Luanda foi fundada há 442 anos.

Capital angolana está mais velha
Fotografia: Edições Novembro

| O Liceu Salvador Correia é chamado à conversa como ponto de partida, onde Dionísio Rocha, autor do registo musical “Minha Cidade”, recorda os seus tempos de aluno e a insistência do seu professor de Português, com quem aprendeu a versificação, que, de alguma forma, serviu para o seu ofício de letrista musical.

Por outro lado, foi crescendo com a Luanda, que ia evoluindo: já não terminava apenas na Mutamba e Igreja da Nazaré. Outro factor impulsionador foi o tapete asfáltico que os portugueses tinham estendido desde a ponta da ilha até ao Luau, o que foi motivo de um olhar diferente. O seu Bairro Operário e o Marçal não tinham escapado à febre do desenvolvimento e, volta e meia, também já possuíam algumas ruas asfaltadas.

Ademais, a sua querida Ilha de Luanda não era tão pequena como a actual. Tinha, pelo menos, dois a três quilómetros de largura e quem estava de um lado não via o pescador que estava do outro. Foi sendo engolida pela água aos poucos, devido a uma erosão que só foi travada já muito depois, sobrando esta que agora temos. Possuía uma ponte de madeira, aberta por debaixo, que viria a ser substituída por uma de betão. Entretanto, foi por causa das dunas, que prejudicavam a beleza e a navegação, que inviabilizaram a parte de baixo. Obviamente, os miúdos daquele tempo perdiam assim o lugar de mergulho, naquele espaço então chamado “Praia do Sol”, explorado até à Chicala, onde os piqueniques começavam num dia e terminavam no outro, geralmente aos finais de semana, ao som de músicas de dança, passadas pela Rádio Eclésia.
Em consequência, Dionísio foi interiorizando a cidade, que pulsa na sua veia artística, de tal modo que explica, nas seguintes palavras, o quadro que fez em música:
“É essa a cidade que eu vivi e descrevo, essa cidade da Ilha larga, da ponta da Igreja da Nazaré com praia lá pra frente; essa cidade que a gente olhava para cima e via todo o musseque vermelho, embora hoje já se veja o verde, e tinha o grande trunfo que era a beleza natural, que tinha a ilha, objecto de inspiração de vários artistas”.

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Categories: ANGOLA, ANIVERSARIO, ÁFRICA, CULTURAIS, EDUCAÇÃO, HISTORIA, SOCIEDADE, Uncategorized | Etiquetas: | Deixe um comentário

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