronteiriça.

Angola e Espanha preparam a assinatura de um novo acordo de cooperação em matérias de segurança e ordem interna, para conferir maior dinamismo às relações já existentes entre os Ministérios do Interior dos dois países, afirmou o secretário de Estado do Interior, Hermenegildo Félix.

O documento vem actualizar o anterior acordo de cooperação celebrado em Madrid, em Junho de 1997. Em 2014, os ministros do Interior de Angola e de Espanha, Ângelo de Barros Veiga Tavares e Jorge Fernández, assinaram em Madrid um plano de execução para cooperação em matéria de segurança interna.
O plano abrange as áreas de formação e assessoria técnica em matéria policial, migratória, penitenciária, protecção civil, protecção de fronteiras e combate à imigração ilegal. A Espanha está a transmitir às autoridades angolanas a sua experiência em treino e fornecimento de equipamento de vigilância fronteiriça. No domínio da protecção civil, os dois países trabalham em conjunto sobre as respostas às calamidades naturais, tecnológicas e capacidade de reacção face às emergências, resgate e salvamento. Angola e Espanha decidiram igualmente incrementar a assessoria técnica também para a construção de estabelecimentos penitenciários, políticas de reabilitação e assistência social.
Hermenegildo Félix reiterou a disponibilidade da direcção do seu pelouro continuar a cooperar com a congénere do Reino de Espanha, para quem os resultados têm-se revelado mutuamente vantajosos, quer no quadro bilateral, quer multilateral. “A vitalidade destas relações serão ainda mais consolidadas, uma vez que estamos em vésperas de assinar, com a parte espanhola, o novo Acordo de cooperação no domínio da segurança e ordem interna”, declarou, sublinhando que, nos últimos anos, a cooperação entre os dois países tem conhecido avanços significativos, com vantagens recíprocas, revigoradas pela implementação de projectos diversificados em distintos sectores da vida nacional.
Hermenegildo Félix recordou que o Reino de Espanha figura do leque de países que desde muito cedo apoiaram Angola na preservação da sua independência. No actual contexto, disse que a Espanha desempenha um papel preponderante no processo de reconstrução nacional, crescimento e desenvolvimento económico do país. Em declarações à imprensa na cerimonia de outorga da Ordem do Mérito Civil de Espanha, ao director de Intercâmbio e Cooperação do Ministério do Interior de Angola, José Dembi, a embaixadora Júlia Alicia Olmo y Romero realçou que os dois países mantêm uma larga e frutífera amizade, iniciada em 1977.
A diplomata lembrou que no início dos anos 80, com a presença em Angola de representas da Guarda Civil espanhola, um dos corpos de segurança mais prestigiados da Europa, para a formação da Polícia de Intervenção Rápida. Posteriormente, os dois países decidiram criar a comissão mista bilateral que permitiu maior aproximação entre os órgãos de defesa e segurança, com acções de formação e visitas periódicas de funcionários de ambos os países. “Cumprimos este ano 40 anos de relações plenas e contínuas.
Relações fraternais que esperamos celebrar em conjunto ao longo deste ano”, expressou. Segundo a diplomata, “nem mesmo nos momentos mais difíceis do conflito ou no começo dos anos noventa, quando alguns países decidiram congelar as suas relações fechando as suas embaixadas, a Espanha sempre esteve presente ao lado de Angola”. No ano passado, por ocasião da festa nacional do seu país, assinalada no dia 12 de Outubro, Júlia Olmo afirmou que, apesar do momento difícil que a economia mundial atravessa, o seu país mantém aberta a linha de crédito de dois mil milhões de dólares, que desde 2008 está a financiar projectos em vários sectores. A diplomata afirmou que as empresas espanholas continuam a trabalhar com empenho, nos mais diversos sectores, sempre com a vontade de contribuir para a diversificação económica, a criação de emprego e o desenvolvimento do país.
Um dos destaques da presença espanhola é a participação no Plano Nacional de Geologia (Planageo), lançado em Maio de 2014, através da firma Impulso, que integra um consórcio com o Instituto Geológico e Mineiro de Espanha e o Laboratório Nacional de Energia e Geologia de Portugal. Ambos são responsáveis por 37,5 por cento do projecto quevai permitir conhecer os recursos naturais de Angola, caracterizando as potencialidades minerais, ao nível do subsolo, para depois captar investidores estrangeiros, a médio e longo prazo. O estudo já permitiu o levantamento aéreo do potencial geológico de 48 por cento do território nacional. Os trabalhos deste projecto, que é considerado um dos maiores do género a nível mundial, consistem no mapeamento dos potenciais recursos mineiros, envolvendo levantamentos aéreos, recolha e análise de amostras.

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