Governo Bolsonaro cortou verbas de combate a queimadas.

Dados do próprio governo federal confirmam que houve cortes nos recursos destinados a evitar e combater queimadas na região amazônica, “colocando o Brasil na mira de críticas internacionais por conta da preservação ambiental”, aponta reportagem do jornal O Globo deste sábado (24).

 Ministério do Meio Ambiente (MMA) teve cortes de 29,6% do orçamento deste ano voltado à prevenção e controle de incêndios florestais em áreas federais

A matéria ratifica que o Ministério do Meio Ambiente (MMA) teve cortes em projetos voltados à prevenção e controle de incêndios florestais em áreas federais de 29,6% do orçamento deste ano. “Dos R$ 45,5 milhões previstos para essa ação, R$ 13,5 milhões estão congelados, sem possibilidade de uso. A outra iniciativa da pasta na área, o programa de fiscalização ambiental, prevenção e combate a incêndios florestais, tem 19,5% dos recursos bloqueados. O governo congelou R$ 5,4 milhões dos R$ 28 milhões previstos no orçamento”, atesta a reportagem.

Segundo O Globo, os dados foram obtidos pelo próprio Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi). “O programa que perdeu quase 30% do seu orçamento custeia ações em áreas florestais federais prioritárias, como municípios vulneráveis a queimadas. A verba é usada para contratar brigadistas, alugar aeronaves, veículos e equipamentos, além de pagar diárias aos combatentes, entre outras ações”, afirma.
Sem levar em conta os dados do Siafi, as redes sociais do Ministério do Meio Ambiente apontam, sem apresentar números, que os recursos para controle de incêndios “permanecem em níveis similares aos de anos passados”. Informam ainda que há 2.409 brigadistas do governo federal atuando e à disposição dos governos estaduais”. Além disso, afirma que “as queimadas na Amazônia não estão fora de controle”.

A coluna Painel da Folha de S. Paulo deste sábado (24) informa que os  “governadores diretamente envolvidos na gestão da crise deflagrada pelos incêndios na Amazônia avaliam que Jair Bolsonaro subestimou o problema e ampliou o desgaste do Brasil com sua retórica”.

Para eles, diz o jornal, “o presidente tratou uma questão de dimensão global da mesma forma que opera polêmicas miúdas, “falando com a bolha, apostando no acirramento”.

Em nota divulgada à imprensa, a coordenação do Observatório do Clima pontuou que as ações do governo federal contribuíram para o aumento do desmatamento na região e que “o fogo reflete a irresponsabilidade do presidente com o bioma que é patrimônio de todos os brasileiros, com a saúde da população amazônica e com o clima do planeta, cujas alterações alimentam a destruição da floresta e são por ela alimentadas, num círculo vicioso”.

Numa tentativa de diminuir a instabilidade política e evitar uma pressão internacional ainda maior, o presidente da república usou, pela primeira vez, as emissoras de rádio e televisão, para, em cadeia nacional falar que o governo federal utilizará às Forças Armadas numa tentativa de combater os focos de queimadas na região, entretanto, Bolsonaro não citou nenhum dado que retrate ações do governo naquela área.

 

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