“Esta missão que acabo de cumprir é uma dívida com Fidel”

Escrito por  Alina M. Lotti

“Esta misión que acabo de cumplir es una deuda con Fidel”

O Brasil sem médicos cubanos terá um destino muito incerto, diz o Dr. Yarima Lastres Carrera, já na pátria.

Um chocalho em minhas mãos e um rosto visivelmente emocionado foi a primeira impressão que tive da doutora Yarima Lastres Carrera, uma das 205 voluntárias que chegaram ao país na madrugada de 23 de novembro, da capital da República Federativa. do Brasil.

Além do cansaço de um vôo que chegava com muito atraso, as horas de viagem, o sonho e os preparativos dos últimos dias para o retorno, o médico – produzido a partir do município da capital do Morro – eram tão exaltados que pouco fazia tudo isso por acessar entrevistas e divulgar sua experiência, no que constituiu sua primeira missão internacionalista.

Ouvi-a contando a história do chocalho e vi-a entristecida ao pensar naquele paciente que, sabendo a rapidez com que teve que sair, fez-o apressadamente como sinal de gratidão.

Yarima chegou ao Brasil no dia 3 de dezembro de 2016, como parte do posto avançado que substituiria os profissionais que já haviam trabalhado por três anos no programa Mais Médicos. Então ela começou a trabalhar em um posto de saúde na cidade de Río Negriño, estado de Santa Catarina, na cidade de Volta Grande, no sul do país.

“Comigo vêm muitas lembranças, anedotas, experiências, sentimentos. O Brasil era uma escola da vida de todos os pontos de vista. Acho que como profissional cresci muito porque lá vi doenças muito controladas em Cuba, como a sífilis congênita.

“Sinto-me muito orgulhoso de ter diminuído o número de pacientes com sífilis na área em que trabalhei, porque fizemos o que sabemos fazer; isto é, buscar contato, a oportunidade de cortar a transmissão “.

Ele disse que tratou muitas doenças transmissíveis, como a diarréia, que são muito comuns em crianças por causa das condições em que consomem água, como muitas pessoas tomam nos rios.

“É verdade que o governo estabelece as condições, entrega o cloro nos postos de saúde, mas ninguém diz às pessoas como e quando devem usá-las e por que é importante fazê-lo. Educamos essa população em saúde, o que sem dúvida faltou, acho que fizemos um trabalho que não tem pagamento.

Segundo seu depoimento, o Brasil sem médicos cubanos terá um destino muito incerto. “Essa decisão do presidente brasileiro afetará os pobres, que só poderiam contar com médicos cubanos”.

Lembro-lhe que estamos quase às vésperas da morte do Comandante em Chefe Fidel Castro. A dor é então mais visível e a emoção sufoca as palavras.

“Imagine que eu venho de uma família que trabalha, então eu consegui estudar Medicina graças a Fidel e aos programas sociais que ele implementou desde o começo da Revolução. Meus pais eram negros, pobres. É por isso que, até certo ponto, essa missão que acabo de cumprir é uma dívida para com ele, uma dívida de gratidão à Revolução.

“Eu treinei como médico com a ideia de ajudar outras pessoas, e foi o que eu fiz no Brasil. Hoje chego com a testa bem para cima, não me sinto mal, escravo abatido como dizem lá. Eu fui por livre e espontânea vontade e volto com alegria. De lá venho com muito amor e gratidão e deixei o melhor de mim, conhecimento, solidariedade, toda a minha vida … “.

Categories: #colaboracion medica cubana, #salud, AMERICA LATINA, Brasil, colaboração, CUBA - BRASIL, Uncategorized | Deixe um comentário

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