En el 47 Aniversario de la Idependencia de #Angola, digno homenaje a este gran hombre, que lucho junto a los angolanos por su total liberacion.

Angola, 47 anos depois de um sonho que não conseguiram arrebatar

Por: Andy Jorge Blanco

A independência de Angola estava em perigo poucos dias depois de 11 de novembro de 1975, quando a República Popular seria proclamada naquele país. No norte do território, forças do vizinho exército zairense e da Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA) tentaram cercar Luanda, enquanto os invasores sul-africanos avançavam para a capital pelo sul juntamente com a União Nacional para o Total Independência de Angola (UNITA). Desde outubro, as tensões aumentaram na nação africana.

Ambas as organizações pretendiam, com o apoio de forças estrangeiras, derrotar o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), liderado por Agostinho Neto, e impedir a proclamação da independência.

Meses antes, a pedido de Neto, Cuba havia enviado armas e instrutores militares com o objetivo de preparar, em escolas de formação, as tropas do que viria a ser as Forças Armadas de Libertação de Angola (FAPLA). Em condições adversas, a 3 de Novembro de 1975, estudantes e instrutores angolanos da Ilha enfrentaram os invasores sul-africanos na zona de Benguela. Ali caíram juntos, pela primeira vez, cubanos e angolanos. Silêncio.

Soldados cubanos em Angola. Foto: Arquivo

As forças zairenses e da FNLA, sob a liderança de Holden Roberto, tentaram tomar a vila de Quifangondo, mas as FAPLA nunca permitiram o avanço. Foi um lugar decisivo. Luanda ficava a apenas 23 quilômetros de distância.
Perante a ameaça à independência angolana, o líder do MPLA, Agostinho Neto, pediu o apoio de Cuba com tropas internacionalistas. Assim começou a Operação Carlota com o envio dos primeiros combatentes cubanos em 5 de novembro de 1975. Em menos de uma semana, o surgimento da República Popular de Angola seria proclamado à África e ao mundo. No entanto, o petróleo e os minerais daquela terra africana ainda eram um deleite para as forças estrangeiras.

Com a chegada dos primeiros combatentes da Ilha, reforçou-se a defesa de Quifangondo, situada às portas de Luanda. Lá, em 10 de novembro, cubanos e angolanos derrotaram as tropas racistas e impediram que a capital fosse tomada pelas forças inimigas. Os que entraram em Luanda foram as vítimas, os indígenas fugindo das áreas controladas pela UNITA e pela FNLA, que puderam constatar que a 11 de Novembro de 1975, um dia após a vitória decisiva em Quifangondo, o Presidente Agostinho Neto proclamou a independência do República Popular de Angola.

Romárico Sotomayor, em primeiro plano, juntamente com o radialista angolano que o acompanhou nas batalhas de Quifangondo. Foto: Cortesia do General de Divisão Romárico Sotomayor García / Trabalhadores

No entanto, o assédio inimigo não parou. Desde 8 de novembro, tropas de Angola e da Ilha combatem em Cabinda contra o exército zairense, a Frente de Libertação do Enclave de Cabinda (FLEC) e uma centena de invasores norte-americanos, franceses e portugueses, enviados por Mobuto Sese Seko, para assaltar aquela zona do norte do país, rica em petróleo, diga-se de passagem. Mas a ofensiva inimiga caiu em um campo minado e eles não puderam retomar sua marcha até o dia seguinte, quando tiveram que parar o ataque novamente diante dos lançadores de foguetes GRAP-1P, operados por combatentes cubanos e soldados das FAPLA.

No dia seguinte à proclamação da independência angolana, com 40 artilheiros e 191 conselheiros cubanos, e mais de mil soldados das FAPLA, o chefe do Centro de Formação Revolucionária de Cabinda, Comandante Ramón Espinosa, lançou a contra-ofensiva que expulsou os invasores daquela área de Angola. o país. Dizem que em 90 horas de combate o inimigo sofreu cerca de 1.600 baixas.

O então Comandante Espinosa Martin liderou a Batalha de Cabinda

“O império não conseguiu atingir os seus objetivos de desmembrar Angola e roubar a sua independência. Foi impedido pela heróica e longa luta dos povos de Angola e Cuba”, afirmou Fidel Castro anos depois.

Com a independência de Angola a 11 de Novembro de 1975, prosseguiu a luta pela manutenção da soberania do país face às sucessivas invasões e ataques da UNITA e da FNLA. Mais tarde viria “uma ofensiva repentina”, como disse Fidel, e 16 anos a pegar em armas ao lado dos angolanos.

