Não é uma seringa para Cuba, prescreve bloqueio dos EUA

Orlando Oramas León (*) / Colaboração Especial para a América Latina Resumo Cuba.- Cuba pretende imunizar toda a sua população contra Covid-19 antes do final do ano, mas esse esforço enfrenta as longas meadas com que o bloqueio dos Estados Unidos pretende subjugar a ilha do Caribe.

Não é mais que essa política hostil impede que a ilha caribenha adquira vacinas contra a pandemia no mercado norte-americano, o mais próximo.

Cuba desenvolve cinco vacinas candidatas, das quais duas, Soberana 02 e Abdala, são aplicadas em massa no âmbito do processo de intervenção exigido pelos protocolos nacionais e internacionais a este respeito.

Mas, para isso, os laboratórios e centros científicos cubanos precisam de insumos que Washington lhes nega.

O chanceler cubano, Bruno Rodríguez, denunciou em sua conta no Twitter que seu país não consegue adquirir meios de comunicação crescentes nos Estados Unidos e é forçado a comprá-los em países distantes.

A este respeito, um relatório da confederação internacional formada por organizações não governamentais Oxfam afirma que a entrega desses meios de comunicação a Havana leva mais de 24 dias, em vez de 17 horas possíveis se não houver cerca econômica, comercial, financeira e sanitária.

É uma das razões pelas quais, no final de maio, Elena Gentili, diretora da Oxfam em Cuba, instou os parlamentares norte-americanos a eliminarem o bloqueio e as restrições que ele acarreta devido ao seu impacto na sociedade cubana.

Gentili apresentou o relatório da Oxfam ‘Direito a viver sem bloqueio. Impactos das sanções dos Estados Unidos na população cubana e na vida das mulheres ”, o que reflete alguns dos danos causados ​​por essa política.

O bloqueio, reforçado com mais de 240 medidas durante o governo Trump, aprofunda a crise econômica e dificulta o acesso a fornecedores de medicamentos, tecnologias, alimentos e outros produtos essenciais, afirma o texto.

As disposições unilaterais também impactam a vida diária dos grupos mais vulneráveis, suas famílias e meios de subsistência; dificultam o desenvolvimento de capacidades e projetos próprios, além de limitar os avanços para uma sociedade mais justa e inclusiva, acrescenta.

O documento foi apresentado quando o movimento de solidariedade com Cuba promoveu uma iniciativa internacional para o envio de seringas essenciais para ensaios de intervenção, que desde esta semana incluem a população pediátrica cubana.

O exagero do bloqueio é que Cuba não pode comprar nem de uma empresa norte-americana, ou de outra no mundo, uma única seringa que tenha pelo menos 10% de componente tecnológico ou financeiro dos Estados Unidos.

Não é por acaso que o governo de Donald Trump, e agora o do presidente Joe Biden, aproveitou a Covid-19 para privar deliberadamente o povo cubano de ventiladores pulmonares mecânicos, máscaras, kits de diagnóstico, óculos de proteção, macacões, luvas, reagentes. e outros suprimentos necessários para o manejo desta doença.

Washington também lançou uma cruzada para tentar desacreditar e obstruir a cooperação médica internacional que oferece Cuba, difundindo calúnias e chegando ao extremo de exigir que outros países se abstenham de solicitá-la, mesmo em meio à emergência sanitária gerada pela pandemia do mundo.

(*) Jornalista cubano, autor dos livros “Raúl Roa, jornalismo e revolução”, “Pohanohara, cubanos no Paraguai” e “Cuentos del Arañero”.

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