Discurso genocida de Bolsonaro

Bolsonaro é responsável pelos infortúnios que o Brasil está enfrentando hoje. Desde sua aventura de chegar ao governo através de mentiras e manipulações da internet, através da formação de um governo incompetente e ridículo até o início da tragédia da pandemia. Obviamente, ele só conseguiu fazer isso porque foi apoiado pelas grandes empresas e pela mídia, cuja hostilidade em relação ao retorno de um governo popular, democrático e soberano justifica a entrega do governo do país a um psicopata.

Bolsonaro conseguiu se libertar das responsabilidades da pandemia por meio de um discurso que mistura má-fé, mentiras e falta de vergonha, para atribuir as responsabilidades a outras pessoas. Ele desenvolve um discurso que inverte a realidade, o absolve e engana os outros pelos graves efeitos do coronavírus.

Primeiro, suas responsabilidades decorrem da subestimação, no início da pandemia, de suas dimensões e efeitos, com declarações sobre a “gripe” ou “resfriado”. Como resultado, atrasou a preparação do país para a chegada da pandemia, além de deixar de preparar as pessoas para se defenderem. Isso enfraqueceu as medidas iniciais de isolamento social, atacou-as e propôs um isolamento seletivo impossível. É apoiado pela posição daqueles que afirmam que o isolamento da maioria da população, que vive em condições de conglomerados domésticos, os torna mais propensos a contrair o vírus em casa do que a sair. Que a saída, ao mesmo tempo, seria indispensável para alcançar as condições mínimas de sobrevivência.

Ele, que nunca mencionou o desemprego, nem na campanha eleitoral nem no governo, sendo responsável pelo país atingir 12 milhões de desempregados e 38 milhões de trabalhadores precários, agora pretende enfrentar a dor dessas pessoas, que precisariam volte ao trabalho. Ao mesmo tempo em que seu governo é absolutamente incompetente em fornecer a soma insignificante de 600 reais por mês para essa massa da população. Quanto mais desfavorecidos forem, mais serão forçados a deixar suas casas para obter os recursos que lhes faltam.

Enquanto isso, a mídia está focada em absolver Bolsonaro, culpando as vítimas da pandemia por continuar aumentando a desobediência ao isolamento social. Pesquisas indicam que mais de 70% das pessoas são a favor do isolamento, mas apenas metade delas pratica o isolamento.

A televisão mostra a senhora de classe média passeando com os cachorros, como se esse tipo de pessoa que passeava na Avenida Paulista pudesse ser responsável pelos dois terços da população que sai para a rua. Estes são os que precisam sair, devido à fome que experimentam. As estatísticas mostram que 62,1 milhões de pessoas, quase metade da população, estão nessas condições e não podem ficar em casa, porque não têm renda garantida para sobreviver. A culpa recai sobre aqueles que não obedecem ao isolamento e não sobre Bolsonaro e seu governo.

Bolsonaro está ganhando o discurso sobre isolamento e, de alguma forma, sobre a pandemia, porque está se livrando de responsabilidades. Porque, por outro lado, atribui aos governantes a responsabilidade de aumentar a recessão e o desemprego, promovendo o isolamento social.

Bolsonaro é politicamente isolado, perde apoio, mas encontrou uma maneira de falar com os mais vulneráveis. O discurso do retorno ao trabalho atinge aqueles que precisam trabalhar, além dos proprietários de pequenas e médias empresas, enfim, atinge a maioria das pessoas. Campanhas de fala e isolamento a todo custo estão perdendo, porque não levam isso em consideração, falam com quem mora em casa em boas condições, com renda garantida, mesmo que permaneça em casa. Eles falam com a minoria, embora nas pesquisas a maioria seja a favor do isolamento, porque o argumento de dar mais importância à saúde e à vida do que à economia é forte. Mas não leva em conta que a economia também é o lucro diário, a fome, a necessidade de pagar as contas.

O discurso genocida de Bolsonaro é dirigido aos mais ricos, que controlam a economia e querem ganhar dinheiro novamente, a qualquer preço. Mas também visa os mais pobres, que são a maioria, e precisam sair de casa para sobreviver. As forças democráticas, a esquerda, devem levar isso em conta se não quiserem se isolar. “Fuera Bolsonaro” hoje não inclui as responsabilidades que possui no genocídio diário do povo. É necessário alcançar o impeachment. Não haverá condições de avançar com um julgamento político se Bolsonaro não parecer ser responsável pelas crescentes vítimas da pandemia. Ele tem 28% de apoio, mas ainda não aparece com o peso de sua responsabilidade.

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