Primeira-Dama destaca liderança das mulheres no desenvolvimento

A Primeira-Dama de Angola destacou ontem,na sede das nações Unidas, em Nova Iorque, a longa tradição de liderança das mulheres na história africana e lembrou o papel de rainhas, guerreiras ou líderes tribais ou espirituais, que granjearam respeito e poder, combateram invasores, expandiram territórios e transmitiram coragem aos seus povos.

Primeira-Dama da República discursou em Nova Iorque

Ao intervir na Segunda Reunião Informal de Discussão de Alto Nível do Gru-po Líderes sobre a Igualdade de Género, Ana Dias Lourenço citou a Rainha Ginga Mbandi, que, durante a luta anti-colonial e a construção da nação, construiu alianças contra portugueses e potências estrangeiras para libertar Angola da influência europeia.

“Hoje, os combates das mulheres são outros e muito diferenciados”, afirmou Ana Dias Lourenço, sublinhando que o desenvolvimento do empreendedorismo feminino “pode desempenhar um importante papel no desenvolvimento económico, difusão da inovação, criação de emprego ou na transformação e sustentabilidade” da economia informal, local ou rural.

Para a Primeira-Dama, Angola está apostada no cumprimento do item nº4 dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável, relacionado à capacidade do Estado garantir, até 2030, que “todas as meninas e meninos completem o en-sino primário e secundário e tenham iguais oportunidades de acesso à educação técnica, profissional, superior e universitária de qualidade, a preços acessíveis e a uma aprendizagem ao longo da vida”.

“O Executivo angolano tem como prioridades melhorar a qualidade do sistema de educação, para reforçar a capacidade das mulheres jovens de participar na sociedade. A perspectiva abrange a inclusão escolar, a igualdade de gé-nero no acesso ao ensino e o combate às assimetrias regionais com o desenvolvimento económico e so-cial”, disse a Primeira-Da-ma. Destacou ainda os pro-gramas para erradicar o analfabetismo, como factor principal de desenvolvimento humano e considerado um meio de com-bate à pobreza.

“Enquanto Primeira-Dama, criei, em Março de 2018, uma plataforma denominada ‘Transforme Vidas, Seja Mulher’, um espaço direccionado às jovens mulheres de vários estratos da nossa sociedade, com o intuito de motivá-las a assumir o seu papel de agentes de mudança e influência nas suas comunidades”, explicou. Sustentou que o canal é utilizado para reflexão sobre questões actuais consideradas essenciais e que preocupam o quotidiano da jovem mu-lher angolana, como a saúde da mulher e saúde mental, economia doméstica, finanças pessoais, empreendedorismo e activismo social e político.
A Primeira-Dama ga-rantiu que, com o envolvimento e participação acti-

va e directa da sociedade civil, tem-se registado, em Angola, “uma dinâmica muito interessante no domínio do empreendedorismo feminino, que traduz o po-tencial recurso de um in-vestimento estratégico na jovem mulher, verificando-se inúmeras iniciativas e plataformas de mobiliza-ção e capacitação de jovens empresárias”.

Entre as iniciativas, citou o Women’s Entrepreneur Day ‘WED Angola’, que reúne mulheres em debate sobre o seu papel social e económico no mundo dos negócios, e mobiliza decisores dos sectores público e privado, além de potenciar o intercâmbio.

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