Brasil viola tradição diplomática e vota a favor de bloquear Cuba

Escrito por  Prensa Latina

Brasil viola tradición diplomática y vota a favor de bloqueo a Cuba

O governo de extrema direita de Jair Bolsonaro quebrou uma tradição diplomática brasileira que remonta a 1992, alinhada com a política externa dos EUA. e votar nas Nações Unidas a favor do bloqueio contra Cuba.

Durante a votação na Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas, Cuba recebeu apoio esmagador da comunidade internacional, quando 187 Estados membros se manifestaram contra o cerco econômico, comercial e financeiro.

Apenas dois países se abstiveram: Colômbia e Ucrânia; enquanto os Estados Unidos, Israel e Brasil votaram contra a suspensão do bloqueio e foram isolados da reivindicação da maioria da comunidade internacional.

A mídia jornalística diz que o embaixador Mauro Vieira, chefe da missão permanente de Brasília na ONU, tentou convencer o executivo a pelo menos se abster, mas a mudança de posição a favor do cerco faz parte da submissão de Bolsonaro a Washington.

Comentaristas políticos dizem que o ex-militar responde ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que deu uma guinada nas abordagens com a ilha do Caribe feitas durante o governo de Barack Obama.

Trump retomou a política hostil contra Cuba, com o ressurgimento de medidas punitivas contra empresas, bancos e outras instâncias relacionadas a Havana, restrições de viagens e cortes na quantidade de remessas, entre outros.

Analistas alertam que essa mudança a favor do cerco contra Cuba se deve mais à tentativa do presidente brasileiro de fortalecer o alinhamento ideológico com Trump.

Sem ainda assumir o poder, o deputado ainda tentou desqualificar em novembro de 2018 os cuidados médicos que Cuba presta ao mundo.

Desde sua campanha eleitoral, Bolsonaro desencadeou um ataque frontal ao programa Mais Médicos, pelo qual médicos da ilha do Caribe prestam serviços a populações carentes no Brasil, com resultados positivos nas taxas de saúde.

Os ataques de Bolsonaro aos médicos cubanos fizeram com que Cuba cancelasse sua participação nesse programa.

Os profissionais de saúde cubanos atenderam a 60 milhões de brasileiros, em locais de pobreza onde os médicos brasileiros se recusam a ir.

Quando Havana decidiu não participar do programa, o governo Bolsonaro não cobriu as lacunas na saúde. A súbita mudança na política externa de Bolsonaro anulou uma série de avanços registrados durante os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

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