A América Latina está deixando de ser o “quintal” dos EUA com o avanço da esquerda

© AFP 2022 / MIGUEL SCHINCARIOL

Se Lula da Silva vencer as eleições presidenciais em 2 de outubro, já haveria cinco das maiores economias da América Latina comandadas por líderes de esquerda: Brasil, Argentina, México, Chile e Colômbia. Um fato transcendente se levarmos em conta que Washington está perdendo cada vez mais hegemonia na região.

Durante a pandemia de coronavírus, a América Latina recebeu milhões de vacinas do exterior. Os governos da região confiavam que a maioria seria importada dos Estados Unidos, seu grande aliado estratégico. A história, porém, foi diferente. Quase 50% da população latino-americana —incluindo as nações caribenhas— foi inoculada com doses fabricadas pela China e Rússia, segundo dados da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).
Os dados são uma amostra do grande avanço que russos e chineses tiveram na América Latina, região que, coloquialmente, ficou conhecida como “o quintal” dos Estados Unidos.

A aproximação de Moscou e Pequim à região vem acontecendo há vários anos, mas pode ser acelerada devido ao grande poder que a esquerda adquiriu nas economias latino-americanas, dizem em entrevista especialistas consultados pelo Sputnik.

“O avanço das diferentes esquerdas [que existem na América Latina] coincidiu com um processo gradual de enfraquecimento da presença dos EUA na região. É verdade que Washington ainda tem espaços importantes e algumas fortalezas na América Latina, mas a realidade é que vem se afastando e perdendo espaços de poder que a China e a Rússia aproveitaram”, observa Eduardo Rosales, internacionalista da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM), especialista em análise política latino-americana, em entrevista .

O Presidente do Chile, Gabriel Boric, e o Presidente da Colômbia, Gustavo Petro
© AFP 2022 / Juan Barreto

As trocas comerciais entre a China e a América Latina tiveram um crescimento sustentado nos últimos cinco anos. Segundo dados oficiais da República Popular da China, em 2021 o comércio entre o país asiático e a região aumentou 41,1% em relação a 2020.
É um valor histórico que significou transações de mais de 450 bilhões de dólares, posicionando Pequim como o segundo parceiro comercial da América Latina e do Caribe depois dos Estados Unidos. Em 2000, a troca comercial entre ambas as partes foi de 10.000 milhões de dólares. O crescimento tem sido exponencial.

“Os Estados Unidos vêm perdendo a bússola na América Latina, principalmente nos últimos anos, porque embarcaram em confrontos estéreis [com outros países, como Afeganistão, China ou Rússia] sem entender que o mundo não é mais unipolar. Os Estados não aceitam o surgimento da China como potência ou o ressurgimento da Rússia como potência. Lembremos que até poucos anos atrás a América Latina era sua esfera de influência, seu quintal, mas as coisas mudam”, analisa Rosales, que também tem estudos internacionais na Atlantic International University.

“Não somos mais o quintal da América”

Andrés Manuel López Obrador no México. Gabriel Boric no Chile. Alberto Fernández na Argentina. Gustavo Petro na Colômbia. Nicolás Maduro na Venezuela. Luis Arce na Bolívia. Xiomara Castro em Honduras. Miguel Díaz-Canel em Cuba. E, possivelmente —se as pesquisas estiverem corretas— Lula da Silva no Brasil em um mês. São todas esquerdas diferentes. Alguns, os mais radicais, como Maduro ou Díaz-Canel, são considerados inimigos da democracia por Washington. Outros, por outro lado, mantêm uma cooperação com os norte-americanos, embora já não nos termos antigos. De alguma forma, dizem os especialistas, o avanço da esquerda latino-americana pode ser visto, simbolicamente, como um grito: “Não somos mais o quintal dos Estados Unidos!”

A preocupação entre os círculos de poder ocidentais sobre a ascensão de líderes progressistas na região é real. Em agosto passado, o jornal alemão Welt publicou um artigo intitulado: O slide para a esquerda: um problema crescente para a Europa. Segundo a mídia, a tendência esquerdista latino-americana só beneficia um país: a China.
“O fato de que as cinco economias mais importantes da América Latina possam em breve ser governadas pela esquerda também reflete a grande desconfiança que existe em relação à Europa e aos Estados Unidos. Uma evolução que a China está aproveitando habilmente para seus próprios fins”, reflete o autor do artigo artigo, Von Tobias Käufer.

