Declaração final da reunião da OPEP sai sexta-feira.

 

 

Os ministros necessitam aprimorar consensos quanto à uma posição comum dos membros sobre a questão redução da produção.

Nesta sexta-feira, antes da 5ª reunião entre os OPEP e não OPEP, os ministros da OPEP voltam a sentar-se à mesa para produzirem uma declaração consensual.

No encontro, em que o Sudão e África do Sul participam como observadores, o presidente da OPEP o ministro da Energia do Emirados Arabes Unidos, Suhail al-Mazroui, avançou como desafios para 2019 o possível abrandamento da procura e eventual aumento da produção por parte dos não OPEP.

Na reunião de Viena, está em discussão a estratégia da organização para 2019 e o volume de produção face à queda, nas últimas semanas, do preço do crude nos mercados internacionais que, depois de atingir os 85 dólares/barril, tem vindo a descer.

Hoje, o barril de petróleo Brent, para entrega em Fevereiro, abriu no mercado de futuros de Londres cotado a 60,89 dólares, uma variação negativa de 1,29% em relação ao fecho de quarta-feira, quando o preço do petróleo que serve de referência para Angola fechou a 61,56 dólares.

À margem da reunião, o ministro angolano dos Recursos Minerais e Petróleos, Diamantino Azevedo, disse que a expectativa é encontrar soluções que correspondam aos anseios dos membros da OPEP e também dos países não membros.

“Queremos encontrar soluções  para que o preço continua a ser justo para os produtores e que satisfaça os interesses dos utilizadores dos nossos produtos. Esses é que são as nossas expectativas”, referiu Diamantino Azevedo.

Em relação a saída de Qatar e a pressão do Presidente Donald Trump contra o corte, o ministro salientou não ser nada de novo e a organização está preparada e tem experiência para lidar com essas situações, pois o preço do petróleo tem uma característica exógena,  é volátil, e também  se caracteriza por questões geopolíticas.

A reunião de hoje acontece numa altura em que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) tem o apoio da aliada Rússia para que os cortes na produção a aconteçam no primeiro semestre do próximo ano.

O apoio do gigante liderado pelo Presidente Vladimir Putin foi anunciado pelo ministro da Energia do Omã, Mohammed Al Rumhy, à saída de uma reunião esta quarta-feira, 5 de Dezembro, em Viena.

Na reunião não chegou a ser discutida a dimensão dos cortes, mas o mesmo ministro considerou que ainda havia tempo para tal e adiantou que poderá ser reduzida a produção em cerca de um milhão de barris/dia.

Os exportadores da matéria-prima trazem o assunto dos cortes na produção para cima da mesa numa altura em que o barril de petróleo negociado em Londres já desvalorizou mais de 20 dólares desde Outubro, quando chegou a superar a fasquia dos 85 dólares.

O alívio nos ganhos fez-se sentir depois de Trump ter defendido uma decisão no sentido oposto através do Twitter. “Esperamos que a OPEP mantenha a oferta de petróleo no nível em que está, sem restrições. O mundo não quer ver, nem precisa, de preços do petróleo mais altos”, escreveu Donald Trump na rede social.

A OPEP é responsável por mais de 40 por cento da produção mundial de petróleo, com uma média diária de 32,7 milhões de barris/dia.

 

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