Nove mil mortos por ano em todo o território nacional.

 

Dos cerca de três milhões de casos de malária diagnosticados anualmente no país cerca de nove mil resultam em óbito, afirmou na segunda-feira, no Luena, província do Moxico, o coordenador adjunto do Programa Nacional de Luta Contra a Malária.

Pedro Rafael Dimbo, que deu a informação ao intervir no Seminário de Reforço das Capacidades no Tratamento e Testagem de Casos Simples de Malária, dirigido aos supervisores municipais da doença e aos agentes de desenvolvimento comunitário e sanitário, também conhecidos por Adecos, dos municípios do Luena, Camanongue e Luau, referiu que com a excepção de “pouquíssimas” províncias em que passou para segundo e terceiro lugar, a malária é ainda a principal causa de mortes no país. O responsável considera, por isso, importante que os Adecos sejam capacitados no tratamento da malária simples e que as unidades sanitárias sejam bem estruturadas e primem pelo rigor. “Não concordo que o Adecos manuseie o tratamento da malária grave, não é  da competência dele, mas com a sua presença na comunidade pode  evitar que a doença passe para níveis extremos”, disse.Pedro Rafael Dimbo defende a necessidade de, internamente, ser evitada a construção de unidades sanitárias separadas umas das outras por mais de 50 ou 60 quilómetros. Recordou que, geralmente, os casos graves de malária ocorrem nas localidades mais recônditas das províncias. “É lá onde se deve construir postos de saúde, capacitar os técnicos e reforçar a eficácia dos métodos de prevenção”, afirmou o responsável do Ministério da Saúde.
“A Namíbia vai entrar na fase de eliminação da malária e Angola está na fase de controlo, só depois vai passar para a fase de pré-eliminação”, referiu Pedro Rafael Dimbo, salientando que o país vizinho reclama que a maioria dos casos de mortes por malária que lá ocorrem têm origem em Angola. Em função disso, deu a conhecer, está a ser desenvolvido um trabalho conjunto para controlar a malária na fronteira. A ideia é apetrechar os postos de saúde na fronteira e controlar o fluxo migratório. “A Namíbia não vai eliminar a malária se Angola não o fizer, principalmente na fronteira, onde ocorrem   bastantes casos”, disse, salientando a importância dos Adecos, que “têm responsabilidade acrescida no tratamento da malária”.
O Seminário de Reforço das Capacidades no Tratamento e Testagem de Casos Simples de Malária no Moxico decorre até ao dia 27 do corrente mês.

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Categories: ANGOLA, ÁFRICA, CIÊNCIA, EDUCAÇÃO, SAÚDE, Uncategorized | Etiquetas: | Deixe um comentário

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