Alianças estratégicas

E há dois tesouros que as grandes potências anseiam da América Latina: os recursos naturais e o trabalho. Esse foi um dos principais temas abordados na IX Conferência Latino-Americana e do Caribe de Ciências Sociais (Clacso), realizada na Cidade do México. Lá, o sociólogo brasileiro Boaventura de Sousa Santos fez um alerta: antes da ascensão do imperialismo e do fim de um período de globalização, espera-se um severo confronto comercial e político entre Washington e Pequim. Nesta guerra, disse ele, a América Latina deve defender seus recursos naturais e suas riquezas das ruas.

“Desde 2000, a China tem aumentado seu fluxo de investimento direto, embora isso varie de acordo com os interesses dos chineses. Com a Argentina, por exemplo, eles aumentaram sua presença devido à questão da carne. O caso do Chile também é importante, porque a China é seu maior parceiro comercial do mundo, pois é compradora de 37,2% das exportações. A principal matéria-prima que o Chile exporta para a China é o cobre”, explica Rodrigo Águila, analista financeiro da Rankia Chile e gerente de capitais com estudos na Harvard Business School.

Além disso, destaca que Pequim não busca investir em todas as áreas produtivas. Seus investimentos, diz ele, são muito estratégicos, em áreas onde os Estados Unidos não avançaram na região, como energia renovável, água potável ou o setor de tecnologia. E, claro, há outra área que tem sido o principal palco da guerra comercial entre a China e os Estados Unidos: a indústria automotiva.

“Para a Argentina, a China neste momento representa esperança diante de uma situação muito precária no nível macroeconômico que está sofrendo. E é bem verdade que, nesse problema, a Argentina não teve muito apoio dos Estados Unidos para sua inadimplência [do pagamento ao FMI]. A China aproveitou isso, tornando-se um grande investidor, um grande parceiro, por isso a Argentina a vê como um possível salva-vidas”, diz o especialista.

De fato, o embaixador argentino em Pequim, Sabino Vaca Narvaja, informou que o país sul-americano já pediu ao gigante asiático para ingressar no BRICS, bloco econômico formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.
“É uma excelente alternativa de cooperação diante de uma ordem mundial que se mostrou criada por e em benefício de poucos”, disse o diplomata, em um momento em que a Argentina enfrenta uma dívida longa e uma inflação de 70%.

Sputnik

A USAID financia novo ataque à colaboração médica cubana.

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Por Redacción Razones de Cuba

Os inimigos da Revolução não cessam nos seus esforços para demerir as mais altas realizações do processo de emancipação. Isto é demonstrado pelas provas apresentadas pelo analista mexicano Katu Arkonada na sua conta do Twitter, sobre um novo episódio na campanha contra a colaboração internacionalista de médicos das Grandes Antilhas.

Desta vez, a tentativa anti-cubana está centrada no senador mexicano Julen Rentería del Río, membro do Partido de Acção Nacional. Com a ajuda da Agência para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e da corrente reaccionária em Miami, Rentería está a atacar a colaboração médica utilizando duas linhas de mensagem principais. Segundo o membro do Conselho de Coordenação Política do Senado da República, a presença dos especialistas “não é necessária” e à chegada ao seu país, eles seriam enviados para zonas de conflito.

Imagen de Razones de Cuba

Ambas as afirmações são falsas. Procuram reforçar a campanha do governo dos EUA e da máfia de Miami para prejudicar a imagem da colaboração internacionalista cubana, numa vulgar tentativa de a associar ao tráfico de seres humanos.

Quem é Julen Rementería?

Este personagem já tinha tido contacto com os interesses da máfia de Miami e do governo dos EUA em 2020, quando denunciou a alegada contratação ilegal de uma brigada de pessoal médico cubano que chegou à nação vizinha para ajudar no confronto com o Covid 19. Utilizou documentos falsificados para apoiar as suas declarações, um sinal claro dos negócios obscuros e da falta de credibilidade desta figura política.

