Ministro da Defesa destaca heroísmo dos camponeses

O ministro da Defesa Nacional, Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria disse, ontem, em Moçâmedes no Namibe, que a “acção corajosa e heróica” dos camponeses da Baixa de Cassanje, em 1961, fez renascer a esperança do povo angolano e a convicção de que era possível derrubar o colonialismo português.

A cidade de Moçâmedes acolheu o acto central do Dia dos Mártires da Repressão Colonial © Fotografia por: DR

João Ernesto dos Santos “Liberdade”, que presidiu, em Moçâmedes, o acto central do Dia dos Mártires da Repressão Colonial, sob o lema “Memória da Resistência Angolana contra o Colonialismo”, avançou que a acção heróica dos angolanos passou a constituir uma referência no longo processo de luta dos povos pela autodeterminação, situação que agudizaria a repressão colonial na vã tentativa de quebrar os anseios pela Independência de Angola.

“Assim, o 4 de Janeiro afigura-se, nos anais da nossa história, como uma das datas mais significativas da nossa luta, razão pela qual nos orgulhamos dos feitos protagonizados pelos camponeses da Baixa de Cassanje, que viriam a replicar-se um pouco por todo país”, disse.

O ministro frisou que o tempo acabou por dar razão ao movimento revolucionário angolano, pois 14 anos depois, o país alcançou a Independência Nacional a 11 de Novembro de 1975, com “a vitória alcançada sob o trovoar de canhões e com o derramamento de sangue de muitos dos melhores filhos do nosso povo e das lágrimas de muitas das nossas mães”.
Nesta perspectiva, sublinhou, a melhor forma de honrar a memória daqueles que deram o melhor de si e perderam a vida na luta pela conquista da Independência Nacional é transmitir o legado de um genuíno patriotismo à juventude angolana, bem como informá-la do esforço e sacrifício consentidos pelos camponeses da Baixa de Cassanje. “Com tão corajoso acto, projectaram o nome de Angola e do seu povo por toda África e pelo mundo”, disse.

Para o governante, neste dia de “suma importância para todos nós”, é imperioso que os angolanos conheçam, profundamente, a história dos Mártires da Repressão Colonial, mas também os feitos de outros heróis anónimos, para interiorizar a dimensão real e o valor de uma luta” em que participaram milhares de angolanos de todas as raças, credos religiosos e grupos etno-linguísticos que hoje constituem “o nosso país e povo”.

Para o ministro, deve-se, por isso, continuar a defender os interesses superiores da Nação, consolidando a Unidade e a Reconciliação Nacional, pois “a coesão é fundamental para termos um país em permanente progresso e desenvolvimento”.
João Ernesto dos Santos “Liberdade” falou da pandemia da Covid-19, que atrasou o progresso e o desenvolvimento e exigiu enormes esforços financeiros para conter o alastramento da doença em todo o país.

Já o governador do Namibe, Archer Mangueira, disse ser “um privilégio, uma honra e grande orgulho” acolher a data. Na sua visão, certamente a melhor forma de homenagear os Mártires da Repressão Colonial é ter sempre presente os sacrifícios que consentiram para “nos libertar de todos os jugos”.
“Mas não podemos homenagear os nossos heróis, os nossos mártires, se não o fizermos com uma dedicação patriótica ao trabalho, seja qual for a nossa profissão e níveis de responsabilidade”, disse, acrescentando que os angolanos têm o privilégio de viver livres e em paz.

PELO PAÍS
Reforço do patriotismo marcou o 4 de Janeiro

Mensagens sobre a necessidade do reforço do patriotismo para a preservação da independência, consolidação da paz e crescimento socioeconómico marcaram os diferentes actos provinciais alusivos ao Dia dos Mártires da Repressão Colonial, que ontem se assinalou.
Na província do Cunene, a governadora Gerdina Didalelwa pediu, na povoação de Oihole, município de Namacunde, aos jovens para se inspirarem no espírito patriótico dos Mártires da Repressão Colonial. Essa atitude ajudará a juventude a participar no desenvolvimento socioeconómico do país, sublinhou a governadora no acto provincial alusivo ao 4 de Janeiro.
“A juventude, enquanto futuro da nação, deve ser mais exemplar nas suas acções e atitudes, para melhor assumir as responsabilidades relacionadas com a promoção da paz e unidade nacional”, referiu.

Bié
Em homenagem aos compatriotas assassinados pelo então Exército português, que ocorreu há 60 anos, na região da Baixa de Cassanje (Malanje), teve lugar na província do Bié uma palestra sobre a efeméride. Na ocasião, o deputado do MPLA António Filipe Santos destacou a bravura dos Heróis da Revolta da Baixa de Cassanje e suas lições no contexto actual.
Aconselhou os pais e encarregados de educação a transmitir aos “mais novos” a importância do 4 de Janeiro, pelo facto de contribuir no alcance da Independência Nacional, a 11 de Novembro.
O acto decorreu na cidade do Cuito e contou com a presença do vice-governador para o sector Político, Social e Económico, António Manuel, que ressaltou, no final do evento, ser perspectiva do Governo compilar e introduzir mais conhecimentos referentes à data no ensino secundário.

Huambo
No Huambo, o director do Gabinete dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, Irineu Sacaála, num encontro de confraternização com esta franja da sociedade, ressaltou a importância e valor histórico da data, que na sua opinião deve ser transmitido às novas gerações para o contínuo reconhecimento e entendimento sobre o quanto custou a liberdade.

Tirado Jornal de Angola

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