Daily Archives: 25 de Abril de 2021

#Angola exige o fim do #bloqueio dos #EstadosUnidos a #Cuba

Luanda, 25 abr (Prensa Latina) Membros de várias organizações angolanas, cubanas e venezuelanas exigiram hoje o fim imediato e incondicional do bloqueio económico, financeiro e comercial do governo dos Estados Unidos à ilha.

A manifestação durou cerca de duas horas, que percorreu em viaturas as principais artérias da cidade do Kilamba, na província de Luanda, para se juntar à iniciativa de caravana internacional para condenar as medidas punitivas de Washington.

Segundo o secretário-geral da Associação de Amizade Angola-Cuba (ASAC), Fernando Jaime, as sanções contra uma nação inofensiva, que muito tem contribuído para o bem-estar alheio, são inconcebíveis.

Na situação atual, quando os Estados proclamam igualdade e solidariedade, nada justifica a manutenção do bloqueio, frisou o representante da ASAC, no início da mobilização.

O presidente da Associação dos Ex-Estudantes Angolanos em Cuba, Agustín da Costa Narciso, manteve critérios semelhantes, que descreveu o bloqueio norte-americano como uma tentativa de assassinato.

Para Félix Arozarena, membro da Associação da Comunidade Cubana residente em Angola (Accra), o assédio por parte das autoridades norte-americanas constitui um absurdo, sem base legal ou fundamento moral.

Outra das participantes da caravana, Carmen Palacios, considerou que as mulheres, e principalmente as mães, podem contar longas e tristes histórias do sofrimento das famílias cubanas, quando faltam alimentos, remédios, transporte e muitas outras coisas.

“Se não fosse o bloqueio, a vida de nossas famílias seria muito diferente, porque em Cuba a política do Estado é função do povo”, resumiu a educadora em declarações à Prensa Latina.

Na opinião do compatriota e professor universitário Alberto Fiol, o bloqueio representa o principal obstáculo ao desenvolvimento econômico e social da ilha, pois limita o acesso a matérias-primas e insumos, combustíveis, tecnologia e financiamento externo, respondeu.

Por seu turno, o presidente de Accra, Carlos Moncada, considerou que a política da potência nortenha também é condenável pelo seu carácter extraterritorial, em detrimento de terceiros países.

Consultado pela Prensa Latina, o jovem angolano Carlos Pedroy considerou que a solidariedade para com os cubanos é um acto de justiça, pois “todos os povos devem ter oportunidades iguais de desenvolvimento livre e independente”.

Nesse sentido, opinou, as Nações Unidas deveriam ter “um papel mais proeminente”: sucessivas resoluções da organização exigiam o fim do bloqueio, porém, não há cumprimento por parte das autoridades norte-americanas.

E se Cuba continuar nessas condições, onde estão os direitos humanos ?, questionou o entrevistado.

ga / mjm

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