O senador Julen Rentería del Río lidera nova tentativa de campanha contra Cuba

Rementería tem ligações directas com o terrorista Orlando Gutiérrez Boronat, líder do Directorio Democrático. Esta organização desempenhou um papel importante no incitamento à violência durante os motins de 11 de Julho de 2021 na ilha e juntou-se ao coro da campanha maliciosa em torno da hashtag SOSCuba. Está também ligado à chamada Fundação para os Direitos Humanos em Cuba (FDHC), há muito activa contra a medicina cubana e a sua influência positiva na região.

Segundo fontes próximas do gabinete senatorial, uma delegação das FDHC visitou o México de 15 a 18 de Novembro do ano passado, com o objectivo de se encontrar com a Rementería del Río. Entre os membros do comité encontravam-se nada mais nada menos que Pedro Rodríguez, antigo director da Fundação Nacional Cubana Americana terrorista, e Hugo Acha Melgar, participante numa tentativa de assassinato contra o ex-presidente boliviano Evo Morales. Juntamente com Erick Cartelle do FDHC e a política da oposição Margarita Zavala, celebraram os resultados da campanha contra os médicos cubanos.

O papel da USAID e do governo dos EUA

Margarita Guerra, Directora de Programa do escritório da USAID para a América Latina e Caraíbas, coordena e gere o financiamento para este novo ataque a Cuba. Os dados apontam para uma extensão do financiamento com novos fundos, em Outubro de 2021 e Setembro do corrente ano.

Para confirmar a filiação das acções do político mexicano, vozes da extrema direita sediada nos Estados Unidos juntaram-se à campanha, tais como Ibrahim Bosch, do chamado Partido Republicano de Cuba, e Rosa María Payá, porta-voz desacreditada da ala mais radical dos interesses anti-cubanos.

Repetem a mesma velha mensagem, apelando aos profissionais para que abandonem as suas respectivas missões. O mesmo cão com a mesma coleira, poderíamos dizer.

A colaboração de Cuba e do México estende-se também ao sector da saúde.

Desde o triunfo revolucionário, mais de 400.000 cubanos prestaram cooperação médica internacional em mais de 130 países. Estes incluem muitos países das Américas, tais como Brasil, Nicarágua, El Salvador, Honduras, Bolívia, Venezuela, Haiti, Belize, Peru, Guatemala e México.

No contexto da luta global contra a pandemia de Covid 19, a ilha de Antillean estendeu também a sua mão de solidariedade aos cantos do mundo que a solicitaram. É o caso da Itália e Andorra, que apesar de serem nações desenvolvidas, reconheceram a qualidade e dedicação dos médicos cubanos e solicitaram os seus serviços.

Mais tarde, em meados de Julho de 2022, um contingente de sessenta especialistas de saúde chegou à nação asteca para atender aos sectores mais vulneráveis. Mais uma vez, a vocação humanista da Revolução Cubana, juntamente com o profundo laço de colaboração estabelecido entre os dois países ao longo da história, é evidente.

No que diz respeito às campanhas difamatórias contra o internacionalismo cubano no sector da saúde, é apropriado retomar as declarações do nosso Ministério dos Negócios Estrangeiros:

O ACESSO À SAÚDE É UM DIREITO HUMANO. O GOVERNO DOS ESTADOS UNIDOS COMETE UM CRIME QUANDO TENTA PRIVAR AQUELES QUE RECEBEM ESTES SERVIÇOS GRAÇAS AOS ACORDOS BILATERAIS ASSINADOS LIVRE E SOBERANAMENTE ENTRE CUBA E DEZENAS DE GOVERNOS, E COMO RESULTADO DO TRABALHO PROFISSIONAL, DEDICADO, ALTRUÍSTA E SOLIDÁRIO DE CENTENAS DE MILHARES DE PROFISSIONAIS DE SAÚDE CUBANOS.

Neste momento, é claro quem é o verdadeiro terrorista, quem está a atacar o bem da humanidade.

Novo capítulo da acção federal contra Cuba, mais asfixia e mais terror.

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Forças russas salvam jornalista italiano e acusam Kyiv de montar ataque com bandeira falsa

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As forças russas salvaram a vida de um jornalista italiano e acusaram Kyiv de montar um ataque de bandeira falsa, informou o Ministério da Defesa russo.
Em 29 de agosto, enquanto Kyiv tentava lançar uma contra-ofensiva na direção de Mykolaiv-Kryvorizhskiy, o jornalista italiano Mattia Sorbi, acompanhado por duas pessoas em uniformes militares ucranianos, dirigiu-se à linha de frente, informou o Ministério da Defesa russo. Os militares ucranianos prometeram acompanhar o repórter de táxi até a linha de contato.