Mais tarde, em um país que eles também amavam, milhares de cubanos perderiam suas vidas naquela que foi “a mais justa, prolongada, massiva e bem-sucedida campanha militar internacionalista de nosso país”. Acontece que um sonho nunca é entregue a alguém que tenta tirá-lo, porque você luta até o fim. Era a premissa de Cuba e Angola, e de seus protagonistas.

ubadebate/2020

11 de Novembro: Da Luta de Libertação Nacional à proclamação da Independência

Na segunda metade do século passado, intensificaram-se os movimentos em prol da independência, com incidência nos círculos urbanos e estudantis. Daí para a Luta Armada de Libertação Nacional foi um passo. A chamada Guerra da Independência de Angola projectou três movimentos de libertação nacional, nomeadamente, a UPA/FNLA, o MPLA e a UNITA. Coube a Holden Roberto, Agostinho Neto e Jonas Savimbi conduzir o processo de ascensão à Independência Nacional.

A Luta de Libertação de Angola é tão antiga quanto a colonização dos territórios que deram origem ao país actual. Praticamente, os focos de resistência iniciaram em 1482, ano em que caravelas portuguesas comandadas pelo navegador Diogo Cão atracaram no Reino do Congo. Reza a história que, em troca de armas de fogo, uma nova religião, vinho e tecnologia ocidental, os portugueses levaram marfim, especiarias, minerais e escravos. Um século depois, em 1575, Paulo Dias de Novais funda aquela que seria a capital do país com a designação de São Paulo de Assunção de Loanda. Fazia-se acompanhar de cem famílias e quatrocentos soldados.

Em 1587, o forte de Benguela, instalado numa localização estratégica no litoral, passou a ser administrado por Portugal. Entre guerras, conquistas territoriais e concessões para outras potências europeias, Portugal acordou, na Conferência de Berlim, realizada entre 15 de Novembro de 1884 e 26 de Fevereiro de 1885, a delimitação do território de Angola, tal como hoje o conhecemos. Convocada pela França e Grã-Bretanha, com vista com vista a regular, entre outros propósitos, o Direito Internacional Colonial, a conferência é considerada uma das mais importantes do século XIX.

Angola passou a ser território ultramarino português. Na verdade, o maior e mais rico após a emancipação do Brasil. Dados oficiais, indicam que, em 1960, dos cerca de 126 mil colonos residentes em Angola, 116 eram originários de Portugal. Mas os angolanos nunca se renderam ao conformismo. Ao longo de cinco séculos, várias figuras se notabilizaram na resistência contra a colonização. A mítica rainha Njinga Mbandi, Ngola Kiluanje, Bula Matadi, Ekukui II, Ndunduma I, Kimpa Vita e Mandume são alguns nomes incontornáveis da História de Angola. Oriundos de reinos diferentes, protagonizaram, em fases distintas, epopeias que justificam o estatuto de heróis da luta contra a colonização dos povos africanos. Em comum, tinham a noção de pertença e determinação para defender as terras dos seus ancestrais.Na segunda metade do século passado, intensificaram-se os movimentos em prol da independência, com incidência nos círculos urbanos e estudantis. Daí para a Luta Armada de Libertação Nacional foi um passo. A chamada Guerra da Independência de Angola projectou três movimentos de libertação nacional, nomeadamente, a UPA/FNLA, o MPLA e a UNITA. Coube a Holden Roberto, Agostinho Neto e Jonas Savimbi conduzir o processo de ascensão à Independência Nacional.Os movimentos confrontaram as forças armadas portuguesas em várias frentes, envolvendo-as numa guerra não convencional. Diferentes fontes dão conta que, apesar de superiores, em termos logísticos e de efectivos, estimados em 65 mil homens, distribuídos pelos três ramos militares, no final da guerra, as tropas portuguesas não estavam preparadas para enfrentar a guerrilha organizada em pequenos grupos, que contava com o apoio das populações locais.
Porquê 11 de Novembro?

Entretanto, nessa altura, a guerra colonial era contestada em muitos círculos sociais e políticos, além da forte pressão internacional, acentuada com o florescer da independência da maior parte dos países africanos, na década de 1960. A Revolução dos Cravos, consubstanciada no golpe de Estado militar de 25 de Abril de 1974, terá favorecido os acontecimentos. No final desse ano e no início do seguinte, os três movimentos de libertação de Angola empenharam-se em conversações, que culminaram com a rubrica, durante um encontro realizado em Mombaça, no Quénia, dos acordos que viabilizaram a negociação da independência com Portugal.

