Líder palestino acusa Israel de impor fato consumado

Ramallah, 30 de novembro (Prensa Latina) O primeiro-ministro da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mohammad Shtayyeh, acusou Israel de intensificar a usurpação de terras e a expansão dos assentamentos judeus para impor fatos consumados, destacou hoje a agência de notícias Wafa.

Durante uma reunião com o ministro das Relações Exteriores da Suíça, Ignazio Cassis, o líder também denunciou o governo sionista pelo cerco à Faixa de Gaza e pelas manobras para isolar Jerusalém, em violação ao direito internacional e às resoluções da ONU, disse ele.

Na semana anterior, Shtayyeh alertou que Tel Aviv está em uma corrida contra o tempo para expandir as comunidades ilegais na Cisjordânia antes que o presidente dos EUA, Donald Trump, deixe a Casa Branca em janeiro, conforme programado.

No início do ano, Trump apresentou o questionado Acordo do Século, segundo o qual Israel poderia anexar até 30 por cento dessa demarcação ao seu território.

Da mesma forma, o primeiro-ministro da ANP buscou apoio para proteger a perspectiva de dois estados contíguos mas independentes, como solução para o longo conflito israelense-palestino, solução endossada pela ONU, Liga Árabe, outros blocos de países, além de políticos e ativistas de diferentes nacionalidades. Em sua nomeação com Cassis, Shtayyeh reiterou a disposição das lideranças daquele povo árabe em canalizar um processo político voltado para a superação do confronto com base nas propostas de acordo anteriores, emanadas do órgão multilateral, acrescentou a agência de notícias.

Durante a sua intervenção virtual perante a 75ª sessão da Assembleia Geral da ONU, o presidente da ANP, Mahmoud Abbas, solicitou os bons ofícios daquela organização para realizar uma conferência internacional de paz com o objetivo de reativar as conversações com a contraparte.

Na véspera, o Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, ratificou o seu compromisso com os esforços para acabar com a ocupação (israelita) e conseguir o estabelecimento do alegado Estado palestiniano, com as fronteiras anteriores à guerra de 1967.

Da mesma forma, expressou seu apoio ao projeto de estatuto especial de Jerusalém, como capital de ambos (Israel e Palestina).

Os dois lados devem explorar todas as oportunidades para reacender a esperança nesse horizonte, insistiu Guterres.

jf / ap

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