Médicos brasileiros não vêm ao chamado de Bolsonaro.

Médicos brasileiros não vêm ao chamado de Bolsonaro para sustituiros cubanos.

Menos de 10% dos médicos brasileiros que se inscreveram para cobrir as vagas de profissionais cubanos no programa mais médico foram apresentados ao seu trabalho, de acordo com figuras oficiais do Ministério da saúde do Brasil. O decreto de convocação abriu em 19 de novembro passado para substituir os mais de 8500 médicos da maior das Antilhas tinha conseguido fornecer o 97,8% (8 319) dos quadrados, de acordo com dados do site oficial. O Presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro, usou essa informação para garantir que os médicos cubanos fossem substituídos e o programa continuasse.

Mas os últimos números indicam que apenas 738 médicos brasileiros foram introduzidos em suas instalações de trabalho, o que equivale a 8,9% de atendimento. Na localidade de Cosmópolis, no interior de São Paulo, de sete aprovados pela nova chamada, apenas três estão trabalhando.

De acordo com o Conselho Municipal, três desistem antes de tomar posse e um nem sequer apareceu. Os novos recrutas têm até 14 de dezembro para comparecer em seus municípios de destino, mas as autoridades sanitárias brasileiras têm demonstrado ceticismo sobre a possibilidade de alcançar a cobertura total das vagas. O Presidente do Conselho Nacional das secretarias municipais de saúde (CONASEMS) do Brasil, Mauro Junqueira, advertiu recentemente que pelo menos 611 cidades poderiam ficar sem médicos com a saída dos cubanos de mais médicos, programa criado em 2013 pela Governo do partido dos trabalhadores para trazer o cuidado de saúde aos municípios os mais pobres e os mais remotos do gigante sul-americano.

Junqueira disse que seria difícil para o país substituir todos os profissionais cubanos por brasileiros nessas cidades. Os médicos cubanos foram os únicos que concordaram em ir para as cidades mais remotas, isoladas ou pobres do país, porque os brasileiros preferem procurar trabalho nas grandes cidades, explicou. Os cubanos representaram mais da metade dos profissionais contratados em mais médicos, mas as ameaças e provocações de Bolsonaro levaram as autoridades de Cuba a concluírem sua participação e a chamar de volta os profissionais.

De acordo com uma contagem de conasem, cerca de 28 milhões brasileiros serão deixados sem cobertura saúde após a saída dos médicos cubanos.

Cuba fez uma “dolorosa, mas necessária” decisão de concluir sua participação no programa mais médico do Brasil, diz o Ministro da saúde pública, José Angel portal Miranda, em uma entrevista com Cubadebate. Nosso país não procurou a situação atual, mas atua “em defesa da dignidade profissional e humana de nossos colaboradores e de sua segurança”.

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Categories: #Bolsonaro, #colaboracion medica cubana, #salud, BOLSONARO, Brasil, colaboração, Cooperacion, CUBA, CUBA - BRASIL, SAÚDE, solidariedade, Uncategorized | Etiquetas: | Deixe um comentário

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