Embaixador angolano defende reatar das relações entre Angola e a Guiné-Bissau.

Luanda, 06 fev (Lusa) – O embaixador de Angola na Guiné-Bissau defendeu o reatar da cooperação entre os dois países lusófonos, que atualmente apresentam “um vazio bastante notável”, apesar das tentativas e intenções dos Governos para a sua reativação.

Daniel Rosa, citado hoje pelo Jornal de Angola, falava numa receção a dignitários nacionais e estrangeiros em Bissau, tendo afirmado que os contactos para o reavivamento das relações de cooperação devem prosseguir para a materialização dos objetivos dos dois Estados.

“Angola e a Guiné-Bissau deverão continuar juntos e de mãos dadas a trabalhar para o progresso dos nossos respetivos países e povos”, disse o diplomata angolano.

Segundo Daniel Rosa, as autoridades de Bissau renunciaram a alguns acordos que estavam em execução, nomeadamente a Missão de Cooperação Técnico-Militar e de Segurança Angolana na Guiné-Bissau (MISSANG), que terminou com a retirada do contingente militar e de policial angolano daquele país.

O diplomata angolano, enaltecendo os laços históricos entre os dois países, considerou fundamental o apoio de Angola à Guiné-Bissau no seu processo de estabilização política.

“As relações políticas são fraternas e têm como base os laços históricos de amizade e de solidariedade alicerçados ao longo da luta comum de libertação, com vista ao alcance da independência nacional de ambos os países”, referiu.

Recentemente, o primeiro-ministro guineense, Umaro Embaló, anunciou a intenção de retomar a cooperação militar com Angola, que considerou um país irmão da Guiné-Bissau.

Umaro Embalo sublinhou que, apesar da excelência das relações entre os dois povos no passado, hoje tem constatado, com alguma mágoa, que alguns guineenses tentam reduzir a cooperação entre os dois países ao nível dos dois partidos históricos – Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) e Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).

Angola mandou retirar da Guiné-Bissau, em junho, de 2012, cerca de 300 militares presentes em Bissau no âmbito da MISSANG, ao abrigo da qual Luanda iria recuperar e construir casernas para os soldados.

A retirada da missão, exigida pelas então chefias das Forças Armadas em Bissau, deu-se dois meses depois de o chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau de então, António Indjai, ter liderado um golpe de Estado contra os poderes eleitos.

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