Plano de resposta contra a cólera.

25 de Janeiro, 2017

A Comissão para a Política Social do Conselho de Ministros analisou ontem, em Luanda, a proposta de Plano de Resposta para o Controlo da Epidemia da Cólera, cujo foco está no município do Soyo, província do Zaire, mas que já se propagou para as províncias de Cabinda e Luanda.

A proposta pretende interromper a transmissão da epidemia no Zaire e em outras províncias do país.
De meados de Dezembro do ano passado ao início de Janeiro deste ano, foram registados 150 casos suspeitos, dos quais seis resultaram em óbitos. O município do Soyo, província do Zaire, lidera o grosso de casos. O ministro da Saúde, Luís Gomes Sambo, que teceu algumas considerações sobre a situação, após a primeira sessão da Comissão para Política Social, orientada pelo Vice-Presidente da República, Manuel Vicente, lembrou que a resposta dada até agora deve permitir controlar a epidemia e evitar que se propague a outras partes do país, embora já se tenha estendido às províncias de Cabinda e de Luanda.
“Infelizmente já se propagou para Luanda e Cabinda a partir do Zaire, mas temos de inverter esta tendência com medidas reforçadas. Precisamos de recursos financeiros. Por isso, trouxemos a questão para a Comissão para a Política Social. A proposta deve ser analisada no Conselho de Ministros”, disse.
Além das propostas do Ministério da Saúde, a Comissão analisou outras dos sectores da Energia e Águas e dos governos provinciais, que trabalham para inverter a tendência epidemiológica da cólera. O objectivo é traçar um Plano Nacional de Resposta que deve reforçar a vigilância epidemiológica com a aquisição de medicamentos, meios para a protecção individual dos funcionários da saúde e, sobretudo, mobilizar a população. Em relação ao zika, Luís Gomes Sambo lembrou que até agora foram detectados e confirmados dois casos, numa altura em que o sector está a procurar fazer estudos epidemiológicos e laboratoriais para conhecer a verdadeira magnitude da doença no país. “Pensamos que o vírus zika já circula no nosso país”, admitiu o ministro, defendendo que se conheça melhor a situação e se tome, de imediato, as medidas de prevenção.
As principais medidas incidem na prevenção com o tratamento da água de consumo, higiene alimentar e pessoal e saneamento básico. Contra o vírus zika, o desafio passa por uma permanente luta anti-vectorial, com a erradicação do mosquito que existe em todo o país e que já foi responsável pela transmissão da febre-amarela, chicungunya e dengue.
A Comissão para a Política Social foi informada sobre as acções de busca activa de casos suspeitos e assim assegurar o tratamento da cólera e do vírus zika. Luís Gomes Sambo informou que decorrem acções de abastecimento de água potável, recolha de lixo, informação, educação das comunidades, formação de pessoal, organização de serviços clínicos, aprovisionamento de meios médicos e medicamentosos e de bio-segurança nas unidades sanitárias. A curto e médio prazo, devem ser tomadas medidas para adjudicação da construção de um novo sistema de abastecimento de água potável da cidade do Soyo e a mobilização de recursos financeiros para a construção de pequenos sistemas de abastecimento de água nas ilhas adjacentes à cidade do Soyo.

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