PCA da AIPEX: “Relações entre os dois países são sólidas e de longa data”

#Angola #Noruega #Economía #Política #AIPEX

Jornal de Angola

A Agência de Investimento Privado e Promoção das Exportações (AIPEX) é o motor da locomotiva liderada pelo Presidente João Lourenço, em Oslo, na estratégia de captação de investimentos e atracção de interesses diversificados para a economia angolana.

© Fotografia por: DR

Na missão à Noruega, o presidente do Conselho de Administração, António Henriques da Silva, mobiliza parcerias no Fórum Empresarial com a NABA – Câmara de Comércio de Oslo. No lançamento do encontro, o PCA da AIPEX abordou ao Jornal de Angola o que se pretende e como o país preparou-se para novas parcerias.

Qual é o investimento da Noruega em Angola?

No período 2018 – 2022, não temos registados projectos de origem norueguesa. As empresas de origem norueguesa, tradicionalmente, investem no sector do Oil & Gas e a AIPEX não faz o registo ou acompanhamento de projectos de investimento privado nestes sectores. No entanto, de acordo com uma entrevista do embaixador do Reino da Noruega acreditado em Angola, Kikkan Haugen, em Agosto, as trocas comerciais entre os dois países estão fixadas entre 2 e 4 mil milhões de dólares norte americanos. Algumas empresas norueguesas a operar em Angola são a Equinor e Aker Solutions.

Que sectores  ligam os dois países?

A cooperação norueguesa para o desenvolvimento em Angola é limitada e está focada, principalmente, na cooperação técnica e no desenvolvimento de capacidades em sectores como Petróleo, Pescas, Direitos Humanos, Energias Renováveis, Investigação académica, Educação e Sociedade Civil.

Qual a expectativa da AIPEX com a missão de negócios do Estado?

As relações bilaterais entre a Noruega e Angola são sólidas e de longa data, com mais de 40 anos de cooperação diplomática e mais de 20 anos de representação em Angola. O nosso país é um dos mais importantes parceiros económicos da Noruega na África Subsariana. Os grandes investimentos directos noruegueses no sector do Petróleo e do Gás angolano só podem ser acompanhados por investimentos financeiros em países como a África do Sul. Embora o envolvimento norueguês esteja, principalmente, relacionado com o sector do Petróleo e do Gás, o país é um mercado importante para nós. Nesta missão, a AIPEX irá reforçar a missão no que diz respeito a promoção e captação de novos investimentos privados, que contribuam para o desenvolvimento económico do país, apresentando as potencialidades fora do sector do Oil & Gas e os serviços de apoio prestado pela Agência aos investidores privados.

 Os investidores têm factores atractivos para apostar em Angola?

Angola, nos últimos anos, tem realizado um conjunto de reformas nos diferentes domínios, com realce para a Economia, que resultou na estabilização dos principais indicadores macroeconómicos. A liberalização do mercado cambial permitiu estabilizar a taxa de cambio e assegurar a oferta de divisas necessárias à dinamização de investimentos, repatriamento de dividendos e outras operações com exterior no quadro do investimento privado. Ao nível migratório e do investimento houve alterações significativas dos marcos regulatórios, que resultaram na melhoria dos processos de obtenção de vistos e tramitação e registos de projectos de investimentos.

 O que deve ser realçado, nesta fase?

Está  em curso um amplo processo de reformas na administração pública com a implementação do programa simplifica que visa a simplificação e desburocratização dos serviços prestados pelos órgãos da Administração do Estado, que têm permitido uma melhoria gradual do ambiente de negócios. Ao nível político assinala-se o combate a corrupção como dos principais compromissos assumidos pelo Presidente João Lourenço, ainda no início do seu primeiro mandato, os resultados são amplamente conhecidos e reconhecidos pela comunidade internacional. Houve uma mudança significativa na perceção internacional de Angola, a imagem do país no exterior mudou o que se reflecte na melhoria da classificação de alguns ratings e índices internacionais como os de competitividade e transparência.

 Está a dizer que as leis actuais são atractivas ao investimento?

No quadro do investimento privado, como nos referimos, as alterações dos marcos legais trouxeram uma dinâmica diferente no sistema de investimento, que hoje confere mais confiança aos investidores, oferece serviços de apoio em todas as fases do processo de investimento. Destacamos ao nível da lei do investimento privado a eliminação de exigência de parcerias aos estrangeiros, eliminação da exigência de montante mínimo para investir em Angola e a inclusão recente do regime contratual de investimento que permite a negociação casuística dos incentivos; Foi ainda criada a Janela única do Investimento, mecanismo de facilitação do investimento que visa facilitar o processo de tramitação e implementação dos projectos de investimento. No âmbito do processo de implementação da Janela Única do Investimento estão a ser desenvolvidas acções de “Customer Care” e “After Care”, no essencial, acções de apoio aos investidores em todas as fases do processo de investimento, desde a identificação da oportunidade de investimento até a sua concretização efectiva. Todo este esforço tem já um reflexo a nível interno e internacional contribuindo para uma melhor classificação da imagem e visão de Angola, como um país para investir, sinalizando melhorias no ambiente de negócios.

