“As minhas empresas foram condenadas à morte”

Jornal Angola

A empresária Isabel dos Santos disse, em entrevista ao “Jornal de Negócios”, que o arresto dos seus bens visa “mascarar” o que considera ser o “fracasso da política do Presidente João Lourenço”.

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“Foi com grande consternação que descobri que um julgamento secreto foi realizado em total sigilo, sem que os nossos advogados ou directores das minhas empresas fossem informados do procedimento”, afirmou.
Em declarações por escrito ao diário português de economia, Isabel do Santos disse que, depois de ler o julgamento, apercebeu-se de que “contém várias inverdades”. “Se tivesse sido oferecida a oportunidade de um processo legal justo e aberto, teria sido fácil de desmontar tais inverdades”, frisou.
Isabel dos Santos refere que irá usar todos os instrumentos legais (do Direito angolano e internacional) ao seu alcance devido à responsabilidade que tem para com as dezenas de milhares de empregos e famílias que deles dependem.
“O congelamento de contas impede-me de gerir e de recapitalizar as minhas empresas. Como tal, as empresas foram condenadas à morte. Acredito que é importante reiterar que criei mais de uma dúzia de empresas em Angola que hoje empregam mais de 10 mil pessoas”, sublinhou a empresária.
O Tribunal Provincial de Luanda decretou o arresto preventivo das contas bancárias pessoais de Isabel dos Santos e do marido, Sindika Dokolo, e de Mário Filipe Moreira Leite da Silva nos bancos BFA, BIC, BAI e Banco Económico, anunciou, no dia 30 do mês passado, a Procuradoria-Geral da República (PGR). O documento refere ainda o arresto de participações sociais que Isabel dos Santos, Sindika Dokolo e Mário Filipe Moreira Leite da Silva detêm, enquanto beneficiarios efectivos, nas empresas Banco BIC, Unitel, BFA, ZAP Media, Finstar, Cimangola, Condis, Continente Angola, Sodiba – Sociedade de Distribuição de Bebidas de Angola, Lda e Sodiba Participações.
A empresária Isabel dos Santos afirmou, em comunicado, que nunca foi notificada ou ouvida no âmbito do processo que levou ao arresto das suas contas em Angola e alega que as medidas são “politicamente motivadas”.

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