Cimeira da economia africana aumenta expectativas em Angola

Luanda, 18 de maio (Prensa Latina) A realização de uma cimeira sobre a economia africana na França hoje suscita expectativas em Angola quanto à necessidade de encontrar alternativas para minorar a difícil situação no continente, agravada pela Covid-19.

A comunicação social reflectiu aqui as opiniões de especialistas, projectos do governo e a participação no evento do presidente angolano, João Lourenço, que aproveitou a passagem por Paris para se reunir ontem com dirigentes africanos e empresários franceses.

Em declarações ao Jornal de Angola, o cientista político Osvaldo Isata considerou que a Cimeira África-França representa uma grande oportunidade para discutir questões políticas e diplomáticas e incentivar a cooperação internacional face aos desafios comuns inerentes à globalização.

Na opinião do acadêmico, o continente africano precisa transformar sua inserção histórica na economia mundial, para deixar de ser um mero fornecedor de matérias-primas básicas.

Espera-se que o fórum em Paris discuta urgentemente a questão da dívida, levando em consideração que os efeitos da pandemia Covid-19 podem colocar um ‘cheque-mate’ nos padrões de pagamento.

O encontro de alto nível na capital francesa vai abordar questões como o endividamento dos países africanos, investimento privado, construção de infra-estruturas e reformas económicas em curso, destacou a agência noticiosa angolana (Angop).

De 2006 a 2019, a dívida com credores externos passou de 100 bilhões de dólares para 309 bilhões de dólares, segundo dados oficiais, mas a tendência pode continuar a aumentar devido aos efeitos recessivos da Covid-19 sobre grande parte do continente.

Estimativas de organizações internacionais indicam que o déficit de financiamento somente na África Subsaariana pode chegar a quase 300 bilhões de dólares em 2023.

Na opinião da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), um dos principais factores que impedem a transformação produtiva e o desenvolvimento do continente é o défice de investimento em infra-estruturas, estimado entre 107 e 140 mil milhões de euros por ano.

A má logística resultante reduz a produtividade no nível da empresa em até 40 por cento, abaixo da concorrência global e sufoca a capacidade de gerar empregos de qualidade, disse a OCDE ontem.

Segundo a agência, os projetos de infraestrutura trazem importantes benefícios de desenvolvimento, desde que implementadas políticas adequadas, como a garantia de serviços sociais básicos.

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