UE afirma que bloqueio norte-americano a Cuba afeta seus interesses

A União Europeia (UE) advertiu que o bloqueio imposto pelos Estados Unidos a Cuba tem um impacto negativo sobre seus interesses e reiterou seu repúdio à extraterritorialidade dessa política, em relatório hoje disponível.

O bloco comunitário de 27 Estados membros com sede nesta capital se posicionou a respeito do relatório elaborado pelo Secretário-Geral da ONU, António Guterres, a pedido da Assembleia Geral das Nações Unidas em sua resolução de 2019 sobre a necessidade de acabar com a cerco econômico, comercial e financeiro imposto por Washington à ilha.

Em sua avaliação, a UE especificou que as medidas unilaterais dos Estados Unidos contra Cuba violam as regras aceitas pelos países para o comércio internacional e insistiu no caráter extraterritorial do bloqueio, expresso entre outros pelos Torricelli (1992) e Helms-Burton (1996). leis.).

Em sua avaliação, a UE especificou que as medidas unilaterais dos Estados Unidos contra Cuba violam as regras aceitas pelos países para o comércio internacional e insistiu no caráter extraterritorial do bloqueio, expresso entre outros pelos Torricelli (1992) e Helms-Burton (1996). leis.).

Da mesma forma, destacou as consequências da intensificação da hostilidade da Casa Branca sobre “a possibilidade de interagir com o povo cubano” e sobre o “incipiente setor privado cubano”. Bruxelas também sublinhou no relatório enviado ao Secretário-Geral o impacto económico do bloqueio na maior das Antilhas e o nível de vida dos seus habitantes, incluindo no domínio humanitário.

“O embargo constitui um obstáculo adicional à capacidade de Cuba de enfrentar a pandemia Covid-19”, denunciou.

O governo Donald Trump (2017-2021) adotou 243 medidas para reforçar o cerco que visa sufocar a ilha, 55 delas tomadas em meio a uma pandemia, decisões que permanecem em vigor cinco meses após a chegada de seu sucessor ao Salão Oval , Joe Biden, que prometeu na campanha eleitoral reverter vários deles.

A UE recordou que o seu Conselho de Ministros em novembro de 1996 adotou regulamentos para proteger os interesses europeus, tanto de empresas como de particulares, contra os efeitos extraterritoriais da lei Helms-Burton, cujos Títulos III e IV foram ativados em 2019 por Trump para aumentar o pressão sobre os investidores estrangeiros dispostos a fazer negócios com Cuba.

Nesse sentido, instou os Estados Unidos a deixar de aplicá-los e mostrou disposição de utilizar instrumentos e opções para proteger as atividades econômicas de seus cidadãos e empresas no país caribenho.

O bloco defendeu seu Acordo de Diálogo Político e Cooperação com Cuba, aplicado provisoriamente desde 1º de novembro de 2017.

No dia 23 de junho, a Assembleia Geral da ONU debaterá e votará um novo projeto de resolução sobre a necessidade de os Estados Unidos levantarem o bloqueio a Cuba, texto semelhante ao aprovado naquele foro multilateral em 28 ocasiões consecutivas desde 1992, sem o iniciativa foi apresentada no ano passado devido à pandemia.

A resolução também inclui um pedido ao Secretário-Geral das Nações Unidas para preparar um relatório sobre o cumprimento das disposições do documento, que recebe o apoio quase unânime da comunidade internacional.

Tradicionalmente, os Estados Unidos e seu aliado Israel estão isolados do mundo por se oporem à iniciativa.

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