“Segundo o jornalista, ao se aproximarem da área de hostilidades, os companheiros de repente pediram que parassem o carro. fato de que a estrada que lhe mostraram perto da linha de contato foi minada pelas forças armadas ucranianas”, afirmam da entidade russa.
Eles explicam que “o objetivo do ataque de bandeira falsa dos serviços especiais ucranianos era esperar a morte do jornalista como resultado de fogo de posições defensivas russas ou que o táxi fosse detonado por uma mina terrestre para acusar a Rússia de ter matado Mattia Sorbi e receber uma ampla resposta na mídia ocidental.

Enquanto dirigia pela estrada, o veículo que transportava o jornalista foi atingido por uma mina terrestre ucraniana. O taxista morreu no local e Sorbi ficou gravemente ferido.

Depois de ver um carro civil atingido por uma mina, os militares russos, apesar do fogo pesado das posições ucranianas, avançaram e retiraram o repórter do carro em chamas. Soldados russos deram-lhe os primeiros socorros, levaram-no para um local seguro e garantiram a sua transferência urgente para um centro médico, dizem do Ministério da Defesa russo.
“Mattia Sorbi, que foi internado na unidade de terapia intensiva com vários ferimentos causados ​​por estilhaços, está recebendo os cuidados médicos qualificados necessários. Seu estado de saúde é estável”, disse o órgão russo.

Sputnik

Por que os EUA querem que o conflito ucraniano dure para sempre?

© Servicio de Prensa del Presidente de Ucrania

“Em última análise, novas missões dos EUA são evocadas, depois batizadas e deixadas para ganhar vida e significado próprios. No final, sua autoperpetuação se torna o objetivo.”
“Quando você visita um restaurante onde é servido peixe fresco, geralmente é aconselhável prestar atenção à regra quase parabólica, mas tradicional, de que você não deve nomear nenhuma das lagostas no tanque. , você simplesmente não consegue deixar para lá”, diz o autor Scott Strgacich em seu artigo National Interest, reiterando que o conflito “é a mesma coisa”.

O escritor lembra que no mês passado, o Wall Street Journal informou que os Estados Unidos “planejam nomear sua missão militar para apoiar a Ucrânia e nomear um general para liderar o esforço de treinamento e assistência”, enquanto os Estados Unidos comprometeram quase US $ 3 bilhões em militares ajuda a Kyiv. Segundo o jornal americano “o nome da operação reconhece formalmente o esforço dos Estados Unidos dentro do Exército, de forma semelhante à forma como o Pentágono chamou as missões no Iraque e no Afeganistão Operação Iraqi Freedom, Operação Enduring Freedom e Operação Sentinel of Freedom “.

“A nomenclatura de treinamento e assistência é importante do ponto de vista burocrático, pois muitas vezes envolve financiamento específico de longo prazo e possibilidade de remuneração especial, fitas e prêmios para os militares que participam da iniciativa. esperado para ser duas ou três estrelas, reflete a criação de um comando responsável por coordenar o esforço, marcando uma mudança em relação ao esforço em grande parte ad hoc de fornecer treinamento e assistência. Ucranianos por anos”, escreveu o WSJ.

“Que ‘Operação’ será então? Com ​​que apelido incompreensível o esforço dos EUA na Ucrânia será batizado?”, pergunta Strgacich. “Esta guerra agora terá um nome. Não pode morrer, não ousamos matá-la.”

A paz mundial foi quebrada “muitas vezes pelas ambições de estados revisionistas”. O comentador questiona que a conservação do nosso mundo se baseia cada vez mais na busca de uma guerra indefinida.
“O financiamento do esforço de guerra ucraniano será incorporado à espinha dorsal da política externa dos EUA ao longo do tempo, como em muitos outros incêndios?”
Um artigo recente no Responsible Statecraft acrescentou a esse coro de perguntas. “Se isso não é reconhecer um nível mais profundo de envolvimento militar dos EUA, o que é? E se sim, por que o povo americano não deveria ser cauteloso?”
“Dar nome a uma coisa é dar-lhe um significado, uma identidade e uma permanência”, reitera Strgacich. Na era atual do império dos EUA, as “operações” são permanentes e onipresentes porque são claramente institucionalizadas.

