Por que todos estão interessados na Venezuela?

Por: Pedro Santander Molina

O país sul-americano está no foco da atenção mundial. Foto: Arquivo

É inegável, todos comentam, ninguém o ignora: a Venezuela é o país mais importante do mundo. Tal é o seu peso que hoje é um “assunto de Estado” na Grã-Bretanha, Alemanha, Espanha, Paraguai, Papua Nova Guiné e Ossétia do Sul.

É tão grande a relevância da Venezuela junto à OEA – muito preocupada fez sessões de emergência para tratar a “questão Venezuela” e por causa dele o chefe da agência, um certo Amargo, perdão, Almagro, foi expulso de sua jogo

Pior ainda, a Venezuela conseguiu o que poucos: fraturar a União Europeia, um bloco que adora o consenso e fala a uma só voz. Por sua intromissão tropical esta “União” não era deles e, pior, formaram os lados desconhecidos até agora na Europa: Alemanha, França, Grã-Bretanha e Espanha, por um lado, a Áustria, a Itália ea Grécia, por outro .

A intrusão da Venezuela vai além e parece ser planetária: até o Conselho de Segurança das Nações Unidas convocou uma sessão de emergência e também aqui a influência da Venezuela quebrou aquele “unido”. A própria ONU, em sua comunicação oficial, falou de “Divisão no Conselho de Segurança”.

Esse poder da Venezuela é o que possivelmente explica que em março de 2015 um temido Barack Obama, presidente do país mais poderoso da história da humanidade e em que a cada 28 horas a polícia mata um afro-descendente, reconheceu “emergência nacional” para Segurança dos EUA e assinará um decreto executivo que – colocando as coisas em seu lugar – declara a Venezuela como uma “ameaça extraordinária e incomum” para os EUA.

Diante de uma ameaça de tal calibre (Caribe por outros) entende-se que homens esclarecidos inventaram um ultimato sem precedentes na história do direito internacional, dando ao país 8 dias para fazer eleições, já que nenhum dos 25 anteriores lhes deu paz de espírito, e A Europa e os Estados Unidos precisam de paz para saquear.

A Venezuela é tão poderosa que perturba não apenas os espaços geográficos, mas também altera os vetores do tempo. Por causa da Venezuela, parece que o mundo virou-se, de repente, para a primeira metade do século 20, e por causa disso percebemos que é lá, no último século, onde a Europa e os Estados Unidos querem nos manter, século luminoso onde saques foi feito em paz, com placidez e serenidade.

Essa insolência da Venezuela nos coloca diante da irritante questão de saber se há um século XXI para a América Latina ou se o século XX será eterno para nosso continente. O descaramento caribenho para remover a brandura dos países acostumados a enviar e saquear fez com que o século 21 para a América Latina fosse definido na Venezuela. Essa insolência de desprezar o costume americano de remover e colocar governos e de começar o século 21 a querer ser soberano significa que hoje no Caribe estamos determinando parte do futuro da Humanidade.

É por isso que estamos vivendo um momento histórico nestes dias, porque a Venezuela hoje é a principal trincheira contra a continuidade colonial e imperial em nosso continente, e o mais sério obstáculo para a reconfiguração da extrema direita no mundo.

É por isso que as elites do mundo, comandadas por democratas esclarecidos como Trump e Bolsonaro, lideram hoje uma guerra mundial de baixa intensidade contra a Venezuela. Porque a história mostra que há momentos em que, graças à luta do povo, a agitação em um país na periferia do capitalismo pode causar um furacão.

La CIA en Venezuela: Siete reglas para el cambio de régimen

El petróleo es un factor enorme, y Trump no quiere pelear guerras terrestres en Medio Oriente, pero sí necesita verse y sentirse fuerte. Un ataque al legado socialista de Chávez y al gobierno de su sucesor, Nicolás Maduro, ofrece una manera de proyectar su yo más viril sin las intolerables exigencias de ser un presidente en tiempos de guerra.

(Tomado de Dominio Cuba)

Publicado por tudoparaminhacuba

Adiamos nossas vozes hoje e sempre por Cuba. Faz da tua vida sino que toque o sulco, que floresça e frutifique a árvore luminoso da ideia. Levanta a tua voz sobre a voz sem nome dos outros, e faz com que se veja junto ao poeta o homem. Encha todo o teu espírito de lume, procura o empenamento da cume, e se o apoio rugoso do teu bastão, embate algum obstáculo ao teu desejo, ¡ ABANA A ASA DO ATREVIMENTO, PERANTE O ATREVIMENTO DO OBSTÁCULO ! (Palavras Fundamentais, Nicolás Guillen)

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