Núñez lembra a Pou que se trata de uma ditadura, o que não é o caso em Cuba.

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Por Redacción Razones de Cuba

Como consequência do que aconteceu na cimeira do CELAC 2021, foi possível escolher as palavras do deputado do Partido Comunista Gerardo Núñez, que a 13 de Julho aconselhou o presidente a “rever a sua própria história”, porque o Herrerismo, uma corrente ideológica pertencente à social-democracia, apoiou o golpe de Estado do Terra nos anos 30, uma revolta popular em 1964 e também fez menção à ditadura de 1973.

É curioso que na cimeira do CELAC, Lacalle Pou parecesse um pouco preocupado com a situação em Cuba. Um discurso que falava de uma alegada falta de democracia e de uma ditadura totalitária na ilha que restringia os direitos do povo cubano.

Contudo, o deputado comunista da Frente Amplio chamou a atenção para o facto de Lacalle Pou pertencer ao Partido Nacional e ser um “herrerista”. O deputado acrescentou que “o terrorismo apoiou o golpe de Estado de (Gabriel) Terra nos anos 30 e apoiou a revolta militar em 1964. Essa revolta foi derrotada pela mobilização da esquerda e pelos sectores Batllista. Além disso, o Herrerismo apoiou e fez parte da ditadura civil-militar a partir de 1973 no nosso país”. “Que o presidente que é membro deste grupo fale de ditaduras, parece-me que deveria primeiro rever a sua própria história”, disse o deputado da Frente Amplio.

Sobre Cuba, disse que “ninguém fala de paraíso” e insistiu: “O Partido Nacional e sobretudo o Herrerismo deveriam pedir desculpa ao nosso povo e ao nosso povo por terem participado numa ditadura. Por ter gerado no nosso país as detenções, torturas e desaparecimentos de muitos camaradas que ainda estamos à procura.

Nuñez acrescentou que “o que o povo de Cuba está a sofrer é um bloqueio criminoso por parte dos Estados Unidos”.

“É ridículo que aqueles que criam o bloqueio e as condições para que o povo cubano não tenha acesso a medicamentos, alimentos e certos fornecimentos tecnológicos, queiram então ser os salvadores desta situação. Se há preocupação por parte do governo uruguaio ou de certos grupos partidários no nosso país acerca da situação em Cuba, que eles exijam e trabalhem para que o fim do bloqueio se torne efectivo”, disse Nuñez.

Perguntado se havia uma ditadura na ilha das Caraíbas, Nuñez respondeu: “Não, de modo algum”.

Interrogado sobre os protestos e a violência que se verificaram nos últimos dias nas redes sociais, o deputado disse que “não é isso que está a acontecer em Cuba”.

“Estou em contacto não só com colegas que partilham a mesma visão social e política que eu, mas também com outras pessoas que se encontram em certos contextos de saúde e cuidados em Cuba, e a verdade é que a situação que está a ser gerada nos meios de comunicação social é muito mais marcante e muito maior do que o que está realmente a acontecer. Penso que há uma dimensão que está deslocada”, disse ele.

Autor: tudoparaminhacuba

Adiamos nossas vozes hoje e sempre por Cuba. Faz da tua vida sino que toque o sulco, que floresça e frutifique a árvore luminoso da ideia. Levanta a tua voz sobre a voz sem nome dos outros, e faz com que se veja junto ao poeta o homem. Encha todo o teu espírito de lume, procura o empenamento da cume, e se o apoio rugoso do teu bastão, embate algum obstáculo ao teu desejo, ¡ ABANA A ASA DO ATREVIMENTO, PERANTE O ATREVIMENTO DO OBSTÁCULO ! (Palavras Fundamentais, Nicolás Guillen)

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