Assim, a 15 de Janeiro de 1975, depois de Portugal reconhecer os líderes dos três movimentos de libertação, MPLA, FNLA e UNITA, como únicos e legítimos representantes do povo angolano, estes reuniram-se com representantes da colónia no Algarve. Agostinho Neto, Holden Roberto e Jonas Savimbi assinaram, pelos seus partidos, os Acordos de Alvor, na presença de Vasco Martins e Costa Gomes, respectivamente Primeiro-Ministro e Presidente de Portugal.O consenso para a versão final do documento foi alcançado ao fim de seis dias de intensas discussões. O Acordo de Alvor, com 60 artigos, definiu os mecanismos de partilha do poder, até Angola tornar-se um Estado independente, tendo o acto sido marcada para 11 de Novembro de 1975. O modelo de transferências dos poderes e os instrumentos base para que a independência fosse proclamada na data estabelecida ficaram bem detalhados. A eleição de uma assembleia constituinte, a seguir a retirada das tropas portuguesas de Angola, seria um dos pontos altos do processo.

Convém realçar que Alvor foi antecedido de inúmeros encontros secretos, iniciados três meses antes, tendo o texto final resultado da citada pré-cimeira realizada em Mombaça, no Quénia. Os nacionalistas já haviam determinado as modalidades de divisão de poderes, a estrutura do Governo de Transição que funcionaria de modo rotativo, assim como a integridade do território e a data da independência. Os acontecimentos, no entanto, contrariam as boas intenções. A implementação do Acordo de Alvor falhou em determinado momento. Ainda que não se tivesse questionado a data da independência, a materialização dos entendimentos alcançados em Alvor fica suspensa a partir de Setembro de 1975. Antes, porém, a 21 de Junho de 1975, foi rubricado, em Nakuru, no Quénia, o Acordo que ganhou o nome da localidade. Em suma, pretendeu salvar o espírito de Alvor.

“Os movimentos de libertação de Angola – Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA), Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) e União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), reunidos em Nakuru, de 16 a 21 de Junho de 1975, representados pelos respectivos presidentes, Holden Roberto, Agostinho Neto e Jonas Savimbi, conscientes da gravidade da situação que o país atravessa e de que o interesse nacional deve necessariamente sobrepor-se a quaisquer divergências politicas e ideológicas, afirmam solenemente renunciar ao uso da força como meio de solucionar problemas e honrar os compromissos resultantes das conclusões do acordo que segue” lê-se na síntese do documento com trinta folhas.

Independência

Nakuru apelava à tolerância, reconhecendo os esforços dos três movimentos no sentido de respeitar os Acordos de Alvor. Tratou-se de uma derradeira tentativa de evitar o descalabro. O facto de as negociações terem sido bem sucedidas não impediu que a trégua vigorasse apenas até 9 de Julho de 1975. A concertação política falhou. Já não havia clima para o retorno à mesa de negociações. Na véspera do dia marcado para a Independência, Angola encontrava-se literalmente dividida. Vencedor da disputa armada por Luanda, Agostinho Neto proclamou “solenemente perante a África e o mundo” a Independência em nome do MPLA.

Não obstante o reconhecimento pela comunidade internacional, a antiga potencia colonizadora reconheceu a República Popular de Angola a 22 de Fevereiro de 1976, após mais de oitenta países o terem feito. A Independência de Angola pôs fim ao império colonial português de África, uma vez que a Guiné Bissau, em 1973, Moçambique, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe conquistaram a autonomia política também em 1975.

A construção da identidade angolana e a almejada sociedade nova, baseada na igualdade, justiça social, liberdade e o direito de conduzir o próprio destino, constituiu a tónica dominante dos anos seguintes. Volvidos alguns anos desde o dia da Independência, o conflito armado reacendeu. O vocábulo “guerra” foi reintroduzido nos discursos políticos. Mais do que isso, foi prática que dividiu, transformou irmãos em inimigos e deixou profundas cicatrizes psicológicas e físicas. Gbadolite, Bicesse, Lusaka e, finalmente, o memorando de entendimento do Luena, que culminou com a derradeiro acordo de paz de 2002, são palavras-chave do período pós-independência.

Em 45 anos de independência, o país transitou de regime de partido único, com matriz socialista, para o multipartidarismo. Desde 2008, vem realizando regularmente o ciclo de eleições, interrompido na sequência do conflito pós-eleitoral de 1992. Com falhas e incidências típicas de percursos, às vezes dolorosos, é imperioso edificar a democracia e consolidar as instituições republicanas. Ao comemorarmos 45 anos de soberania política nacional, é importante os angolanos se reverem no país, independentemente de cores partidárias, de serem maiorias ou minorias políticas, religiosas, raciais, étnicas ou de outro cariz.