Na mesma semana em que foi noticiada a nomeação da missão de assistência à Ucrânia, o presidente Joe Biden ordenou uma série de ataques contra grupos militantes apoiados pelo Irã na Síria, lembra o autor do National Interest.
Isso aparentemente fazia parte da Operação Inherent Resolve, o esforço da coalizão liderada pelos EUA para desalojar o ISIS (grupo terrorista, banido na Rússia e em outros países) do Iraque e da Síria que começou em 2014. No entanto, esses e muitos outros alvos atingidos pelas forças da coalizão em A Síria obviamente não é afiliada ao ISIS, diz o colunista, observando que muitos são de fato inimigos do grupo terrorista. “A lógica circular da presença das forças americanas na Síria não deve passar despercebida a ninguém”, lembra Strgacich.

Segundo o autor, qualquer que seja o novo nome desta operação americana na Ucrânia, pode ser a mesma de todas as outras que os Estados Unidos realizaram e continuam a realizar, diretamente ou não.
À medida que o número de ucranianos morrendo por seu país continua aumentando, os Estados Unidos vão assimilar sua causa em sua arquitetura de defesa e fazer menos perguntas sobre isso, acredita ele.

Sputnik

Os EUA permitem transações com o Banco Central da Rússia e o Fundo Nacional de Riqueza

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WASHINGTON (Sputnik) – Os Estados Unidos estão autorizando certas transações administrativas com o Banco Central da Rússia e o Fundo Nacional de Riqueza até 7 de dezembro, informou o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Departamento do Tesouro.-

“Pessoas ou entidades norte-americanas pertencentes ou controladas, direta ou indiretamente, por uma pessoa norte-americana estão autorizadas a pagar impostos, taxas ou direitos de importação e a comprar ou receber autorizações, licenças, registros ou certificações… desde que tais transações sejam normalmente incidental e necessário para as operações diárias na Federação Russa de tais pessoas ou entidades dos EUA, até 7 de dezembro de 2022”, disse a OFAC.
A Rússia lançou uma operação militar na Ucrânia em 24 de fevereiro depois de receber o pedido oficial das Repúblicas de Donbas para proteger as pessoas que foram submetidas a abusos e genocídio pelo regime de Kyiv por oito anos.

O presidente russo, Vladimir Putin, explicou que o objetivo é “desmilitarizar e desnazificar a Ucrânia” e levar a julgamento todos os responsáveis ​​por crimes de guerra cometidos contra a população civil em Donetsk e Lugansk.

sputnik

A ONU nomeia o novo Alto Comissário para os Direitos Humanos.

#ONU #DerechosHumanos

teleSUR

A Volker Türk austríaca tinha sido nomeada por Guterres para substituir Michele Bachelet como chefe do gabinete dos direitos humanos.

O Secretário-Geral da ONU António Guterres na quinta-feira nomeou o Austríaco Volker Türk como novo Comissário da ONU para os Direitos Humanos, após aprovação formal pela Assembleia Geral.

Volker Türk trabalhou no Gabinete do Alto Comissário para os Refugiados ao lado de António Guterres. | Foto: @UN_HRC

A diplomata austríaca tinha sido nomeada por Guterres para substituir a chilena Michele Bachelet, que se demitiu para renovar o seu mandato a 1 de Setembro.

Volker Türk trabalhou no Gabinete do Alto Comissário para os Refugiados ao lado de António Guterres, e também representou o Gabinete na Malásia, Bósnia e Herzegovina, Congo e Kuwait.

De 2015 até 2019 ocupou o cargo de Assistente do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados. Esteve activamente envolvido no desenvolvimento do Global Compact for Refugees, que se centra na protecção dos requerentes de asilo.

Alguns jornalistas expressaram reservas sobre o peso da Türk em comparação com o de Michele Bachelet, mas o porta-voz da ONU Stéphane Dujarric defendeu os antecedentes do diplomata austríaco em matéria de direitos humanos.