 Qual é a previsão de participação ao Fórum Empresarial de Negócios de hoje?

As empresas norueguesas que irão participar no fórum são 23 e de sectores como energia, petróleo, prestação de serviços, finanças etc. Já as angolanas, são oito (8) nos domínios da prestação de serviços, Finanças, Indústria Alimentar, Pescas entre outras áreas de relevo.

Angola e Cuba avaliam cooperação na defesa.

#Angola #Cuba #Política #Economía

Angola e Cuba abordaram, quarta-feira(16), em Luanda, o fortalecimento e desenvolvimento da cooperação no domínio da defesa e segurança, com particular incidência no sector da Indústria, Saúde e Ensino Militar.

Generais Francisco Furtado (à dir.) e Joaquim Quintas Solas © Fotografia por: Edições Novembro

A cooperação em defesa e segurança, considerada parte fundamental nas relações entre os dois países, foi avaliada durante uma audiência concedida pelo ministro de Estado e chefe da Casa Militar do Presidente da República, general Francisco Furtado, ao vice-ministro das Forças Armadas Revolucionárias de Cuba, general Joaquim Quintas Solas.

As altas chefias militares passaram em revista, também, a situação social em Cuba, país que foi assolado, em Outubro último, pelo furacão “Ian.

A delegação militar cubana encontra-se no país desde a última terça-feira, no quadro de uma visita de trabalho. Angola e Cuba têm assinado um conjunto de acordos em vários domínios de cooperação.

O primeiro convénio entre os dois países remonta a Fevereiro de 1976, e versa sobre os sectores da Saúde e da Educação. Os dois Estados partilham laços políticos, diplomáticos, económicos, comerciais e culturais.

Chefe de Estado convidou empresários noruegueses a investir em Angola.

#Angola #Noruega #Economía #Política

Isaque Lourenço

O Presidente da República, João Lourenço, falou, esta quinta-feira, aos empresários noruegueses e angolanos residentes sobre as oportunidades de negócios existentes no mercado angolano.

© Fotografia por: PAULO MULAZA | EDIÇÕES NOVEMBRO

O discurso, que está a ser transmitido em directo pelos órgãos de imprensa angolano, decorre do Fórum Empresarial Angola – Noruega, iniciativa da NABA – Câmara de Comércio de Oslo, com a Agência de Investimento Privado e Promoção das Exportações (AIPEX) de Angola.

CristinaFernandez denuncia irregularidades em caso de tentativa de assassinato.

#Argentina #CristinaFernández #Atentado #Política

A vice-presidente Cristina Fernández afirma que o juiz atrasou a detenção de cúmplices na tentativa de assassinato contra ela.
A vice-presidente argentina Cristina Fernández denunciou na quarta-feira várias irregularidades cometidas pela juíza María Eugenia Capuchetti no caso da tentativa de assassinato contra a ex-presidente.

O vídeo também afirma que os pedidos para analisar o conteúdo do telefone de Hernán Carrol, membro do grupo extremista Nuevo Centro Derecha, que Sabag disse que o iria substituir e nomear os seus advogados, foram rejeitados.

Vale a pena mencionar que Carrol esteve ligada ao chefe de pessoal da Direcção de Inteligência, Gerardo Milman, durante o mandato do ex-presidente Mauricio Macri. Quando Carrol foi testemunhar, todo o conteúdo foi apagado do seu telemóvel.

Milman, pela sua parte, na véspera do ataque, pediu relatórios sobre o funcionamento da custódia de Fernández e dos seus colaboradores mais próximos, em termos do número de agentes e veículos que a protegem e outros detalhes.

Quanto à própria juíza, como detalhes, a vice-presidente afirmou que visitava regularmente a Agência Federal de Inteligência do Executivo Macrista, que na altura era dirigida por Gustavo Arribas e Silvina Majdalani, pessoas acusadas de espionagem ilegal no Instituto Patria, fundado pelo ex-presidente argentino.

A 1 de Setembro último, Fernando Sabag tentou disparar contra o vice-presidente argentino, mas a arma não disparou. Tanto o principal suspeito como Brenda Uliarte, a sua namorada e outro alegado suspeito, Gabriel Carrizo, permanecem detidos neste caso.

“Deixe #Cuba viver: Termine a #bloqueio”: #Reunião de solidariedade realizada no #Parlamento Europeu.