Novo amanhecer

As estatísticas sugerem que a maioria dos cidadãos angolanos nasceu depois da independência, portanto, com símbolos nacionais. Participam desde à nascença no processo de construção da própria identidade. Ainda assim, é imensurável o caminho a percorrer. Como se diz, a Independência não foi um fim em si. Representa um meio conducente à concretização de projectos multidimensionais, que devem privilegiar a aposta em políticas públicas e investimentos centrados no capital humano. O sonho de todos angolanos serem detentores de iguais direitos e deveres na própria terra motivou nacionalistas de diversas gerações a darem o melhor de si para combaterem pela liberdade desde o longínquo ano de 1482. Pelo empenho de incontáveis heróis exaltados e anónimos, celebrarmos hoje o novo amanhecer, iniciado a 11 de Novembro de 1975.

A macaca, mesmo vestida de seda, continua fofa…

Por Túlio L. Pedroso.Você se lembra do ano de 1997, quando bombas começaram a explodir em alvos militares e do Governo e do Partido de Havana -significando hotéis e restaurantes da capital-?Você se lembra como em um desses combates -entendeu sabotagem terrorista- uma Unidade Militar -entendeu Hotel Copacabana- morreu um homem uniformizado de alto escalão -compreendeu o turista italiano Fabio di Celmo-?

Você se lembra de um longo artigo – entenda uma página inteira paga pela Fundação Nacional Cubano-Americana (CANF) – no New York Times que esclareceu que a sabotagem foi realizada por soldados das FAR e do MININT que lutaram clandestinamente contra os comunistas? regime – entendem os mercenários salvadorenhos treinados e pagos pelo terrorista Luis Posada Carriles e seu mentor Jorge Más Canosa, presidente da CANF-?

Você se lembra como no referido artigo os militares cubanos da oposição -entendidos como Más Canosa e comparsa- encorajaram os membros do FAR e do MININT a abrir os olhos e não continuar apoiando a tirania de Castro -compreendeu que eles traíram seu país e passaram a o bando de apátridas genuflex aspirantes a cidadania e dinheiro do Império-?

Como não há nada escondido sob o sol… como não há nada mais útil do que um dia após o outro… e como a mentira tem pernas curtas, finalmente os mercenários salvadorenhos foram presos e falaram como papagaios e o mundo soube da participação da Posada Carriles e de Más Canosa e, claro, da onipresente CIA.

Como não aprendem e não têm ideais, pensam o mesmo que o falecido Andrés Nazario Sargén, chefe da organização terrorista Alpha 66 responsável por diversas atividades criminosas contra o povo cubano, que todos os anos, antes de “passar pelo pincel”, lançava sua frase profética: “em dezembro comemos o leitão em Havana”. Agora voltam ao mesmo, ou semelhante, sem perceber que “as segundas partes nunca foram boas”. Há poucos dias, um ex-general sem pudor nem pudor, ou melhor, ambos, vendido por algumas moedas, prestou-se a ler -como se fosse seu- em seu

qualidade de líder autonomeado de uma organização de objetores de consciência uma declaração mais uma vez encorajando membros das FAR e MINNT em Cuba a trair como ele.

Nesta ocasião, 25 anos depois, a Fundação está por trás dela novamente, não o original, mas um desapego dela, de nível inferior, a Fundação para os Direitos Humanos em Cuba e o marionetista que move seus lábios para o fantoche geral não é o Presidente mas o segundo de “Tony” Costa: Juan Antonio Blanco Gil que nem sequer respeita a proximidade do 116º aniversário do nascimento de sua mãe Elena Gil Izquierdo, uma verdadeira patriota cubana.

A história tem seus paradoxos: este indigno ex-general agora se subordina submissamente e lê o texto escrito pelo senhor Blanco Gil, um ex-tenente cubano que também traiu, que se tornou especialista em enredar e roubar dinheiro da CIA, do NED, do A USAID e qualquer instituição “yuma with a ticket” posta na frente dele… Segundo os mais próximos daquele que uma vez carregou uma estrela nos ombros que ele deixou cair, agora ele está muito irritado por ter que obedecer a um ex-tenente com ares de um super agente… que não se cansa de repetir o início do famoso poema de Dom Francisco de Quevedo “Mighty gentleman is don money” que já tem mais de 400 anos: “Mãe eu me humilho ao ouro, ele é meu amante e minha amada…

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