American School of Angola

Momento em que o embaixador de Angola nos Estados Unidos da América Agostinho Tavares cortava a fita a simbolizar a inauguração da instituição

Os estudantes angolanos vão contar com um sistema de ensino híbrido, que junta técnicas da aprendizagem tradicional à tecnologia da realidade virtual, numa iniciativa privada da American School of Angola, orçada em mais de cinco milhões de dólares.

Com a metodologia e ensino híbridos, um misto de ensino convencional com as novas tecnologias de comunicação, os estudantes vão beneficiar de um novo conceito académico digital e os professores irão apoiá-los através de discussões em pequenos grupos ou um por um. A grande divisa deste tipo de ensino é a realidade virtual, ferramenta essencial para que os alunos aprendam mais depressa numa perspectiva interactiva, de modo presencial e online.
A American School of Angola, com capacidade para  450 alunos, dá acesso ao primeiro ciclo e ao ensino secundário com um currículo cem por cento americano e traz a inovação de ter as inscrições abertas durante todo o ano, permitindo  que os estudantes frequentem as aulas numa base regular com uma programação que varia de acordo com as necessidades de aprendizagem, curso, ritmos e interesses de cada um. Apesar de a abertura oficial se ter dado ontem, já 30 alunos frequentam as aulas desde as primeiras semanas de Setembro.
A escola, que tem parcerias com 13 universidades dos Estados Unidos da América, estabelece uma grelha curricular composta por 150 disciplinas. O ensino médio é leccionado tal como nos 52 estados norte-americanos. O objectivo é que os estudantes, depois do médio na escola americana em Angola, ingressem numa das 13 universidades americanas. “Estou convicto de que esta iniciativa vai trazer  benefícios”, frisou o embaixador de Angola nos Estados Unidos, Agostinho Tavares, que acrescentou: “o desenvolvimento de um país mede-se também pelo nível intelectual dos seus habitantes.”
O embaixador, presente na cerimónia de inauguração da escola, destacou o seu surgimento, lembrando ser uma iniciativa que deve revolucionar o sistema de ensino com modernas tecnologias de informação e comunicação.
“Se por um lado reconheço as vantagens do ensino híbrido no processo de aprendizagem e a qualidade do currículo cem por cento americano, por outro lado, os alunos em formação devem também ser iniciados na realidade angolana, pois é para o desenvolvimento desta nação que estão a ser formados”, frisou.
Segundo Agostinho Tavares, este projecto será realmente promissor se souber munir os discentes de valiosos conhecimentos científicos “que lhes possam permitir encarar os desafios da globalização com mais serenidade e espírito de iniciativa pessoal, sem esquecer as suas raízes socioculturais.” O director executivo da American School of Angola, Marcos Agostinho, disse que as propinas variam entre os cinco milhões de kwanzas anuais para os nacionais e sete milhões de kwanzas anuais para estrangeiros ou para empresas que tenham convénio com a escola. Marcos Agostinho justificou que o valor da propina está em paridade com as demais instituições de ensino internacional existentes no país.

Metodologia

Diferente da metodologia de ensino tradicional centrada no professor, a metodologia de ensino híbrido está concentrada no aluno. “Juntamos a tecnologia ao ensino tradicional, resultando daí um sistema de ensino híbrido, em que o aluno acompanhado do seu computador tem acesso à matéria em tempo real”, explicou Marcos Agostinho, realçando que nesse tipo de ensino é o aluno quem toma a iniciativa das aulas. O professor o orienta apenas.
Com 23 professores americanos e alguns colaboradores angolanos, a escola está instalada num edifício de cinco andares, em Talatona. A instituição tem já aberta, também, uma escola na Avenida 4 de Fevereiro, com uma capacidade para 200 alunos.

Metodologia credenciada e com mais liberdade para os alunos

A American Schools of Angola é uma escola inovadora e tecnológica que implementa o que se designa por Universo de Aprendizagem Híbrido (UAH), um método de ensino credenciado pela instituição Calvert Education.
Os alunos frequentam a escola numa base regular, com uma programação que varia de acordo com as necessidades de aprendizagem. As aulas são ministradas por professores americanos certificados, coaches (educadores auxiliares) presentes em Angola e professores americanos especialistas e certificados em conteúdos específicos nos Estados Unidos via on-line.
O UAH é um modelo de educação formal que se caracteriza por misturar dois modos de ensino:, nomeadamente, o on-line, onde o aluno estuda sozinho, aproveitando o potencial de ferramentas on-line que podem inclusive guardar dados individuais dos alunos sobre características gerais do seu momento de estudo (acertos, erros, correcções automáticas, tempo total de estudo, conteúdo estudado, dentre outros); e o off-line, momento em que o aluno estuda em grupo, com o professor ou colegas, valorizando a interacção e o aprendizado colectivo e colaborativo.
Não se constitui como uma estrutura tradicional de sala de aula, mas sim uma abordagem centrada no aluno, que pode aprender ao seu próprio ritmo.
O UAH permite ainda uma aprendizagem mais independente e a aplicação do conteúdo capacita os alunos a responsabilizarem-se pela sua educação.
Entre as várias personalidades que utilizaram este meio de ensino destacam-se o ex-Presidente dos EUA, Barack Obama.

Categories: ANGOLA, ÁFRICA, EDUCAÇÃO, ESTADOS UNIDOS, Uncategorized | Etiquetas: , , , | Deixe um comentário

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