#ParlamentoEuropeo #SolidaridadConCuba #MejorSinBloqueo #EliminaElBloqueo #PorLaFamiliaCubana

Eurodeputados, juristas, diplomatas e activistas de solidariedade denunciaram a extraterritorialidade do bloqueio imposto pelos Estados Unidos a Cuba e apelaram a uma acção contra o mesmo.

Num fórum intitulado “Deixe Cuba viver: Acabe com o bloqueio”, organizado pelo grupo de esquerda no Parlamento Europeu, levantaram-se várias vozes para rejeitar o objectivo de Washington de aplicar a sua política unilateral às empresas, bancos e cidadãos do velho continente.

O evento contou com um painel moderado pela deputada francesa Leila Chaibi para abordar o âmbito extraterritorial do cerco de diferentes ângulos, traduzido em leis tais como Torricelli (1992) e Helms-Burton (1996), que procuram asfixiar a ilha.

Chaibi repudiou os efeitos de uma política que descreveu como uma guerra económica diária, porque ataca o acesso a medicamentos e a bens de primeira necessidade.

Por seu lado, o secretário do Comité Coordenador Belga para o Fim do Bloqueio de Cuba, Wim Leysens, explicou as actividades promovidas pela plataforma composta por mais de 40 organizações para combater o cerco e o seu alcance extraterritorial.

Em particular, referiu-se às acções tomadas em resposta à recusa dos bancos na Bélgica de efectuarem transferências para a ilha, por receio das pressões e sanções dos EUA.

A jurista Elizabeth Valdés-Miranda salientou na reunião, que atraiu eurodeputados, associações de solidariedade e cubanos que vivem em nove países, que Cuba não foi sancionada pela ONU e que Washington assume uma prerrogativa que não tem.

Os Estados Unidos mudaram os pretextos ao longo dos anos para nos bloquearem, e está a mentir, porque lhe falta autoridade legal para o fazer, demonstrando uma postura contrária ao direito internacional, advertiu ela.

A embaixadora da Índia Ocidental na Bélgica e na União Europeia, Yaira Jiménez, também falou no painel, dando exemplos da extraterritorialidade do bloqueio e do seu impacto na Europa.

Alerta! Vitória para a família cubana! Reuniões de família! #PuentesdeAmor! MejorSinBloqueo

#Cuba #MejorSinBloqueo #PuentesDeAmor #PorLaFamiliaCubana

Pontes de Amor – Alerta! Urgente! Vencemos! Vitória para a família cubana! As remessas familiares para Cuba são restauradas. Parabéns a todos aqueles que travaram esta batalha! Como está a correr o tabuleiro de jogo? Haters:0 Família cubana: 4 Não pararemos até derrubarmos todas as sanções que castigam o povo cubano! #BetterWithoutBlockade #BridgesOfLove.

O activista Carlos Lazo descreveu hoje como uma vitória o reinício das remessas dos Estados Unidos para Cuba, suspensas desde 2020 como parte da política de máxima pressão aplicada pela administração de Donald Trump.

Numa emissão em redes sociais, o coordenador da iniciativa de solidariedade Puentes de Amor enviou felicitações àqueles que “travaram esta batalha” e assegurou que não pararão enquanto não derrubarem todas as disposições “que punem o povo cubano” como parte do bloqueio económico, comercial e financeiro que o país das Caraíbas tem sofrido há mais de seis décadas.

Esta semana, o governo de Joe Biden facilitou as restrições ao envio de fundos para a ilha após conceder a VaCuba, uma agência sediada no estado americano da Florida, autorização para operar com a Orbit S.A. para gerir moeda estrangeira.

De acordo com os meios de comunicação locais, a empresa americana notificou que recebeu autorização do Office of Foreign Assets Control para realizar operações com a Orbit S.A. e enviar remessas para os cartões MLC (moeda livremente convertível) dos bancos cubanos a uma taxa de sete por cento.

Durante a presidência da Trump (2017-2021), a empresa da União Ocidental encerrou as suas operações após cerca de 20 anos de relacionamento com Cuba, após a inclusão da Fincimex na lista de entidades restritas do Departamento de Estado.

Fincimex, uma empresa financeira cubana e contraparte da empresa americana, culpou o governo republicano pela interrupção do serviço entre os dois países.

O Ministro dos Negócios Estrangeiros cubano Bruno Rodríguez disse que os Estados Unidos estão a utilizar esta questão sensível como arma política contra a população, impactada pelo cerco unilateral de Washington.

Em Fevereiro deste ano, o Banco Central de Cuba autorizou a Orbit S.A. a proceder ao processamento de transferências do estrangeiro e concedeu poderes para efectuar pagamentos através das suas infra-estruturas para bens e serviços devidamente autorizados.

Activistas de organizações, entre elas Puentes de Amor, pediram várias vezes a Biden para levantar medidas coercivas contra a ilha, que embora não toquem na essência do bloqueio, são um passo na direcção certa, de acordo com as autoridades cubanas.

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