O maior telescópio solar do mundo abre uma nova era na física espacial e já enviou suas primeiras imagens

As primeiras imagens da cromosfera do Sol, tiradas com o Telescópio Solar Daniel K. Inouye em 3 de junho. NSO/NSF/AURA

Sua ótica permite tirar fotos com um nível de detalhe três vezes maior do que qualquer outro instrumento do gênero.

Em 31 de agosto, ocorreu a inauguração oficial do Telescópio Solar Daniel K. Inouye, da Fundação Nacional de Ciências dos Estados Unidos (NSF), o mais poderoso do mundo. Localizado no cume de Haleakalā, no Havaí, está prestes a concluir com sucesso sua fase inicial de operações. As imagens e os dados que serão gerados vão revolucionar a pesquisa em física solar, de acordo com um comunicado divulgado na segunda-feira pelo Observatório Nacional Solar dos EUA (NSO).

Há mais de 25 anos, a NSF iniciou a criação de um observatório especial para realizar pesquisas aprofundadas sobre física solar e outros eventos climáticos espaciais que afetam a Terra. “O Inouye é o telescópio solar mais poderoso do mundo e mudará para sempre a maneira como exploramos e entendemos nosso sol”, disse o diretor dessa fundação, Sethuraman Panchanathan. “Os insights que traz transformarão a maneira como nossa nação e planeta preveem e se preparam para eventos como tempestades solares”.

Durante esta fase inicial, que começou em fevereiro passado, foi possível realizar observações solares em coordenação com a sonda Parker Solar Probe da NASA e o Solar Orbiter, um projeto conjunto da Agência Espacial Europeia e dos Estados Unidos. “Com o maior telescópio solar do mundo agora em operação científica, somos gratos a todos que tornaram possível esta notável instalação”, disse Matt Mountain, presidente da Associação de Universidades para Pesquisa em Astronomia (AURA). teve ampla participação no projeto. “Uma nova era na física solar começa”, exclamou Mountain.

Segundo o portal Gizmodo, o Inouye é o mais recente e poderoso da rede de telescópios solares operados pela NSF. Possui um espelho de quatro metros, capaz de tirar fotos da atmosfera e da superfície solar com um nível de detalhe três vezes maior do que qualquer outro aparelho similar. Seus instrumentos de espectropolarimetria permitem a medição precisa do movimento e comportamento das partículas que se movem em nossa estrela no nível atômico, o que fornecerá uma nova e muito melhor compreensão da dinâmica solar.

A abertura do Telescópio Solar Daniel K. InouyeNSO/NSF/AURA

RT

Contradições de uma carraça. OtaOla aplaude aqueles que o prenderam e os esmagadores de mulheres.

#SOSEstadosUnidos #Cu8baNoEsMiami #CubaPorLaPaz #CubaPorLaVida

Centenas de documentos confidenciais da OTAN roubados e colocados à venda na ‘darkweb’

“Foi um ataque cibernético prolongado e indetectável, realizado por ‘bots’ programados para detectar esse tipo de documento”, disseram fontes que acompanham o caso.

Centenas de documentos confidenciais enviados pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) a Portugal foram roubados e colocados à venda na ‘darkweb’, revelou o jornal português Diário de Notícias.

O furto dos documentos ocorreu num ataque cibernético “sem precedentes” ao Estado-Maior General das Forças Armadas Portuguesas (EMGFA), fontes que acompanham o caso indicadas ao referido meio.

“Foi um ataque cibernético prolongado e indetectável, realizado por ‘bots’ programados para detectar esses tipos de documentos”, disseram as fontes.

No entanto, não foram os portugueses que tomaram conhecimento do roubo, mas sim a inteligência norte-americana que encontrou os documentos, classificados como “secretos e confidenciais”, à venda na ‘darkweb’.

Nessa altura, através da Embaixada em Lisboa, as autoridades norte-americanas comunicaram o facto ao país europeu, através de uma comunicação que teria sido feita diretamente ao primeiro-ministro, António Costa, no passado mês de agosto.

Segundo o Diário de Notícias, a NATO pediu explicações ao governo português e na próxima semana uma delegação deve deslocar-se a Bruxelas para uma reunião de alto nível.

“O governo pode garantir que o Ministério da Defesa Nacional e as Forças Armadas trabalhem diariamente para que a credibilidade de Portugal como membro fundador da Aliança Atlântica permaneça intacta”, disse um porta-voz do gabinete do primeiro-ministro.

RT

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