EUA alteram procedimentos migratórios na fronteira.

Apesar dos avisos norte-americanos, os migrantes procuram chegar a todo o
As autoridades norte-americanas anunciaram que vão realizar novos exames médicos a crianças que estão sob custódia, na sequência da morte de um migrante de oito anos, oriundo da Guatemala. É o segundo caso de um menor que morre sob custódia dos EUA, depois de atravessar a fronteira ilegalmente. O Governo da Guatemala já exigiu uma investigação “clara” sobre as mortes.

“Esta é uma perda trágica”. As palavras são do responsável do CBP (Customs and Border Protection), Kevin K. McAleenan. Em nome da autoridade que vigia as fronteiras, McAleenan endereçou à família condolências pela morte de Felipe Alonzo-Gomez, um menino de 8 anos que morreu sob custódia do Governo norte-americano na noite de Natal.

Na sequência da segunda morte de um menor no espaço de um mês, o CBP anunciou,  em comunicado, que está a focar os exames nas crianças com idades até aos dez anos. A entidade argumenta que está a rever as metodologias no que toca à custódia de criança com menos de dez anos, tanto à chegada aos centros, como após 24 horas sob custódia.
Além disso, a Patrulha de Fronteira diz estar a trabalhar com o Departamento de Imigração e Alfândega para o transporte para Centros Residenciais de Família e alta supervisionada. A agência está a avaliar as opções de custódia para aliviar os problemas de sobrelotação em El Paso, como por exemplo, trabalhar com Organizações Não-Governamentais ou parceiros locais para moradias temporárias.

O CBP garante ainda estar a considerar opções de assistência médicas com outros parceiros como a Guarda Costeira, Departamento de Defesa, serviços de saúde ou Centros de Controlo de Doença e Prevenção.
Felipe Alonzo-Gomez mostrou “sinais potenciais de doença” na segunda-feira e foi levado, juntamente com o pai, a um hospital em Alamogordo, no Estado do Novo México, onde lhe foi diagnosticada uma gripe. Apresentou depois febre e ficou na unidade médica mais 90 minutos, sendo-lhe dada alta na segunda-feira à tarde com prescrição de ibuprofeno e antibiótico.

À noite, voltou ao hospital com náuseas e vómitos e morreu quatro horas depois, segundo a CBP, pouco depois da meia noite do dia de Natal.

A agência garante que não está ainda determinada a causa de morte e que haverá uma investigação. O Departamento de Segurança Inter-na e o Governo da Guatemala foram notificados.

O menino chegou a El Paso com o pai a 18 de Dezembro e foi transferido para a estação do CBP em Almogordo no domingo.
Este é o segundo caso de morte de um menor sob custódia dos Estados Unidos, depois de terem entrado ilegalmente no país.
A 8 de Dezembro, uma menina de sete, também de nacionalidade guatemalteca, morreu dois dias depois de, juntamente com a família, ter atravessado ilegalmente a fronteira do México para os Estados Unidos.

O jornal “Washington Post”, que revelou a morte, citou oficiais da fronteira que terão afirmado que a menina morreu de desidratação e choque, depois de “não comer nem beber durante vários dias”.
Jakelin Caal Maquin, fugiu da Gautemala com o pai e sobreviveu à viagem de 400 quilómetros até ao Novo México. Morreu menos de 48 horas depois de o CBP a ter detido, juntamente com o pai. O corpo da criança foi devolvido à remota aldeia da família na segunda-feira.

Centenas de migrantes têm viajado pela América Central até à fronteira norte-americana, fugindo a perseguições, pobreza e violência na Guatemala, Honduras e El Salvador. Têm como objectivo chegar aos EUA apesar dos avisos americanos de que quem entrar ilegalmente no país irá enfrentar detenção, acusação e deportação.

O Presidente Donald Trump prometeu afastar da fronteira qualquer migrante, permanecendo no lado mexicano até que os tribunais decidam sobre os seus casos, o que significa uma longa espera em asilos temporários.

As informações do próprio CBP relatam “um dramático aumento de crianças não acompanhadas e unidades familiares que chegam à fronteira ilegalmente e sem autorização”. As detenções familiares na fronteira sudoeste dos EUA têm registado um aumento sustentado no ano passado, com mais de 25 mil unidades familiares (guardiões a viajar ilegalmente com crianças) de acordo com os dados do CBP, registados em Novembro.

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Categories: CRIANÇAS, ESTADOS UNIDOS, Guatemala, IMIGRANTE, Trump, Uncategorized | Etiquetas: | Deixe um comentário

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