Trump usa a Venezuela para catapultar sua reeleição em 2020

O chefe da diplomacia venezuelana disse que seu país está disposto a trabalhar com as Nações Unidas para receber assistência técnica humanitária, mas não à força.

O chanceler Jorge Arreaza denunciou perante o Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) em Genebra que as pressões de Washington carregam a marca de uma intervenção militar no país sul-americano.

Arreaza pediu ao organismo internacional para condenar os atos intervencionistas e instou os opositores venezuelanos a participarem de um diálogo nacional.

“O presidente Nicolás Maduro tem sido reiterativo em pedir o diálogo entre as partes, mas eles (a oposição) não querem porque têm instruções para não fazer isso de governos estrangeiros”, disse o ministro das Relações Exteriores.

O chefe da diplomacia venezuelana iniciou ações para criar um clima de détente que favorece uma série de conversações, que ele estendeu ao presidente dos EUA, Donald Trump.

Ele também convidou a Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, para visitar a Venezuela para avaliar por si mesma a realidade do país, após o bloqueio imposto por Washington.

Arreaza reiterou que os EUA esconde suas manobras intervencionistas por meio do pretexto de uma “ajuda humanitária”, que é uma ação que deve ser condenada pela instância multinacional.

“Estamos dispostos a trabalhar com as Nações Unidas para receber assistência técnica humanitária, mas não à força”.

O diplomata venezuelano informou que um caso muito semelhante ocorreu em 1965, quando os fuzileiros navais dos EUA invadiram a República Dominicana, alegando a entrega de “ajuda humanitária”. O resultado foi a derrubada do governo do presidente Juan Bosch.

Agora, Donald Trump procura, de um lado, parabenizar os setores republicanos duros e, de outro, obter o apoio que requer dos eleitores da Flórida.

De fato, o governador Ron DeSantis, o representante Mario Díaz-Balart, assim como os senadores Marco Rubio e Rick Scott, lideraram atos públicos tendendo a favorecer Juan Guaidó; situação que muitos países rejeitam.

Nessa luta política interna dos EUA, os democratas da Flórida temem que Trump seja fortalecido, entre eles políticos como o senador Bernie Sanders, que denunciou o espectro de um “golpe de Estado” na Venezuela liderado pelos Estados Unidos.

O magnata imobiliário conseguiu até mesmo dividir o Partido Democrata, já que alguns de seus membros expressam apoio fervoroso, como um senador nascido na Colômbia, que defendeu a declaração de Maduro como líder ilegítimo e o reconhecimento de Guaidó.

A Flórida é um bastião político muito importante para Trump, uma vez que busca radicalizar os exilados venezuelanos e a grande comunidade cubano-americana que vive em Miami para consolidar sua reeleição em 2020.

(TeleSUR)

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