O “amor não correspondido” de Bolsonaro pelos EUA não traz benefícios para o Brasil

O exemplo mais recente foi uma declaração do Secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, sobre restrições de viagem. Foto: Sputnik

O fortalecimento dos laços com os Estados Unidos foi estabelecido como uma prioridade da política externa do governo Bolsonaro desde sua campanha pela presidência do país. As relações com a nação norte-americana, no entanto, não progrediram de maneira a favor do Brasil.

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Para Carlos Gustavo Poggio, professor de relações internacionais da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), os fatos mostram que o Brasil vive uma relação de “amor” não correspondida com os Estados Unidos.

O exemplo mais recente foi uma declaração do Secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, sobre restrições de viagem. Em 8 de julho, o alto funcionário afirmou que o relacionamento entre os Estados Unidos e o Brasil não é diferente do estabelecido com qualquer outra nação no que diz respeito a proibições relacionadas à entrada no país durante a pandemia de coronavírus.

“A declaração de Pompeo deixa claro que, se houver algum relacionamento especial com os Estados Unidos, esse é um relacionamento não correspondido. O Brasil declara seu amor pelos Estados Unidos e não é correspondido pelo país do presidente Donald Trump”, disse Poggio ao Sputnik Brasil. .

Para Poggio, aproximar-se dos Estados Unidos, um importante parceiro do Brasil e, eventualmente, formalizar algum tipo de acordo comercial, é natural e defensável. Para o acadêmico, o problema está em fortalecer os laços com os EUA em detrimento do relacionamento com outros países.

“Bolsonaro está se aproximando dos Estados Unidos, está se aproximando do governo Trump e tem a direita e a esquerda para criticar outros aliados no Brasil, como Argentina, França e China, que são nossos principais parceiros comerciais”, disse Poggio.

Segundo o professor, as eleições brasileiras são “frágeis” e podem “desmoronar rapidamente”, sem trazer benefícios para o Brasil.

Poggio também apontou que o que Bolsonaro faz é tentar fortalecer os laços com Trump, o que não é suficiente para aproximar as duas nações.

“A relação de amizade entre as pessoas não é uma relação entre países. Vemos isso muito claramente quando os democratas no Congresso dos EUA se opõem a um acordo com o Brasil, um acordo comercial ou qualquer outro tipo de acordo. Isso ocorre porque o governo Bolsonaro ele não se aproximou dos Estados Unidos como um todo, com a sociedade americana, com o Congresso. Ele apostou todas as suas fichas em um bom relacionamento com Donald Trump “, explicou Poggio.

O acadêmico lembrou que 24 membros do Comitê de Assuntos Tributários da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos assinaram uma carta endereçada ao representante comercial do país, Robert Lighthizer, afirmando que eles eram contra qualquer tipo de acordo com o governo Bolsonaro. Segundo o grupo, o governo brasileiro mostra falta de compromisso com os direitos humanos básicos.

O especialista considerou a posição do presidente brasileiro “uma aposta errada”, que será “muito mais errada se Trump perder as próximas eleições”.

(Retirado de Sputnik)

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