Saiba as diferenças entre uma cesariana e um parto normal (via vaginal) e porque Portugal criou a Comissão Nacional para a Redução da Taxa de Cesarianas.
Na cesariana a recuperação é mais lenta, e a mulher pode sentir mais dores no pós-parto (devido à cicatriz).

Tendo em conta que a cesariana é uma procedimento cirúrgico, há sempre anestesia envolvida e o trabalho de parto é mais curto.

No entanto, a amamentação pode ser mais difícil e existe um maior risco para o bebé de desenvolver doenças respiratórias.

No parto normal, a recuperação é mais rápida e existe um menor risco de complicações (quer para a mãe quer para o bebé).

As dores pós parto também são menores e a amamentação torna-se mais fácil, pois poucas horas após o nascimento a mãe pode começar logo a dar de mamar.

O trabalho de parto pode ser mais longo, e pode haver anestesia ou não (a sua aplicação depende de vários fatores).

COMISSÃO NACIONAL PARA A REDUÇÃO DA TAXA DE CESARIANAS

Em Portugal, e de acordo com as últimas estatísticas, 66% dos partos realizados no privado são efetuados por via cirúrgica, ou seja, por cesariana. No setor público, o número atinge os 28%.

A Comissão Nacional para a Redução da Taxa de Cesarianas, criada em 2013, surgiu com o obetivo de baixar o número de cesarianas realizadas em Portugal, já que o nosso país é “um dos países europeus com maior taxa de cesarianas”.

A CNRTC refere que a cesariana pode salvar mães e fetos, mas as que são realizadas desnecessariamente causam riscos de saúde desnecessários.

De acordo com o estudo desenvolvido pela CNRTC, os riscos de uma cesariana envolvem complicações anestésicas duas vezes superior, lesões urológicas (31 vezes superior), hemorragia (11 vezes superior) e a necessidade de uma transfusão sanguínea é 4 vezes superior.

Para o bebé também há riscos, com a probabilidade de morbilidade respiratória ser 7 vezes superior, e existe ainda a possibilidade de desenvolver diabetes tipo 1 na infância, assim como asma e atopia.

O Professor Diogo Ayres de Campos, presidente da Comissão Nacional para a Redução da Taxa de Cesarianas, explica que “nos países europeus, com baixas taxas de cesarianas, as taxas de mortalidade da mãe e do filho também são baixas”.